Por: Ronaldo Hung

Semana com muitas estréias no circuitão, com títulos para todos os gostos. Há de tudo um pocuo: aventura, épicos românticos, comedinhas leves. Prepare a pipoca e bom programa.
AMEAÇA INVISÍVEL
Fita de ação onde fica difícil não lembrar do Top Gun dos anos 80 (que saiu em dvd em edição especial). Você pode não conhecer o filme, mas a trilha sonora você com certeza ouviu à exaustão, como o tema romântico do grupo Berlim (“Take My Breath Away”). Mas vamos ao filme atual: é a velha fórmula atualizada, com três pilotos da marinha americana durões, que vivem brigando e achando que a guerra é um grande videogame. Entre eles, há a personagem de Jessica Biel (de “Blade Trinity”), o que garante o clima de guerra dos sexos. Para complicar, estão querendo colocar no ar um jato pilotado por um robô. E por ai vai... Para se ver no piloto automático (desculpem o trocadilho).
GAIJIN - AMA-ME COMO SOU
Grande épico romântico dirigido pela competente Tizuka Yamazaki. Foi muito bem recebido no Festival de Gramado, onde faturou quatro prêmios Kikitos (filme, direção, atriz coadjuvante e trilha). Merecidamente, pois trata-se de uma produção de encher os olhos, que fala da saga de imigrantes japoneses no país. Candidato a sucesso de público, deve fazer boa carreira no circuito. E é filme para se ver no cinema.
Na história, uma moça sai do Japão para trabalhar no Brasil, conseguir dinheiro e retornar ao seu país de origem. O curioso é fazer um paralelo hoje, quando acontece justamente o contrário (são os desdencentes daqui que vão ao Japão trabalhar e ganhar dinheiro). Fato que ocorre também no meio da história, com a crise provocada pela Era Collor. No elenco, a sumida Tamlyn Tomita (que foi a mocinha do “Karatê Kid 2”). Vale conferir.
AMOR EM JOGO
Comédia romântica dos irmãos responsáveis pela comédia “Quem Vai Ficar com Mary?” (estrelada por Cameron Diaz), recentemente relançada em dvd numa edição especial. Quem estrela é Drew Barrymore (que anda se especializando neste tipo de personagem). A grande sacada (sem trocadilhos), é que foi baseado em livro de Nick Hornby, que já rendeu o bom “Alta Fidelidade” (com John Cusack). No romance original, o esporte que servia de pano de fundo era o futebol. Como estamos falando dos Estados Unidos, optaram por trocar pelo baseball. O comediante Jimmy Fallon (do “Saturday Night Live”) faz um torcedor fanático por um time de Boston que tromba e cai de amores pela gracinha vivida por Drew. Não traz nada de novo, mas rende uma boa sessão da tarde. E não deixa de ser uma boa desculpa para levar a namorada ao cinema. Curiosidade: o escritor Stephen King faz uma ponta, como ele mesmo.
DEU ZEBRA
Comédia da Warner que aposta na fórmula onde animais falam e dividem as telas com personagens humanos. Na história, uma zebra sonha em ser um cavalo de corrida. Algo como um patinho feio atualizado. Muitos efeitos digitais permitem uma “sincronia” entre os dois “elencos” (homens e bichos). Bem realizado e dentro do que se propõe, deve render uma boa sessão da tarde. No original, quem fazia as vozes era Mandy Moore, Dustin Hoffman, Michael Clarke Duncan, Snoop Dogg, entre outros. Na versão nacional, temos Sandy, João Gordo e Evandro Mesquita entre os nomes mais conhecidos do grande público.
COISA DE MULHER
Comédia nacional, a primeira produzida pelo SBT e também a estréia de sua contratada, Adriane Galisteu, na telona. A competente Eliana Fonseca dirige esta história, que acompanha o cotidiano bem-humorado de cinco mulheres que moram no mesmo prédio. Seria uma espécie de “Sex & The City” versão nacional, tratando da chegada de um escritor desempregado que passa a escrever uma coluna em revista feminina. Além de Galisteu, no elenco, gente conhecida como Evandro Mesquita (que também está em “Deu Zebra”, dublando), Hebe Camargo e Renata Fronzi. Bem embalado, é uma boa opção para diversão leve e descompromissada.
COISA MAIS LINDA
Documentário nacional que aborda o movimento musical da Bossa Nova, que rende bons frutos ao país até hoje, influenciando muita gente. Se bem que fica a impressão que faz mais sucesso lá fora do que aqui... Mas deve ser erro de avaliação minha. A produção tem depoimentos de um elenco de peso, que inclui o mestre Menescal, Carlos Lyra, Johnny Alf, Joyce, entre outros. Para quem curte o gênero, é prato cheio. Quem não conhece vai acabar se influenciando com a boa música.
A BATALHA DE ARGEL
Drama da Itália e Argélia, produzido em 1965, que volta ao circuito alternativo. A batalha do título é o conflito que marcou a Argélia, quando da luta pela independência da França. O personagem principal é um integrante da Frente Argelina de Libertação. Acompanha-se toda a sua trajetória, num retrato bastante contundente, que levou à proibição da fita no Brasil (afinal, era época da ditadura por aqui) e, é claro, na França.
SEGUNDA CHANCE
Comédia romântica estrelada por Laura Linney (de “Simplesmente Amor”). Ela trabalha na Universidade de Columbia e vive um tanto desanimada com a vida, apesar de uma carreira bem-sucedida. Até que cai nas suas mãos a ficha de um novo candidato à universidade, que lembra muito um antigo namorado dela da juventude. Apesar da classificação, a sinopse parece mais um dramalhão daqueles. É arriscar para ver.