Perfil no Barril...
Este é o Zenbollah
'Meio zen, meio homem-bomba', o nobre deputado triunfou na CPI. Levou de prêmio o apelido
É difícil vestir a carapuça de deputado na carcaça de Fernando Gabeira. É como se ela tivesse sido apropriada, para todo o sempre, por aquela sunguinha que ele usou na praia. Numa conversa, chega a ser constrangedor tratá-lo como tal, visto que a recíproca é sempre de uma desconcertante informalidade. 'Deputado, o que o senhor acha de determinado assunto?' 'Pô, cara, o que tá rolando é o seguinte...'. Não dá. Melhor é chamar o Gabeira de Gabeira, deixando pra lá qualquer compromisso com a liturgia do cargo que ocupa. Deve ter sido assim que o senador Jefferson Perez, de 74 anos, reagiu a um telefonema dele tentando convencê-lo a convocar a primeira sessão da CPI dos Sanguessugas, em junho deste ano: 'Você é o mais velho', disse Gabeira. 'Segura a onda.' Até outro dia, Fernando Gabeira era visto por muita gente apenas como um animal exótico na fauna do Congresso. O cara da sunga. O guerrilheiro do MR-8 que fundou um Partido Verde, chamou o povo para abraçar a Lagoa Rodrigo de Freitas, e por fim desejou ingressar no País com umas sementes de maconha. 'Eu me dedicava a temas muito minoritários e polêmicos', analisa Gabeira. 'Isso me deixava no escaninho do deputado temático ou do deputado excêntrico.' Embora pudesse 'passar a vida desse jeito na maior tranqüilidade', dois lances o transformaram em um nobre deputado. O primeiro aconteceu quando Gabeira pegou o microfone da Câmara e vociferou o que todo o mundo gostaria contra o então presidente da casa, Severino Cavalcanti, que defendera a pizza para os mensaleiros: 'Vossa Excelência está em contradição com o Brasil. A sua presidência é um desastre para o País'. Ao que o bizarro Severino respondeu, disparando pela culatra: 'Vossa Excelência, recolha-se à sua insignificância'.
Depois do desaparecimento político de Severino, Gabeira engajou-se com tal bravura na luta pela instalação da CPMI dos Sanguessugas, que chegou a evocar as vias de fato - um coquetel molotov no Congresso nacional. (Essa semana o artefato voltou à baila, quando o peludo senador Wellington Salgado, sósia de Gerald Thomas, descabelou-se, insurgiu-se contra a Comissão e acusou Gabeira de copiar a tática do Primeiro Comando da Capital. Foi obrigado a ouvir do deputado uma insólita lição sobre a história do coquetel molotov, que 'o idiota achou ter sido inventado pelo PCC'.) Enfim nada se explodiu (apenas o senador se implodiu, sendo o único a votar contra o relatório da CPI, divulgado na quinta-feira passada). Aos colegas que inicialmente se contrapunham à criação da Comissão de Inquérito, preocupados com a falta de tempo em um ano de Copa do Mundo e eleições, Gabeira dizia o seguinte: 'Olha, se não tivesse esse papo de ´deputado pra cá, deputado pra lá´, esse negócio de ´questão de ordem´ e não sei o quê, estava tudo resolvido em 72 horas. Um repórter faria o serviço em dois dias', provocava. 'Vocês vão ter quatro semanas!'. A CPI emplacou, e agora, aos 65 anos, Gabeira é o cara.
O nobre deputado tem uma peculiar relação com o Congresso. Considera 'Niemeyer um arquiteto de renome internacional, mas...' detesta trabalhar naquele espaço. 'Aqui não dá para saber se é dia ou se é noite', queixa-se. 'Você é colocado em um clima de abrigo atômico.' Lotado no gabinete 332 do Anexo IV, sua pequena sala de trabalho é uma entre dezenas de outras destinadas aos deputados. A juíza Denise Frossard é sua vizinha de porta, enquanto o doutor Enéas esconde-se no fundo do longo corredor.
São cerca de 200 metros de deputado, cada qual improvisando na decoração de seu cafofo, de onde ecoam como mantra os discursos intermináveis da Rádio Câmara. Gabeira logo na entrada as cores do arco-íris e a inscrição 'Pace', do grupo inglês de apoio aos homossexuais. Um cartaz na porta de Ricardo Berzoini saúda 'a volta por cima do PT'. Alberto Goldman substituiu o logo 'Brasil - País de todos' por um decalque do 'Brasil - paraíso dos banqueiros'. E por aí vai, num balaio de gato ao estilo Carandiru.
Gabeira relaciona-se 'de forma amigável com ascensoristas, pessoas da limpeza, gente que serve o café'. Relaciona-se também com os deputados, 'quase todos'. Para tanto, é de grande serventia o seu passado na luta armada contra a ditadura. 'Eu tenho experiência de cadeia, né? Estive preso em doze cadeias... É um lugar em que as pessoas são forçadas a uma convivência que não escolheram. O Congresso para mim é a mesma coisa', compara. 'Estou aqui neste lugar, mas não escolhi meus companheiros.'
Em Brasília, a vida de Gabeira resume-se ao vai-e-vem de casa para o trabalho. Ele faz isso num motocão Suzuki de 650 cilindradas. Recentemente 'um cara aí andou me dando uma fechada'. O deputado não chegou a cair, tendo ficado 'apenas com o pé problemático durante um tempo'. Uma consulta aos bens declarados por Gabeira à Justiça Eleitoral revela que ele possui uma aplicação no Banco do Brasil, duas motocicletas Suzuki (!) e mais nada. Um dia, arrebatado pelo sonho da casa própria, acorreu a uma agência da Caixa Econômica disposto a conseguir um financiamento e 'virar uma pessoa séria finalmente'. Quando o funcionário listou a série de documentos que teria de providenciar, 'disse never e até logo'. O deputado parece ter conseguido conciliar inquilinato e pessoa séria, visto que dispensa o seu apartamento funcional. Não vai nisso nenhuma questão ética, mas um problema de ordem funerária. 'Aquilo é muito grande, é praticamente um mausoléu', define. 'Eu só vou usá-lo, talvez, quando eu morrer.' A relação de Gabeira com Brasília definitivamente não é das melhores. 'Minha vida aqui é o que chamo de prisão-albergue', diz. 'Do ponto de vista pessoal, é preciso tomar cuidado porque há muitos interesses. Vida noturna, social, não tenho nenhuma. Eu uso a cidade apenas o suficiente para sobreviver.' Às vezes Gabeira sai para jantar. Invariavelmente aparece alguém para tirar uma foto com ele. As pessoas vêm, abraçam o Gabeira. 'Se você for examinar bem essas fotografias aí, eu vou pegar uns 300 anos de cadeia.' (Gabeira tem obsessão pelo tema da cadeia.)
Como o Congresso parece um abrigo nuclear e a cidade, uma prisão-albergue, Gabeira trata de fugir para o Rio de Janeiro nos finais de semana. Lá ele aluga um apartamento em Ipanema, onde vive com uma de suas duas filhas - isso quando ela está no Brasil (é surfista de ondas grandes, vive entre a Indonésia e o Havaí) e quando o próprio Gabeira não está na casa da sua mulher, Neila, companheira há 8 anos. No Rio ele não é deputado - é 'um cara de sandália no meio da rua'. 'É uma cidade muito bonita', diz. 'Infelizmente a história está mostrando que ela é mais bonita do que mereciam os cariocas.' Gabeira é um sujeito em litígio com as cidades e seus homens. Diz que todos os mitos caíram por terra e a isso dá graças a Deus. 'Existem diferenças enormes entre os ideais e a realidade. Existe uma expectativa muito romântica em relação aos seres humanos. Mas você chega à conclusão de que são limitados. A velhice, a aproximação da morte, é um ajustar de contas com esse fim dos mitos. Eu sou, por exemplo, totalmente vacinado contra movimentos que se destinam a criar um novo homem. Quando escuto sobre isso, penso logo em mortes e fuzilamentos.' Fernando Paulo Nagle Gabeira, nascido em Juiz de Fora, é descendente, por parte de pai e mãe, de libaneses que migraram para o Brasil. Diz que 'muito já se discutiu sobre o tamanho do meu nariz', uma notável herança de sua origem árabe.
Se pudesse, Gabeira mudaria várias de suas características físicas. 'Mas o nariz, esse eu não mudo. Não vou ceder. Que me agüentem com o nariz assim!' O litígio de Gabeira com os homens inclui candidatos e candidata à Presidência da República. Gabeira não sabe em quem vai votar. 'Os temas que me interessam eles nunca tratam deles.
Não falam de globalização, não falam da guerra no Líbano. Ou eu vivo fora do tempo, ou eles vivem. A sensação que tenho é que é uma coisa do interior', reclama. 'São bons candidatos à prefeitura de Juiz de Fora.' Gabeira já foi candidato a presidente. Em 1989, 'sem grana nem para o táxi'. Ficava envergonhado porque tinha de viajar o Brasil todo - mas quando chegava no aeroporto havia 'três pessoas com a bandeirinha levantada'. 'Do ponto de vista de uma disputa real, não tenho temperamento para ser presidente, governador nem senador. Sou deputado e vou continuar um pouco mais. Aqui estou chegando no final. Vou apenas esperar os que virão para orientá-los nos escombros.' Entre o cara de sandália no meio da rua e o coquetel molotov no Congresso nacional, Gabeira ganhou dos companheiros de CPI o melhor dos apelidos: Zenbollah. Este é o cara. (Ah, sim: o Gabeira ainda fuma maconha. Mas não no Brasil - apenas quando viaja para Amsterdã.)
Por: Ronaldo Hung
A semana traz boas estréias, principalmente na linha dos documentários. Mas há filmes para todos os gostos. Confira os lançamentos.
CAFÉ DA MANHÃ EM PLUTÃO (Breakfast on Pluto)Comédia dramática do especialista Neil Jordan, com toques os característicos do diretor (que levou o Oscar por “Traídos pelo Desejo”). Um rapaz que sempre teve problemas em casa por sua opção sexual decide procurar por sua mãe biológica, contando com a ajuda de seus amigos. O filme teve uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator na categoria comédia, para Cillian Murphy.
O ARCO (Hwal)Drama da Coréia do Sul em co-produção com o Japão. O relacionamento entre um velho e uma bela jovem, que vivem num barco. Ele, que a criou desde pequena, deseja desposá-la quando ela completar 17 anos. Até lá, fará de tudo para isolá-la do mundo. Uma estranha e meio mórbida paixão. O tal arco do título é o simbolismo, é claro. Para iniciados.
O SOL - CAMINHANDO CONTRA O VENTO (Nacional)Documentário nacional que narra a história do jornal O Sol, nos anos 60, em plena ditadura, idealizado por um grupo de artistas e jornalistas. Com depoimentos de várias figuras importantes completam o quadro, incluindo Caetano Veloso, citado no título pela sua canção “Alegria, Alegria”.
FAVELA RISING (Nacional)Documentário co-produzido com os EUA, que registra a figura de Anderson Sá, da banda Afro-Reggae. Sua personalidade serve de condutor para esse mergulho em uma das favelas mais violentas do Rio de Janeiro. Premiado como melhor documentário no Festival de Tribeca de 2005.
SOB O EFEITO DA ÁGUA (Little Fish)Drama ambientado na Austrália, sobre um ex-drogada que trabalha numa locadora de vídeo e sua batalha para retomar a vida, enfrentando ainda a presença dominadora da sua mãe. O título faz referência ao fato de que a personagem faz aulas de natação, uma de suas terapias favoritas para fugir do mundo. A estrela é Cate Blanchett (de “O Aviador”). No elenco, Hugo Weaving (o agente Smith na trilogia Matrix).
BOLÍVIA - HISTÓRIA DE UMA CRISE (Our Brand is Crisis)Documentário americano que mostra a sujeira que existe em uma eleição, com os meandros de estrategistas e a importância que existe em se criar uma boa imagem. Sempre um assunto atual, a produção levou o prêmio de melhor documentário pela International Documentary Association.
INTERVALO CLANDESTINO (Nacional)Drama com temática política. Ambientado no Rio, a fita registra as opiniões e acontecimentos que permeiam uma campanha eleitoral. Obtém-se vários depoimentos, criando um bom painel do que pensa o povo com relação aos seus líderes.
UM CRAQUE CHAMADO DIVINO (Nacional)Documentário sobre futebol, como o título já entrega. No caso, do jogador Ademir da Guia, que jogava no Palmeiras. Depoimentos de muita gente conhecida e entendida no assunto. Quem curte o esporte vai gostar.
CLICK (Click)Comédia sessão da tarde com uma idéia interessante. Resta saber se vai render ou se é outro caso em que todas as boas piadas estão no trailer. O comediante Adam Sandler nem sempre acerta, mas junto com o diretor Frank Coraci fez a simpática comédia romântica “Afinado no Amor”. Agora ele faz um arquiteto que vive para o trabalho que um dia encontra um controle remoto universal, no sentido literal da palavra, objeto que controla tudo e todos. No elenco, o veterano David Hasselhoff (do seriado Super-máquina) é o chefe dele, enquanto a bela Kate Beckinsale (de “Underworld – Anjos da Noite”) faz a esposa. Há ainda ponta da vocalista do Cranberries, Dolores O´Riordan e muita música pop na trilha.
VELOZES E FURIOSOS: DESAFIO EM TÓQUIO (The Fast And The Furious: Tokyo Drift)O terceiro exemplar da série Velozes e Furiosos já não conta com nenhum dos astros originais (Paul Walker e Vin Diesel, que faz uma pequena aparição ao final). Restou a idéia de que o público gosta de ver carros velozes nas telonas. Partindo deste princípio, a estória agora foi parar no Japão, com um novo corredor que, é claro, vai trombar com a máfia japonesa no meio dos tradicionais rachas pelas ruas da cidade. Não parece acrescentar nada, servindo como inofensivo passatempo, que segundo divulgado destruiu perto de 100 carros nas filmagens. Para acelerar e ver no piloto automático.
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O Flickr Leech destaca as imagens mais bonitas e curiosas
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Aprenda a fotografar com papas dos cliques
A fabricante de cartões de memórias Kingston lançou no site http://www.kingston.com/brasil/ a seção ïcones da Fotografia, em que grandes fotógrafos ensinam a tirar fotos e manipular arquivos digitais.
70 mil vão a polêmico show de Madonna
Vaticano criticou apresentação em Roma, mas italianos lotam estádioQuase 70 mil pessoas assistiram ontem ao mais novo e polêmico show da cantora Madonna, no Estádio Olímpico, em Roma, parte da turnê do recém-lançado Confessions on a Dance Floor, estimada em 4 milhões.
Pedro Almodóvar, Lenny Kravitz e o prefeito de Roma, Walter Veltroni, estavam na platéia. Alguns fãs chegaram na véspera e dormiram na porta do estádio para garantir bom lugar. Madonna entrou no palco com apenas dez minutos de atraso e convocou o público a 'acreditar que é possível mudar o mundo'. Trocou de roupa sete vezes e foi acompanhada por 22 bailarinos.
O show tem causado polêmica. O motivo é uma cena de crucificação durante a música Live to Tell - Madonna normalmente canta pendurada numa cruz cravejada de cristais. Na semana passada, ela incomodou o Vaticano ao convidar o papa Bento XVI para assistir ao show. Sua porta-voz declarou ter certeza de que Bento XVI iria aplaudir o trabalho de Madonna pela eloqüência, beleza e humanidade que exibe na apresentação de Live to Tell.
Em 1989, o Vaticano declarou que o clipe Like a Prayer era uma blasfêmia. Nele, Madonna rolava no chão com um 'santo negro'.
A Igreja Ortodoxa Russa pediu aos fiéis que boicotem o show da cantora em Moscou, em 11 de setembro. 'Para ilustrar suas próprias paixões, Madonna explora a cruz e outros símbolosreligiosos.Éinadmissível',disseorelaçõespúblicasda Igreja, Vsiévolod Chaplin.
Atriz de Tapa na Pantera se sente musa cult
"Eu me sinto uma musa cult." A atriz de teatro Maria Alice Vergueiro se diz surpresa com o sucesso repentino do curta-metragem Tapa na Pantera, que se tornou em uma semana febre na internet. No vídeo, postado no site You Tube sem a autorização dos autores, a atriz interpreta uma senhora que fuma maconha há trinta anos, personagem por ela criado.
Do alto de seus 50 anos de palco e 71 de idade, Maria Alice Vergueiro diz que nunca teve tanto sucesso quanto agora. O curta-metragem, assinado pelos jovens cineastas Rafael Gomes, Mariana Bastos e Esmir Filho da Ioiô Filmes, foi assistido até esta segunda-feira por mais de 235 mil internautas. Para quem se identificou, mais está por vir. Os cineastas se preparam para filmar novas cenas com Maria Alice.
A atriz nega fazer apologia do uso da maconha, mas diz não a considerar uma droga pesada. "O grande problema é você vender, traficar, ter o comércio disso. Até porque, quando isso acontece, o fumo vem ruim, malhado. O ideal seria você ter uma hortinha", diz ela entre risadas.
Também contou que os filhos e netos se sentem constrangidos com sua sinceridade no vídeo. Para ela, independentemente de o tema ser polêmico, o curta é um convite à liberdade contra a hipocrisia. Ela diz que a personagem é o avesso da figura de uma avó conservadora e relembra a sua infância.
Pódio de zebras na Hungria vê Button levar sua 1ª vitóriaCorrida mais maluca dos últimos anos da Fórmula 1, o Grande Prêmio da Hungria deste domingo teve tudo para mudar a cara do Mundial, mas nas duas últimas voltas, um erro do heptacampeão Michael Schumacher, da Ferrari, manteve tudo como parecido, deixando para Hungaroring, que teve sua primeira corrida com chuva da história, um pódio de zebras, com vitória de Jenson Button, da Honda, seguido por Pedro de la Rosa, da McLaren, e Nick Heidfeld, da BMW.
A pista molhada foi a protagonista do domingo e proporcionou cenas raras na categoria atual, como a disputa na pista de dois campeões, favoritos sendo feitos de retardatários e uma Ferrari sendo pressionada por uma Toro Rosso (Felipe Massa pressionado por Scott Speed).
Antes da largada, a expectativa colocava o pole position Kimi Raikkonen, da McLaren, e o segundo colocado, Felipe Massa, da Ferrari, como grandes favoritos. No fim da prova, eles foram os que menos apareceram, com Massa largando mal e terminando em oitavo (mas ganhando uma posição com a desclassificação de Robert Kubica), e Raikkonen batendo no carro de Vitantonio Liuzzi, da Toro Rosso, e abandonando quando era o segundo colocado.
Mais atrás, Schumacher e Alonso mostraram porque são campeões. Ambos ganharam cerca de seis posições cada logo na largada, realizada sob chuva. Os pneus fizeram toda a diferença e Alonso conseguiu se impor. Na volta sete ultrapassou o alemão e disparou na frente.
A partir daí a corrida de Schumacher começou a denigrir. Prejudicado pela má performance dos pneus Bridgestone, o alemão bateu, trocou o bico do carro e chegou a tomar uma volta de Alonso (depois de fechar a porta duas vezes, e só abrir na terceira para não tomar uma punição). Aqui, o jogo de pontos foi mais importante. Por um momento o espanhol achou que poderia vencer sem que Schumacher sequer pontuasse, mas o adversário, aos poucos, foi retomando as posições perdidas conforme a chuva passava e a pista secava.Com o acidente de Raikkonen, Alonso liderava. Na parte final da corrida, só precisava administrar a vantagem, segurar Button que vinha pressionando em segundo, e acumular mais dez pontos, voltando a ampliar a liderança no Mundial. Em seu último pit stop, um erro da equipe, e o abandono. Alonso deixou os boxes e não conseguiu nem mesmo terminar uma volta, perdeu o controle do carro e bateu no muro de proteção. Calmo, ele explicou que foi um problema com a homocinética.
"Depois do pit stop, eu senti que alguma coisa estava errada. Eu queria voltar para os boxes, mas foi impossível", explicou Alonso logo após abandonar. "Nós estávamos extremamente rápidos. É uma pena, mas acontece com qualquer um."
Com o azar de Alonso, Schumacher tinha tudo para terminar em segundo, atrás de Button, sem correr riscos. Mas no momento em que De la Rosa viu que podia pressioná-lo, o alemão começou a ter problemas. Os pneus, que já estavam no limite, não permitiram que ele segurasse a posição, caindo para terceiro. Em seguida, foi a vez de Heidfeld fazer pressão. Afobado para se manter entre os três primeiros, Schumacher deixou para frear muito tarde e, com um toque na BMW, danificou seu carro e abandonou, passando em poucos minutos de um estado de glória, onde diminuiria para três pontos a diferença para Alonso, para a mesmice. O piloto alemão conseguiu um ponto, no entanto, com a desclassificação do novato Robert Kubica, da BMW, que estava com o carro mais leve que o regulamento permite. Como abandonou faltando somente duas voltas para o fim, seu tempo permitiu que ele aparecesse entre aqueles que completaram a corrida. A diferença para Alonso agora é de dez pontos.
Para a Honda, o dia foi de lucro. Apesar de o favorito na equipe ter sido o brasileiro Rubens Barrichello, que largou em terceiro e terminou em quarto, Button foi o mais feliz, dando para a escuderia sua terceira vitória na história. "É ótimo conquistar uma vitória depois de tanto tempo, um sentimento incrível para a equipe", disse Button, de 26 anos. "Que dia! Foi incrível, as condições do tempo deixaram a corrida muito difícil para qualquer um. Saindo de 14º para vencer não poderia ser melhor", completou.
Por: Ronaldo Hung
ASSOMBRAÇÃOFita de terror oriental (no caso chinesa), cujo trailer parecia ter um pé na realidade fantástica da ficção também. Quem curte o gênero sabe bem o que esperar. Não parece trazer grandes novidades a história da escritora que é assombrada por uma personagem por ela criada. Não faltam sombras e sinais estranhos para assombrar a coitada. Dirigido pelos irmãos Pang, responsáveis por Visões 1 e 2, é a pedida de suspense das telas.
SENTINELAFita dirigida por Clark Johnson, que fez o mal-sucedido SWAT (que era baseado no famoso seriado de tevê). O elenco tem nomes como Michael Douglas, Kiefer Sutherland, Kim Basinger e Eva Longoria (da série Desperate Housewives). É um filme policial, onde um ex-agente (que protegeu o presidente Reagan no famoso atentado) que descobre uma complicada conspiração para assassinar... adivinhe. Parece mais apropriado para ser consumido em dvd, não fosse o elenco de astros.
ZUZU ANGELProdução nacional, baseada em fato verídico que envolveu a famosa estilista do título (interpretada com garra por Patrícia Pillar), que teve o filho morto durante a época da ditadura no país. O filme acompanha a luta da mãe para descobrir o que aconteceu com o filho. Bem realizado e com reconstituição de época bastante elogiada, o filme vale-se também de um elenco de estrelas competentes, como Daniel de Oliveira, Luana Piovani, Paulo Betti e uma lista interminável. Retrato de um período e a história de uma importante personagem, que certamente vai fazer boa carreira nas telas.
PROTEGIDA POR UM ANJOSuspense inglês com a sumida Demi Moore. Outra história de fantasmas, com outra escritora do gênero que passa por grave crise após a morte do seu filho pequeno. Com a desculpa de recomeçar a vida, o roteiro leva o espectador para uma tranqüila vila de pescadores, onde obviamente coisas estranhas começam a aparecer.
A PROVAO elenco dessa adaptação de premiada peça teatral tem no elenco uma dupla de respeito: Sir Antony Hopkins e Gwyneth Paltrow (que por este papel foi indicada ao Globo de Ouro). Ele faz um famoso intelectual matemático. Após sua morte, a filha receia ter herdado, além da genialidade do pai, os problemas mentais de saúde (ela tem conversas com o finado pai). O tema em si não traz novidades (vide o recente “Uma Mente Brilhante”), mas quem gosta do gênero deve dar uma espiada. O diretor John Madden já trabalhou com Paltrow em “Shakespeare Apaixonado”.
PAI E FILHO Produção da Alemanha/Rússia que venceu o Festival de Cannes em 2003, dirigida por importante diretor russo contemporâneo, Aleksandr Sokurov. Basicamente, é a relação entre um pai e seu filho, marcada pela dependência extrema. Para iniciados, é programão.
Mas com o passar do tempo... quanta diferença!
(Jornal das Moças,1957)
"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho
e provas de afeto, sem questioná-lo".
(Revista Cláudia, 1962)
"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa".
(Jornal das Moças, 1965)
"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959)
"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete.
Tenha cinzeiros espalhados por toda casa".
(Jornal Moças, 1957)
"A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher
por não ter resistido às experiências pré-nupciais,
mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara".
(Revista Cláudia,1962)
"Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva,
na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu".
(Revista Querida, 1954)
"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio.
Ele é quem decide - sempre".
(Revista Querida, 1953)
"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite,
espere-o linda, cheirosa e dócil".
(Jornal das Moças, 1958)
"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957)
"O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa a masculiniza".
(Revista Querida, 1955)
The Simpsons - Na vida real
Você que, assim como eu, é vidrado em The Simpsons, confira esta
abertura feita com atores de verdade. Bem legal!!!
Mais uma do esquilo maluco...
Em dia da Ferrari, Schumacher vence na Alemanha e reabre disputaCom uma performance superior à dos rivais, Michael Schumacher e Felipe Massa fizeram uma corrida impecável e protagonizaram uma dobradinha da Ferrari no pódio de Hockenheim, no GP da Alemanha deste domingo, com o alemão em primeiro e o brasileiro em segundo. Raikkonen completou o pódio, enquanto Fernando Alonso ficou em quinto.
"Nosso carro funcionou muito bem", comemorou o alemão. "Trabalhamos bem antes de vir para cá, trabalhamos duro com a Bridgestone (fornecedora de pneus) para resolver os detalhes", explicou ao site Autosport.
Com este resultado, Schumacher encosta no espanhol na briga pelo título de pilotos. Schumacher soma 89 pontos na classificação, enquanto Alonso tem 100. Ainda restam seis provas para o final da temporada.Além disso, o segundo lugar rendeu a Massa a terceira colocação no Mundial. Ele chegou aos 50 pontos ganhos, ultrapassando Raikkonen e Fisichella, que ficam com 49 pontos, empatados em quarto lugar.
"Vimos que tínhamos um ritmo forte, e colocar as duas Ferraris na frente era o nosso objetivo", revelou o brasileiro. "Foi um grande trabalho da equipe e dos parceiros. Nós apenas tentamos aumentar a vantagem logo de cara, e depois procuramos terminar em primeiro e segundo".
Algumas suspeitas levantadas antes da prova foram confirmadas. A primeira é que Kimi Raikkonen conseguiu a pole position porque estava com o carro muito leve; de fato, ele precisou parar logo na 10ª volta.
A segunda é que Barrichello tinha o carro mais pesado que do companheiro de Honda, Button, o que apontava estratégias de corrida diferentes; e o brasileiro ia bem na prova, até que na 19ª volta seu carro pegou fogo por conta de um vazamento, e ele precisou abandonar. Button terminou em 4º.
E a terceira é que as Ferraris de fato estavam com o carro superior às demais escuderias. Sem dar qualquer chance aos concorrentes, Schumacher e Massa só precisaram esperar a primeira parada de Raikkonen para assumir a liderança e vice-liderança da corrida e não as largarem mais, conquistando a segunda dobradinha do ano da Ferrari - a primeira havia sido no GP dos EUA.
Por: Ronaldo Hung
Semana com opções para todos os gostos. Confira todos os lançamentos nos cinemas.
VIAGEM MALDITA (The Hills Have Eyes)Refilmagem de “Quadrinha de Sádicos”, uma fita bastante conhecida pelos fãs do gênero, que o diretor Wes Craven realizou em 1977. Esta nova adaptação é de Alexandre Aja, da nova geração de filmes de suspense/terror (Craven é um dos produtores). A história é simples: uma família é atacada por um sinistro grupo de psicopatas canibais. Ambientado no deserto do Novo México, não deve decepcionar quem curte esse tipo de filme (tanto que a Fox já está pensando numa seqüência para o ano que vem). No elenco, Emilie de Ravin (a Claire da série “Lost”).
CIDADE PERDIDA (The Lost City)Produção baseada em obra de Guillermo Infante, escritor cubano bastante difundido e conhecido por fazer oposição ao governo de Fidel Castro. Marca também a estréia na direção do ator Andy Garcia. Durante os anos 50, o filme acompanha os conflitos entre três irmãos, de opiniões opostas, em Havana. O fundo político serve de contextualização à história, que de certa forma trata também dos latinos que emigraram para os Estados Unidos.
VERDADE NUA (Where the Truth Lies)Filme que fica famoso por suas cenas de sexo sempre desperta atenção do público. Esta produção foi indicada em Cannes e participou da Mostra de Cinema. Na história, uma esperta repórter decide buscar os fatos que envolveram o assassinato de uma garçonete, tendo como protagonistas uma dupla de comediantes famosa. O roteiro toma como base um livro de Rupert Holmes (cantor de hits como “Piña Colada” e “Him”). No elenco, Kevin Bacon. Pela sinopse, parece interessante.
ESTAMIRA (Idem)Documentário nacional que marca a estréia na direção do consagrado fotógrafo e produtor Marcos Prado (de “Ônibus 174). A produção foi premiada em vários festivais do país e internacionais. A história é bem interessante, ao acompanhar uma senhora de 63 anos que vive e trabalha no Aterro Sanitário de Gramacho, no Rio de Janeiro.
VAMOS TODOS DANÇAR (Mad Hot Ballrooom)Documentário que, como o título já diz, tem aulas de dança como protagonistas. Ou melhor, os alunos de cursos de danças de salão nova-iorquinas, cujos melhores da classe participam de uma grande competição.
A HORA DO RANGO (Waiting...)
Comédia do produtor de “American Pie 3”, Rob McKittrick, que estréia na direção nesta fita realizada entre amigos e filmada em menos de um mês. Seria quase uma comédia do circuito alternativo, não fosse o fato do humor meio duvidoso das fitas do “American Pie”. Mas pelo menos a sinopse é curiosa: a história de um grupo de amigos que trabalham em um restaurante e, obviamente, fazem de tudo para se vingar da clientela chata. No elenco, a estrela da série “Todo Mundo em Pânico”, Anna Faris.
Crianças da favela ainda jogam bola
Cenas reais e fortes.
Fusca: 60 anos de sucessoA Volkswagen comemorou na última sexta-feira, o 60º aniversário do início das vendas do Fusca na Alemanha. No dia 21 de julho de 1946, os revendedores de carros Gottfried Schultz, da cidade de Essen, e Raffay & Co., de Hamburgo, receberam as primeiras unidades do modelo. Foram nove ao todo: oito unidades para Schultz e apenas uma para Raffay. Por conta da dura crise financeira causada pela II Guerra Mundial, ambas as lojas enfrentaram dificuldades no começo. Schultz e Raffay foram as primeiras revendas autorizadas da Volkswagen a operar na Alemanha após a ocupação do país pelas tropas aliadas.
Tudo começou em agosto de 1945, logo após o término do conflito e a rendição das tropas alemãs. O governo britânico encomendou 20 mil Fuscas à Volkswagen, cuja fábrica havia sofrido sérios danos depois de seguidos bombardeios. As primeiras 55 unidades do Fusca deixaram a linha de produção da montadora em dezembro de 1945. O lote tinha como destino autoridades das forças de ocupação.Em outubro de 1946, o governo britânico aprovou a criação de uma rede de concessionárias nas zonas ocupadas alemãs, que compreendia 10 distribuidores e 28 pontos de venda. Por conta do crescimento da economia alemã, ocorrido posteriormente, a demanda pelo Fusca aumentou e, conseqüentemente, a rede de revendedores da Volkswagen foi obrigada a se expandir. No dia 1º de janeiro de 1949, a Volkswagen contava com 103 concessionárias e 812 pontos de assistência técnica autorizada. Naquele ano, as vendas do Fusca atingiram 38.666 unidades no país.
No ano passado, a VW contabilizou 644 mil automóveis e veículos comerciais vendidos na Alemanha. Atualmente, a VW conta com 2,5 mil concessionárias em seu país de origem, sendo Gottfried-Schultz e Raffay & Co. seus maiores revendedores. O Fusca deixou de ser produzido no dia 30 de julho de 2003, quando a última unidade do modelo saiu da linha de montagem da fábrica da VW de Puebla, no México.
Aula de negociação
Pai - Filho, eu quero que você se case com uma moça que eu escolhi.
Filho - Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.
Pai - Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
Filho - Bem neste caso eu aceito.
Então o negociador vai encontrar o Bill Gates.
Pai - Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates - Mas a minha filha é muito jovem para casar.
Pai - Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates - Neste caso tudo bem.
Finalmente o negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.
Pai - Sr. presidente, eu tenho um jovem que é recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
Pres. Banco Mundial - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais do que o necessário.
Pai - Mas Sr, este jovem é genro do Bill Gates.
Pres Banco Mundial - Neste caso ele está contratado.
...
Moral da história:
Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia aplicada.
Porto-riquenha é eleita Miss Universo 2006A linda porto-riquenha Zuleyka Rivera Mendoza foi eleita na noite deste domingo (23) a Miss Universo 2006. Ela recebeu a coroa da canadense Natalie Glebova, que há 14 meses ostenta o título de mulher mais bonita do mundo, o "mandato" mais longo desde que o Miss Universo foi criado em 1952. O concurso foi disputado em Los Angeles, EUA.
A segunda colocada foi a japonesa Kurara Chibana; a suíça Lauriane Gilliéron ficou com a terceira posição; Lourdes Veronica Arevalos Elias, do Paraguai e Tara Elizabeth Conner, dos Estados Unidos, foram a quarta e a quinta colocada, respectivamente.
Esta foi a quinta vez que uma porto-riquenha foi eleita Miss Universo. Antes de Zuleyka, venceram o concurso Marisol Malaret (em 1970), Deborah Carthy-Deu (1985), Dayanara Torres (1993) e Denise Quiñones (2001).
Além de ficar com a segunda colocação, a japonesa Kurara ainda venceu o Concurso de Trajes Típicos. Lia Andrea Aquino Ramos, das Filipinas, volta para casa com o título de Miss Fotogenia. E a ganense Angela Asare é a nova Miss Simpatia, título em que as eleitoras são as próprias candidatas ao Miss Universo.
O concurso deste domingo apresentou um novo formato. As candidatas passaram, pela primeira vez, por dois processos de eliminação antes de os jurados decidirem as cinco finalistas: primeiro em um grupo de 20 misses e depois em um de 10.
As 20 candidatas que permaneceram após a eliminação foram as representantes de Argentina, Bolívia, Brasil (a gaúcha Rafaela Zanella), Canadá, Colômbia, Dinamarca, Estados Unidos, Etiópia, Hungria, Índia, Japão, México, Paraguai, Porto Rico, Rússia, Suécia, Suíça, Tailândia, Trinidad e Tobago e Ucrânia.
Após o segundo corte, continuaram na disputa a boliviana Desirée Durán Morales, a canadense Alice Panikian, a colombiana Valerie Domínguez Tarud, a norte-americana Tara Elizabeth, a japonesa Kurara, a mexicana Priscila Perales Elizondo, a paraguaia Lourdes Veronica, a porto-riquenha Zuleyka, a suíça Lauriane e a trinitária Kenisha Nalisha Finita Thom.
Daí saíram as cinco finalistas, que passaram pela "prova da pergunta". Os apresentadores colocaram em um pote seis perguntas para sorteio - uma feita pela Miss Universo 2005 e as outras feitas por cada finalista. Uma a uma elas foram lá ao centro do palco, sortearam um papel, responderam e... Aguardaram o resultado final, que apontou a vitória da porto-riquenha.
O jejum brasileiro subiu para 38 anos. Desde que Martha Vasconcellos foi coroada em 1968, o Brasil nunca mais teve uma Miss Universo.