By Barril de Porva!!!

Site mostra as melhores fotos do dia

Clique na imagem para ir ao site

O Flickr Leech destaca as imagens mais bonitas e curiosas
do mega-site de fotos Flickr, usado por milhares de
pessoas em todo mundo. Ao clicar numa das imagens,
você entra no perfil da pessoa que tirou aquela foto -
se você gostar, pode recebem automaticamente novas
imagens dela.

By Barril de Porva!!!

Aprenda a fotografar com papas dos cliques

A fabricante de cartões de memórias Kingston lançou no site http://www.kingston.com/brasil/ a seção ïcones da Fotografia, em que grandes fotógrafos ensinam a tirar fotos e manipular arquivos digitais.

By Barril de Porva!!!

70 mil vão a polêmico show de Madonna

Vaticano criticou apresentação em Roma, mas italianos lotam estádio

Quase 70 mil pessoas assistiram ontem ao mais novo e polêmico show da cantora Madonna, no Estádio Olímpico, em Roma, parte da turnê do recém-lançado Confessions on a Dance Floor, estimada em 4 milhões.

Pedro Almodóvar, Lenny Kravitz e o prefeito de Roma, Walter Veltroni, estavam na platéia. Alguns fãs chegaram na véspera e dormiram na porta do estádio para garantir bom lugar. Madonna entrou no palco com apenas dez minutos de atraso e convocou o público a 'acreditar que é possível mudar o mundo'. Trocou de roupa sete vezes e foi acompanhada por 22 bailarinos.

O show tem causado polêmica. O motivo é uma cena de crucificação durante a música Live to Tell - Madonna normalmente canta pendurada numa cruz cravejada de cristais. Na semana passada, ela incomodou o Vaticano ao convidar o papa Bento XVI para assistir ao show. Sua porta-voz declarou ter certeza de que Bento XVI iria aplaudir o trabalho de Madonna pela eloqüência, beleza e humanidade que exibe na apresentação de Live to Tell.

Em 1989, o Vaticano declarou que o clipe Like a Prayer era uma blasfêmia. Nele, Madonna rolava no chão com um 'santo negro'.

A Igreja Ortodoxa Russa pediu aos fiéis que boicotem o show da cantora em Moscou, em 11 de setembro. 'Para ilustrar suas próprias paixões, Madonna explora a cruz e outros símbolosreligiosos.Éinadmissível',disseorelaçõespúblicasda Igreja, Vsiévolod Chaplin.

By Barril de Porva!!!

Atriz de Tapa na Pantera se sente musa cult

"Eu me sinto uma musa cult." A atriz de teatro Maria Alice Vergueiro se diz surpresa com o sucesso repentino do curta-metragem Tapa na Pantera, que se tornou em uma semana febre na internet. No vídeo, postado no site You Tube sem a autorização dos autores, a atriz interpreta uma senhora que fuma maconha há trinta anos, personagem por ela criado.

Do alto de seus 50 anos de palco e 71 de idade, Maria Alice Vergueiro diz que nunca teve tanto sucesso quanto agora. O curta-metragem, assinado pelos jovens cineastas Rafael Gomes, Mariana Bastos e Esmir Filho da Ioiô Filmes, foi assistido até esta segunda-feira por mais de 235 mil internautas. Para quem se identificou, mais está por vir. Os cineastas se preparam para filmar novas cenas com Maria Alice.

A atriz nega fazer apologia do uso da maconha, mas diz não a considerar uma droga pesada. "O grande problema é você vender, traficar, ter o comércio disso. Até porque, quando isso acontece, o fumo vem ruim, malhado. O ideal seria você ter uma hortinha", diz ela entre risadas.

Também contou que os filhos e netos se sentem constrangidos com sua sinceridade no vídeo. Para ela, independentemente de o tema ser polêmico, o curta é um convite à liberdade contra a hipocrisia. Ela diz que a personagem é o avesso da figura de uma avó conservadora e relembra a sua infância.

By Barril de Porva!!!

Pódio de zebras na Hungria vê Button levar sua 1ª vitória

Corrida mais maluca dos últimos anos da Fórmula 1, o Grande Prêmio da Hungria deste domingo teve tudo para mudar a cara do Mundial, mas nas duas últimas voltas, um erro do heptacampeão Michael Schumacher, da Ferrari, manteve tudo como parecido, deixando para Hungaroring, que teve sua primeira corrida com chuva da história, um pódio de zebras, com vitória de Jenson Button, da Honda, seguido por Pedro de la Rosa, da McLaren, e Nick Heidfeld, da BMW.

A pista molhada foi a protagonista do domingo e proporcionou cenas raras na categoria atual, como a disputa na pista de dois campeões, favoritos sendo feitos de retardatários e uma Ferrari sendo pressionada por uma Toro Rosso (Felipe Massa pressionado por Scott Speed).

Antes da largada, a expectativa colocava o pole position Kimi Raikkonen, da McLaren, e o segundo colocado, Felipe Massa, da Ferrari, como grandes favoritos. No fim da prova, eles foram os que menos apareceram, com Massa largando mal e terminando em oitavo (mas ganhando uma posição com a desclassificação de Robert Kubica), e Raikkonen batendo no carro de Vitantonio Liuzzi, da Toro Rosso, e abandonando quando era o segundo colocado.

Mais atrás, Schumacher e Alonso mostraram porque são campeões. Ambos ganharam cerca de seis posições cada logo na largada, realizada sob chuva. Os pneus fizeram toda a diferença e Alonso conseguiu se impor. Na volta sete ultrapassou o alemão e disparou na frente.

A partir daí a corrida de Schumacher começou a denigrir. Prejudicado pela má performance dos pneus Bridgestone, o alemão bateu, trocou o bico do carro e chegou a tomar uma volta de Alonso (depois de fechar a porta duas vezes, e só abrir na terceira para não tomar uma punição). Aqui, o jogo de pontos foi mais importante. Por um momento o espanhol achou que poderia vencer sem que Schumacher sequer pontuasse, mas o adversário, aos poucos, foi retomando as posições perdidas conforme a chuva passava e a pista secava.

Com o acidente de Raikkonen, Alonso liderava. Na parte final da corrida, só precisava administrar a vantagem, segurar Button que vinha pressionando em segundo, e acumular mais dez pontos, voltando a ampliar a liderança no Mundial. Em seu último pit stop, um erro da equipe, e o abandono. Alonso deixou os boxes e não conseguiu nem mesmo terminar uma volta, perdeu o controle do carro e bateu no muro de proteção. Calmo, ele explicou que foi um problema com a homocinética.

"Depois do pit stop, eu senti que alguma coisa estava errada. Eu queria voltar para os boxes, mas foi impossível", explicou Alonso logo após abandonar. "Nós estávamos extremamente rápidos. É uma pena, mas acontece com qualquer um."

Com o azar de Alonso, Schumacher tinha tudo para terminar em segundo, atrás de Button, sem correr riscos. Mas no momento em que De la Rosa viu que podia pressioná-lo, o alemão começou a ter problemas. Os pneus, que já estavam no limite, não permitiram que ele segurasse a posição, caindo para terceiro. Em seguida, foi a vez de Heidfeld fazer pressão. Afobado para se manter entre os três primeiros, Schumacher deixou para frear muito tarde e, com um toque na BMW, danificou seu carro e abandonou, passando em poucos minutos de um estado de glória, onde diminuiria para três pontos a diferença para Alonso, para a mesmice. O piloto alemão conseguiu um ponto, no entanto, com a desclassificação do novato Robert Kubica, da BMW, que estava com o carro mais leve que o regulamento permite. Como abandonou faltando somente duas voltas para o fim, seu tempo permitiu que ele aparecesse entre aqueles que completaram a corrida. A diferença para Alonso agora é de dez pontos.

Para a Honda, o dia foi de lucro. Apesar de o favorito na equipe ter sido o brasileiro Rubens Barrichello, que largou em terceiro e terminou em quarto, Button foi o mais feliz, dando para a escuderia sua terceira vitória na história. "É ótimo conquistar uma vitória depois de tanto tempo, um sentimento incrível para a equipe", disse Button, de 26 anos. "Que dia! Foi incrível, as condições do tempo deixaram a corrida muito difícil para qualquer um. Saindo de 14º para vencer não poderia ser melhor", completou.

By Barril de Porva!!!

Por: Ronaldo Hung





ASSOMBRAÇÃO
Fita de terror oriental (no caso chinesa), cujo trailer parecia ter um pé na realidade fantástica da ficção também. Quem curte o gênero sabe bem o que esperar. Não parece trazer grandes novidades a história da escritora que é assombrada por uma personagem por ela criada. Não faltam sombras e sinais estranhos para assombrar a coitada. Dirigido pelos irmãos Pang, responsáveis por Visões 1 e 2, é a pedida de suspense das telas.

SENTINELA
Fita dirigida por Clark Johnson, que fez o mal-sucedido SWAT (que era baseado no famoso seriado de tevê). O elenco tem nomes como Michael Douglas, Kiefer Sutherland, Kim Basinger e Eva Longoria (da série Desperate Housewives). É um filme policial, onde um ex-agente (que protegeu o presidente Reagan no famoso atentado) que descobre uma complicada conspiração para assassinar... adivinhe. Parece mais apropriado para ser consumido em dvd, não fosse o elenco de astros.

ZUZU ANGEL
Produção nacional, baseada em fato verídico que envolveu a famosa estilista do título (interpretada com garra por Patrícia Pillar), que teve o filho morto durante a época da ditadura no país. O filme acompanha a luta da mãe para descobrir o que aconteceu com o filho. Bem realizado e com reconstituição de época bastante elogiada, o filme vale-se também de um elenco de estrelas competentes, como Daniel de Oliveira, Luana Piovani, Paulo Betti e uma lista interminável. Retrato de um período e a história de uma importante personagem, que certamente vai fazer boa carreira nas telas.

PROTEGIDA POR UM ANJO
Suspense inglês com a sumida Demi Moore. Outra história de fantasmas, com outra escritora do gênero que passa por grave crise após a morte do seu filho pequeno. Com a desculpa de recomeçar a vida, o roteiro leva o espectador para uma tranqüila vila de pescadores, onde obviamente coisas estranhas começam a aparecer.

A PROVA
O elenco dessa adaptação de premiada peça teatral tem no elenco uma dupla de respeito: Sir Antony Hopkins e Gwyneth Paltrow (que por este papel foi indicada ao Globo de Ouro). Ele faz um famoso intelectual matemático. Após sua morte, a filha receia ter herdado, além da genialidade do pai, os problemas mentais de saúde (ela tem conversas com o finado pai). O tema em si não traz novidades (vide o recente “Uma Mente Brilhante”), mas quem gosta do gênero deve dar uma espiada. O diretor John Madden já trabalhou com Paltrow em “Shakespeare Apaixonado”.

PAI E FILHO
Produção da Alemanha/Rússia que venceu o Festival de Cannes em 2003, dirigida por importante diretor russo contemporâneo, Aleksandr Sokurov. Basicamente, é a relação entre um pai e seu filho, marcada pela dependência extrema. Para iniciados, é programão.

By Barril de Porva!!!

Mas com o passar do tempo... quanta diferença!

"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas"
(Jornal das Moças,1957)

"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho
e provas de afeto, sem questioná-lo".
(Revista Cláudia, 1962)

"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa".
(Jornal das Moças, 1965)

"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959)

"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete.
Tenha cinzeiros espalhados por toda casa".
(Jornal Moças, 1957)

"A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher
por não ter resistido às experiências pré-nupciais,
mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara".
(Revista Cláudia,1962)

"Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva,
na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu".
(Revista Querida, 1954)

"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio.
Ele é quem decide - sempre".
(Revista Querida, 1953)

"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite,
espere-o linda, cheirosa e dócil".
(Jornal das Moças, 1958)

"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957)

"O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa a masculiniza".
(Revista Querida, 1955)

By Barril de Porva!!!

The Simpsons - Na vida real



Você que, assim como eu, é vidrado em The Simpsons, confira esta
abertura feita com atores de verdade. Bem legal!!!

By Barril de Porva!!!

Mais uma do esquilo maluco...


Quem já viu o Era do Gelo 2 já conhece este vídeo, se você ainda não viu, enjoy!!!

By Barril de Porva!!!

Em dia da Ferrari, Schumacher vence na Alemanha e reabre disputa

Com uma performance superior à dos rivais, Michael Schumacher e Felipe Massa fizeram uma corrida impecável e protagonizaram uma dobradinha da Ferrari no pódio de Hockenheim, no GP da Alemanha deste domingo, com o alemão em primeiro e o brasileiro em segundo. Raikkonen completou o pódio, enquanto Fernando Alonso ficou em quinto.

"Nosso carro funcionou muito bem", comemorou o alemão. "Trabalhamos bem antes de vir para cá, trabalhamos duro com a Bridgestone (fornecedora de pneus) para resolver os detalhes", explicou ao site Autosport.

Com este resultado, Schumacher encosta no espanhol na briga pelo título de pilotos. Schumacher soma 89 pontos na classificação, enquanto Alonso tem 100. Ainda restam seis provas para o final da temporada.

Além disso, o segundo lugar rendeu a Massa a terceira colocação no Mundial. Ele chegou aos 50 pontos ganhos, ultrapassando Raikkonen e Fisichella, que ficam com 49 pontos, empatados em quarto lugar.

"Vimos que tínhamos um ritmo forte, e colocar as duas Ferraris na frente era o nosso objetivo", revelou o brasileiro. "Foi um grande trabalho da equipe e dos parceiros. Nós apenas tentamos aumentar a vantagem logo de cara, e depois procuramos terminar em primeiro e segundo".

Algumas suspeitas levantadas antes da prova foram confirmadas. A primeira é que Kimi Raikkonen conseguiu a pole position porque estava com o carro muito leve; de fato, ele precisou parar logo na 10ª volta.

A segunda é que Barrichello tinha o carro mais pesado que do companheiro de Honda, Button, o que apontava estratégias de corrida diferentes; e o brasileiro ia bem na prova, até que na 19ª volta seu carro pegou fogo por conta de um vazamento, e ele precisou abandonar. Button terminou em 4º.

E a terceira é que as Ferraris de fato estavam com o carro superior às demais escuderias. Sem dar qualquer chance aos concorrentes, Schumacher e Massa só precisaram esperar a primeira parada de Raikkonen para assumir a liderança e vice-liderança da corrida e não as largarem mais, conquistando a segunda dobradinha do ano da Ferrari - a primeira havia sido no GP dos EUA.

By Barril de Porva!!!

Por: Ronaldo Hung





Semana com opções para todos os gostos. Confira todos os lançamentos nos cinemas.

VIAGEM MALDITA (The Hills Have Eyes)
Refilmagem de “Quadrinha de Sádicos”, uma fita bastante conhecida pelos fãs do gênero, que o diretor Wes Craven realizou em 1977. Esta nova adaptação é de Alexandre Aja, da nova geração de filmes de suspense/terror (Craven é um dos produtores). A história é simples: uma família é atacada por um sinistro grupo de psicopatas canibais. Ambientado no deserto do Novo México, não deve decepcionar quem curte esse tipo de filme (tanto que a Fox já está pensando numa seqüência para o ano que vem). No elenco, Emilie de Ravin (a Claire da série “Lost”).

CIDADE PERDIDA (The Lost City)
Produção baseada em obra de Guillermo Infante, escritor cubano bastante difundido e conhecido por fazer oposição ao governo de Fidel Castro. Marca também a estréia na direção do ator Andy Garcia. Durante os anos 50, o filme acompanha os conflitos entre três irmãos, de opiniões opostas, em Havana. O fundo político serve de contextualização à história, que de certa forma trata também dos latinos que emigraram para os Estados Unidos.

VERDADE NUA (Where the Truth Lies)
Filme que fica famoso por suas cenas de sexo sempre desperta atenção do público. Esta produção foi indicada em Cannes e participou da Mostra de Cinema. Na história, uma esperta repórter decide buscar os fatos que envolveram o assassinato de uma garçonete, tendo como protagonistas uma dupla de comediantes famosa. O roteiro toma como base um livro de Rupert Holmes (cantor de hits como “Piña Colada” e “Him”). No elenco, Kevin Bacon. Pela sinopse, parece interessante.

ESTAMIRA (Idem)
Documentário nacional que marca a estréia na direção do consagrado fotógrafo e produtor Marcos Prado (de “Ônibus 174). A produção foi premiada em vários festivais do país e internacionais. A história é bem interessante, ao acompanhar uma senhora de 63 anos que vive e trabalha no Aterro Sanitário de Gramacho, no Rio de Janeiro.

VAMOS TODOS DANÇAR (Mad Hot Ballrooom)
Documentário que, como o título já diz, tem aulas de dança como protagonistas. Ou melhor, os alunos de cursos de danças de salão nova-iorquinas, cujos melhores da classe participam de uma grande competição.


A HORA DO RANGO (Waiting...)
Comédia do produtor de “American Pie 3”, Rob McKittrick, que estréia na direção nesta fita realizada entre amigos e filmada em menos de um mês. Seria quase uma comédia do circuito alternativo, não fosse o fato do humor meio duvidoso das fitas do “American Pie”. Mas pelo menos a sinopse é curiosa: a história de um grupo de amigos que trabalham em um restaurante e, obviamente, fazem de tudo para se vingar da clientela chata. No elenco, a estrela da série “Todo Mundo em Pânico”, Anna Faris.

By Barril de Porva!!!

Crianças da favela ainda jogam bola


História de uma criança no tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Do seu nascimento até sua morte.
Cenas reais e fortes.

By Barril de Porva!!!

Fusca: 60 anos de sucesso

A Volkswagen comemorou na última sexta-feira, o 60º aniversário do início das vendas do Fusca na Alemanha. No dia 21 de julho de 1946, os revendedores de carros Gottfried Schultz, da cidade de Essen, e Raffay & Co., de Hamburgo, receberam as primeiras unidades do modelo. Foram nove ao todo: oito unidades para Schultz e apenas uma para Raffay. Por conta da dura crise financeira causada pela II Guerra Mundial, ambas as lojas enfrentaram dificuldades no começo. Schultz e Raffay foram as primeiras revendas autorizadas da Volkswagen a operar na Alemanha após a ocupação do país pelas tropas aliadas.

Tudo começou em agosto de 1945, logo após o término do conflito e a rendição das tropas alemãs. O governo britânico encomendou 20 mil Fuscas à Volkswagen, cuja fábrica havia sofrido sérios danos depois de seguidos bombardeios. As primeiras 55 unidades do Fusca deixaram a linha de produção da montadora em dezembro de 1945. O lote tinha como destino autoridades das forças de ocupação.

Em outubro de 1946, o governo britânico aprovou a criação de uma rede de concessionárias nas zonas ocupadas alemãs, que compreendia 10 distribuidores e 28 pontos de venda. Por conta do crescimento da economia alemã, ocorrido posteriormente, a demanda pelo Fusca aumentou e, conseqüentemente, a rede de revendedores da Volkswagen foi obrigada a se expandir. No dia 1º de janeiro de 1949, a Volkswagen contava com 103 concessionárias e 812 pontos de assistência técnica autorizada. Naquele ano, as vendas do Fusca atingiram 38.666 unidades no país.

No ano passado, a VW contabilizou 644 mil automóveis e veículos comerciais vendidos na Alemanha. Atualmente, a VW conta com 2,5 mil concessionárias em seu país de origem, sendo Gottfried-Schultz e Raffay & Co. seus maiores revendedores. O Fusca deixou de ser produzido no dia 30 de julho de 2003, quando a última unidade do modelo saiu da linha de montagem da fábrica da VW de Puebla, no México.

By Barril de Porva!!!

Barril musical

Clique na imagem para ir ao site
Vasculhando a internet, encontrei uma coisa bem legal.
lembra dos cavalinhos de Belzonte???
Pois é, que tal um grupo musical assim.

By Barril de Porva!!!

Aula de negociação

Pai - Filho, eu quero que você se case com uma moça que eu escolhi.
Filho - Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.
Pai - Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
Filho - Bem neste caso eu aceito.

Então o negociador vai encontrar o Bill Gates.
Pai - Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates - Mas a minha filha é muito jovem para casar.
Pai - Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates - Neste caso tudo bem.

Finalmente o negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.
Pai - Sr. presidente, eu tenho um jovem que é recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
Pres. Banco Mundial - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais do que o necessário.
Pai - Mas Sr, este jovem é genro do Bill Gates.
Pres Banco Mundial - Neste caso ele está contratado.

...
Moral da história:
Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia aplicada.

By Barril de Porva!!!

Porto-riquenha é eleita Miss Universo 2006

A linda porto-riquenha Zuleyka Rivera Mendoza foi eleita na noite deste domingo (23) a Miss Universo 2006. Ela recebeu a coroa da canadense Natalie Glebova, que há 14 meses ostenta o título de mulher mais bonita do mundo, o "mandato" mais longo desde que o Miss Universo foi criado em 1952. O concurso foi disputado em Los Angeles, EUA.

A segunda colocada foi a japonesa Kurara Chibana; a suíça Lauriane Gilliéron ficou com a terceira posição; Lourdes Veronica Arevalos Elias, do Paraguai e Tara Elizabeth Conner, dos Estados Unidos, foram a quarta e a quinta colocada, respectivamente.

Esta foi a quinta vez que uma porto-riquenha foi eleita Miss Universo. Antes de Zuleyka, venceram o concurso Marisol Malaret (em 1970), Deborah Carthy-Deu (1985), Dayanara Torres (1993) e Denise Quiñones (2001).

Além de ficar com a segunda colocação, a japonesa Kurara ainda venceu o Concurso de Trajes Típicos. Lia Andrea Aquino Ramos, das Filipinas, volta para casa com o título de Miss Fotogenia. E a ganense Angela Asare é a nova Miss Simpatia, título em que as eleitoras são as próprias candidatas ao Miss Universo.

O concurso deste domingo apresentou um novo formato. As candidatas passaram, pela primeira vez, por dois processos de eliminação antes de os jurados decidirem as cinco finalistas: primeiro em um grupo de 20 misses e depois em um de 10.

As 20 candidatas que permaneceram após a eliminação foram as representantes de Argentina, Bolívia, Brasil (a gaúcha Rafaela Zanella), Canadá, Colômbia, Dinamarca, Estados Unidos, Etiópia, Hungria, Índia, Japão, México, Paraguai, Porto Rico, Rússia, Suécia, Suíça, Tailândia, Trinidad e Tobago e Ucrânia.

Após o segundo corte, continuaram na disputa a boliviana Desirée Durán Morales, a canadense Alice Panikian, a colombiana Valerie Domínguez Tarud, a norte-americana Tara Elizabeth, a japonesa Kurara, a mexicana Priscila Perales Elizondo, a paraguaia Lourdes Veronica, a porto-riquenha Zuleyka, a suíça Lauriane e a trinitária Kenisha Nalisha Finita Thom.

Daí saíram as cinco finalistas, que passaram pela "prova da pergunta". Os apresentadores colocaram em um pote seis perguntas para sorteio - uma feita pela Miss Universo 2005 e as outras feitas por cada finalista. Uma a uma elas foram lá ao centro do palco, sortearam um papel, responderam e... Aguardaram o resultado final, que apontou a vitória da porto-riquenha.

O jejum brasileiro subiu para 38 anos. Desde que Martha Vasconcellos foi coroada em 1968, o Brasil nunca mais teve uma Miss Universo.

By Barril de Porva!!!

Morre Gianfrancesco Guarnieri

O ator e dramaturgo estava internado desde junho no Hospital Sírio-Libanês com problemas renais

O ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri morreu ontem à tarde, aos 71 anos, na capital paulista. Internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de junho, ele sofria de insuficiência renal crônica e estava sedado desde quinta-feira. O corpo do ator começou a ser velado na noite de ontem no hospital. O enterro está marcado para as 15 horas de hoje no Cemitério Jardim da Serra, em Mairiporã, na Grande São Paulo, numa cerimônia restrita a amigos e parentes.

Em 1958, aos 24 anos, Guarnieri mudou os rumos da dramaturgia brasileira com a obra
Eles não Usam Black-Tie, que explorava as relações trabalhistas a partir de uma greve de operários. Mas foram outras dezenas de criações inesquecíveis no teatro, cinema e televisão.

Seu último papel foi na novela Belíssima, da Rede Globo, como Pepe. A participação teve de ser interrompida por causa da doença. Guarnieri escreveu também mais de 20 peças, sem contar episódios para casos especiais ou seriados da TV. Recebeu quatro Prêmio Molière e dois Prêmio Saci, entre outros.

Guarnieri nasceu em Milão, na Itália, no dia 6 de agosto de 1934, filho do maestro Edoardo e da harpista Elsa de Guarnieri. Dos pais herdou o talento musical: compôs Upa, Neguinho com Edu Lobo e Castro Alves Pede Passagem, com Toquinho. Em 1937 seus pais imigraram para o Brasil e foram morar no Rio, onde ele morou até 1953, quando mudou-se para São Paulo.

Em várias entrevistas, creditou à empregada Margarida, que cuidou dele na infância e adolescência, o aprendizado da cultura popular, da vida nas ruas, no morro e nas favelas cariocas. 'A mãe de Margarida morava no morro, era analfabeta, mas também uma mulher de grande sabedoria. Foi nela que eu me inspirei para criar Romana.' Matriarca de Eles não Usam Black-Tie, Romana foi interpretada por Lélia Abramo na primeira montagem teatral, por Fernanda Montenegro no cinema e por Ana Lúcia Torre, em 2001, em uma montagem recente da peça. Foi também no morro próximo a sua casa, em Laranjeiras, que conheceu Gimba, uma espécie de guarda-costas de bicheiro, que mais tarde inspiraria o malandro e anti-herói que seria o personagem central da peça Gimba.

Ainda garoto, Guarnieri debatia-se entre duas vocações - a militância e a poesia. De certa forma, ele uniu as duas vocações ao estrear, no palco do Teatro de Arena, com Eles não Usam BlackTie, inaugurando no teatro um novo caminho de investigação da realidade brasileira. A obra fez com que a greve de operários subisse à cena pela primeira vez no País e lhe valeu, entre outros, o Prêmio Governador do Estado de autor revelação e o Prêmio APCA de ator.

O sucesso se repetiria 22 anos mais tarde, com a adaptação cinematográfica dirigida por Leon Hirszman. Se na primeira montagem teatral ele interpretou o filho fura-greve Tião, que trai os interesses coletivos em busca da solução individual, no filme ele assumiu o papel de Otávio, o pai, operário e líder sindical.

O filme foi lançado em 1981 e só não foi censurado porque venceu o Festival de Veneza daquele ano, ganhando o Leão de Ouro. Naquela época, os filmes eram mandados para festivais sem passar pela censura, o que só acontecia antes de iniciarem carreira comercial. No caso de Eles não Usam Black-Tie, houve todas as indicações de que a censura viria, mas o atual ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que na época era presidente da Embrafilme, negociou com a direção do festival para que o filme recebesse alguma premiação e assim tornasse inviável sua interdição no Brasil.
Só que, chegando lá, a obra encantou o júri e o filme foi o grande vencedor. Acabou um sucesso de bilheteria, faturando outros nove prêmios internacionais e seis nacionais.

APRENDIZADO
Sua primeira lição como escritor veio ao 13 anos, ainda no Rio, quando começou a escrever para o jornal da Juventude Comunista. 'Eu achava que escrever para jornal era escrever difícil.

Ao ler meu primeiro texto, o editor rasgou a matéria e quase me agrediu fisicamente.' O aprendizado sobre como escrever com clareza e concisão levaria a outra lição importante na sua primeira tentativa de escrever uma peça teatral, no colégio de padres Santo Antônio Maria Zacharias, no Rio. A peça chamava-se Sombras do Passado e tinha como 'alvo' um vice-reitor prepotente. 'Era horrível', reavaliaria Guarnieri, depois de tornar-se autor consagrado. Mas o padre que tomava conta do teatro gostou, e a peça foi montada.

O duplo talento que explodiu nessa primeira experiência - o de retratar uma realidade observada, ou vivida, e interpretar os personagens dessa realidade - jamais o abandonaria. O episódio escolar seria lembrado mais tarde, em 1961, quando A Semente foi proibida pela censura na véspera da estréia no Teatro Brasileiro de Comédia. Nesse texto, curiosamente, ele criticava a rigidez do Partido Comunista e a excessiva determinação de líderes da esquerda que atingiam a indiferença com o 'lado humano' das causas políticas.

O forte movimento dos intelectuais e da imprensa acabaram anulando a interdição, e a peça estreou com Cleyde Yáconis, Nathalia Timberg, Leonardo Villar e Guarnieri no elenco.

ARENA
Assim que chegou a São Paulo, Guarnieri decidiu investir no talento que causou sua expulsão do colégio. Em 1955, ajudou a fundar o Teatro Paulista do Estudante e ganhou seu primeiro prêmio de ator como protagonista da peça Está lá Fora um Inspetor, de Priestley. Em 1956, entrou para o Arena, onde ganhou um dos mais cobiçados prêmios da época, o APCA de revelação de ator no papel de George da peça Ratos e Homens, de Steinbeck, dirigida por Augusto Boal. Na mesma época foi chamado pelo diretor Roberto Santos para fazer sua primeira atuação em cinema, no filme O Grande Momento.

Depois do estrondoso sucesso de Black-Tie, nunca mais parou. Gimba, A Semente, Ponto de Partida, O Filho do Cão, Marta Saré, Castro Alves Pede Passagem, Arena Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes e Um Grito Parado no Ar. Foram muitas as peças em que ele também integrava o elenco, sempre em boas atuações. E não só no teatro.

Guarnieri integra aquela geração de atores que ajudou a televisão a dar os seus primeiros passos, seja no Grande Teatro Tupi ou nas primeiras novelas. Quem viu jamais esquecerá o personagem Tonho da Lua, o maluquinho da novela Mulheres de Areia, mais tarde regravada na Rede Globo. Igualmente inesquecível foi o Jejê, o trambiqueiro da novela Cambalacho.

Guarnieri casou-se pela primeira vez em 1958, com Cecilia Thompson, com quem teve dois filhos, Flávio e Paulo Guarnieri, ambos atores. Com sua companheira dos últimos 35 anos, Vanya Sant´Anna, teve mais três filhos - Cláudio e Mariana Guarnieri, que também seguiriam a carreira teatral - e Fernando Henrique. O ator tinha sete netos.

By Barril de Porva!!!

Autor questionou cânones do teatro e convicções sociais

No fim dos anos 50, com ´Eles não Usam Black-Tie´ e ´Gimba´, ele encenou lutas políticas que o País travou

Cristãos e marxistas partilham pelo menos um artigo de fé: ninguém se salva sozinho. Na obra dramática de Gianfrancesco Guarnieri, construída peça a peça por mais de quatro décadas, a convicção de que a realização do homem só se completa por meio do resgate da coletividade não se desgastou sequer sob o sucessivo impacto de golpes que a História recente desfechou sobre os projetos e as práticas socialistas.

Em Eles não Usam Black-Tie, primeira peça de um jovem autor de 24 anos, que estreou com grande impacto no Teatro de Arena de São Paulo em 1958, entrava em cena, pela primeira vez nos palcos brasileiros profissionais, um coletivo de trabalhadores brasileiros cujo dilema ético era a solidariedade de classe. O operário Tião, filho de um líder da classe trabalhadora, trai os companheiros ao furar uma greve e é, ao final, exilado do morro onde vivem a família e a moça com quem pretende se casar. Renuncia, enfim, ao seu lugar de classe em nome do bem-estar individual.

A repercussão dessa primeira peça entre a crítica e o público fez dela o marco inaugural de uma nova etapa do teatro brasileiro. Assim como para os trabalhadores, não haveria salvação individual para os artistas e intelectuais. Era imperioso, portanto, encontrar alternativas para a expressão estética do ideário coletivista. Essa primeira peça questionava a um só tempo os cânones da dramaturgia e da encenação do teatro burguês.

O que se impunha como valor, ao mesmo tempo dramatúrgico e cênico, era a autenticidade. Sábato Magaldi observaria mais tarde que o conjunto, dirigido por José Renato, 'não seguiu também a pista falsa do pitoresco do morro, despreocupando-se da tarefa, quase impossível na arena, de mostrar a cor local'.

Com esse despojamento material e essa tônica no valor testemunhal da expressão, o espetáculo peregrinou por diversas capitais brasileiras, foi apresentado em locais inusitados como circos e sindicatos, e tornou-se pioneiro de uma estratégia que se tornaria em breve usual entre os grupos de arte militante: ir à procura da classe social que protagonizava o drama. Alguns desses procedimentos de concepção e produção da obra dramática estão gravados como marca de origem nas peças subseqüentes de Guarnieri. Em primeiro lugar, o foco concentrado sobre a situação de classe das personagens e do drama que protagonizam. As situações, as opções morais, o ser das suas criaturas, só se concretiza dramaticamente na interação social.

Gimba, que estreou em 1959 em uma produção do Teatro Popular de Arte dirigida por Flávio Rangel, era um experimento no palco italiano que iluminava a vida da comunidade da favela carioca sob outro ângulo, o da marginalidade. A mitificação do transgressor, uma constante na experiência das comunidades pobres que até hoje intriga a sociologia bem-pensante, servia de pretexto para exaltar a potência criadora de uma comunidade excluída da riqueza e confinada nas encostas dos morros.
Com essas duas peças o dramaturgo era, aos 25 anos, um fenômeno, como nota Décio de Almeida Prado: 'Em menos de um ano e meio de atividade pública como autor, Guarnieri já teve certamente mais espectadores do que a maioria dos nossos dramaturgos em toda uma existência dedicada ao teatro'.

EQUILÍBRIO
Com A Semente, peça que estreou em 1961 no Teatro Brasileiro de Comédia sinalizando uma alteração nos rumos de um conjunto até então de perfil culturalista, também dirigida por Flávio Rangel, a fase de caracterização, de namoro um tanto quanto idílico com as virtudes de proletariado, cedia lugar a uma impiedosa análise das virtudes e dos vícios da militância comunista junto ao operariado.

Em perfeito equilíbrio, os dois pratos da balança se ofereciam à apreciação do público. No protagonista Agileu Carraro, um sofrido militante curtido por 20 anos de luta, é notável a entrega ao bem-estar coletivo, o desprezo pela felicidade pessoal e a confiança inquebrantável no futuro. Mas são também traços inalienáveis dessa integridade entre teoria e prática a insensibilidade, a incapacidade para a relação afetiva e a argúcia do aproveitador que, em nome da 'oportunidade política', explora a dor dos seus companheiros de fábrica. 'Política é incompatível com sossego!' - afirma Agileu em uma reunião - 'E pouco me importa que sua mulher esteja doente ou que seus filhos comam terra. Há muitas mulheres doentes e muitos filhos comendo terra. Muitos filhos mortos - e a hora é de ação.' As crises internas do Partido Comunista, nessa ocasião disciplinado por uma orientação internacionalista nem sempre adequada à realidade brasileira, eram representadas por cenas que criticavam agudamente a burocratização. Por outro lado, a selvageria do comportamento patronal permanecia fiel ao realismo, mostrandoque o simples cumprimento da legislação trabalhista em vigor (bem menos do que luta revolucionária) demandava dos trabalhadores uma luta permanente.

Pelo equilíbrio de forças e pelo perspectivismo consciente, que abordava a luta proletária pelo ângulo do afeto, incluía o ponto de vista das mulheres, detalhava a desvalorização do valor do trabalho e estabelecia, a partir desse patamar concreto, a discussão política, essa peça permanece até hoje como uma das mais complexas e perfeitas realizações do corpo da dramaturgia brasileira.

Seus aspectos contingentes, ligados à existência de uma militância comunista, contribuíram para alijá-la do repertório contemporâneo. Relida e reencenada hoje, no entanto, parece-nos de um vigor trágico e pode-se dizer que atualiza o conflito grego entre as exigências da polis e a necessidade individual. De qualquer forma, seus contemporâneos souberam reconhecer de imediato a importância da peça. De um lado da trincheira política, o Estado e a Igreja se obstinaram em condenar a peça enquanto, do outro, artistas, intelectuais e jornalistas se uniram para defendê-la.

DESAFIO
Falar abertamente sobre a atuação dos comunistas sob a batuta conservadora de Jânio Quadros e no interior da atmosfera fanática e dualista da Guerra Fria era, já nessa ocasião, um desafio considerável aos poderes estabelecidos. Em 1964, quando o Arena apresentava no seu repertório O Filho do Cão, uma peça que dava continuidade à investigação da realidade brasileira enfocando a exploração do misticismo em uma comunidade de agricultores miseráveis, a situação política do País se radicalizava institucionalmente por meio de um golpe militar.

Para Guarnieri, como de resto para todos os artistas e intelectuais da sua geração, os 20 anos da ditadura militar significaram ao mesmo tempo uma camisa de força imposta aos seus projetos originais e um estímulo para propor formas de comunicação que, de alguma forma, conseguissem driblar a mordaça.

Os musicais do Arena, obras em colaboração onde é possível distinguir a sua marca nas tônicas da poesia e na ênfase dada à esperança, abandonavam a trilha do realismo documental e enveredavam por narrativas de valor analógico. Arena conta Zumbi (1965), Tempo de Guerra (1965) e Arena conta Tiradentes (1967) consolidaram um novo tipo de musical brasileiro, com uma estrutura fluida e uma lírica combativa inspirada no modelo brechtiano, exortando à resistência (no caso dos dois primeiros espetáculos) e encontrando uma forma original para a autocrítica dissimulada da atuação da esquerda no caso de Arena conta Tiradentes.

RESISTÊNCIA
De 1964 a 1970, data em que a prisão e o exílio de Augusto Boal determinam o fim do núcleo ideológico do Arena, o dramaturgo Guarnieri praticamente se dissolve nesse empreendimento coletivo de resistência cultural. Escreve em conjunto as peças, compõe músicas em parceria e se responsabiliza pela interpretação de personagens com um talento que lhe garante até hoje um lugar incontestado na galeria dos grandes intérpretes do teatro brasileiro. Quem já teve o privilégio de ver no palco o ator Gianfrancesco Guarnieri não o esquecerá.

Talvez se deva a esse trânsito simultâneo entre o palco e a escrita - e não só ao treino forçado para driblar a repressão - a ênfase no simbólico das suas peças escritas após o fechamento do Teatro de Arena de São Paulo. Escreve peças menores, curtas e nitidamente circunstanciais, para expressar de modo direto os efeitos da opressão sobre a consciência e os hábitos de uma população mantida deliberadamente na irresponsabilidade política ou para retratar, sob a forma de vinheta, aspectos da experiência militante.

São desse teor duas peças curtas escritas para as 'feiras de opinião', espetáculos compostos de peças de diferentes dramaturgos. Mas, além da opinião, da reiteração do credo político e ideológico, dá continuidade a um projeto pessoal de fazer incidir o foco dramatúrgico sobre a realidade que lhe é contemporânea, prescindindo cada vez mais do instrumento do realismo e incorporando ao texto aberturas para a música, para a expressão poética e para a inventividade plástica da encenação.

REDENÇÃO
Essa linguagem meio cifrada, que oculta para estimular a atividade analógica do público e, em grande parte, para preservar a comunicação emocional das obras, mantém-se até hoje como um traço característico dos textos de Guarnieri. Botequim, Ponto de Partida, Pegando Fogo Lá Fora, Anjo na Contramão e A Luta Secreta de Maria da Encarnação, que estreou em 2001, são, vistas como um conjunto, alegorias não só dos acontecimentos que moldaram a vida do País no último quartel do século 20, mas também a história íntima de todas as lutas travadas pela redenção dos oprimidos. Não são 20 ou mesmo 40 anos que estas peças simbolizam, mas 'Séculos de luta, mulher! Séculos de luta que ninguém desfaz!'

By Barril de Porva!!!

Futebol de botão online...

Clique na imagem para ir ao site
Sabe jogar futebol de botão?
Então taí a oportunidade para quem não sabe, aprender, e para quem sabe ...
treinar e ficar melhor !!! (quer disputar uma comigo?)

By Barril de Porva!!!

Por: Ronaldo Hung





Semana onde o maior destaque é a continuação da aventura Piratas do Caribe, que promete uma boa sessão da tarde. Confira todos os lançamentos.

PIRATAS DO CARIBE: O BAÚ DA MORTE (Pirates of the Caribbean: Dead Man`s Chest)
Quando o primeiro filme foi lançado a Disney talvez não esperasse o sucesso obtido. Mas agora descobriram a mina de ouro. Os piratas viraram até brinquedo do parque de diversão. E a continuação promete manter o clima de matinês. E vem mais, pois esta seqüência foi filmada juntamente com a terceira parte (e dizem que o roqueiro Keith Richards, que inspirou Johnny Depp, deve participar). Nesta fita, o pirata Jack Sparrow tem que encarar o sobrenatural para fugir de uma maldição. Na confusão, leva junto o casal amigo do filme anterior. Preparem as pipocas (e uma garrafa de rum, é claro).

EM SEGREDO (Grbavica)
Drama da Bósnia que tem no currículo três premiações no Festival de Berlim de 2006. Ainda assim, só para iniciados esta fita, que traz o choque de gerações na difícil relação entre uma mãe solteira e sua filha adolescente.

GEORGE - O CURIOSO (Curious George)
Animação americana, chegando em clima de férias para levar a garotada ao cinema. Como parece em moda nos roteiros do gênero, há toda uma referência às coisas boas da época pré-internet ou games. Bastante curta, é a história de um personagem que trabalha em um museu e faz de tudo para salvar o lugar. A saída seria encontrar um precioso objeto para utilizar em uma exposição. O comediante Will Ferrell é um dos destaques na dublagem, que conta ainda com Drew Barrymore e o cantor Jack Johnson na trilha. O diretor da fita (Matthew O´Callaghan), também é responsável por várias animações, como Mickey Mouse, Scooby-Doo e outros.