Perícia não provará a origem de manchas nas roupas de Rugai
O laudo do Instituto de Criminalística (IC) que está sendo elaborado para determinar a existência ou não de manchas de sangue na camisa e na toalha usadas pelo ex-seminarista Gil Grego Rugai, de 21 anos, no dia do assassinato do seu pai, o empresário Luiz Carlos Rugai, e da madrasta Alessandra de Fátima Troitiño, de 33, não servirão como prova de acusação contra o rapaz, que é o principal suspeito do crime.
Os peritos constataram que, caso seja comprovado que as manchas são de sangue, não será possível realizar o DNA. Isso porque não há amostra suficiente do material para a realização desse tipo de exame e, assim, descobrir se pertencem ou não a Gil Rugai ou às vítimas. Os peritos também não encontraram vestígios de pólvora nas roupas.
Na terça-feira, o irmão de Gil, Léo Rugai, prestou depoimento no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele chegou às 14h30m e saiu às 17h30m, acompanhado pelo advogado criminalista Fernando José da Costa.
Segundo Léo, a polícia quis saber como era o relacionamento dele com o irmão e se ele acreditava na possibilidade de Gil ser o responsável pelos assassinatos.
- Ele é uma pessoa totalmente de Deus, que cumpre os mandamentos de Jesus Cristo. Nunca iria matar alguém - disse o rapaz.
Para o advogado, não há provas contundentes contra Gil Rugai. A prisão temporária de Gil vence no dia 21.
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