Confira as estréias desta sexta-feira nos cinemas de São Paulo
Diários descortina a América que moldou Che Guevara
Quem procurar o Che Guevara revolucionário, parceiro de Fidel Castro na Revolução Cubana de 1959, e o rosto emblemático que enfeita camisetas, pôsteres e canecas em todo o mundo, com certeza não vai encontrá-lo em Diários de Motocicleta, de Walter Salles.
O longa-metragem embarca, antes de mais nada, na viagem de motocicleta empreendida em 1952 pelo jovem estudante de medicina de 23 anos que ainda se chamava simplesmente Ernesto Guevara de la Serna (Gael García Bernal), junto com o amigo de 29 anos, o bioquímico Alberto Granado (Rodrigo de la Serna).
Colado nos diários de viagem escritos pelos dois rapazes - De Moto pela América do Sul, de Guevara, e Con el Che por Sudamérica, de Granado -, o roteiro do estreante José Rivera demarca o espaço para uma narrativa humanista, nada épica, calcada em pequenos acontecimentos cotidianos, vividos por duas pessoas comuns.
Van Helsing resgata Drácula, Frankenstein e Lobisomem
Van Helsing - O Caçador de Monstros é um longa-metragem sobre grandes nomes do universo do terror do cinema e da literatura, com destaque para os filmes da Universal nos anos 1930 e 1940: Drácula, Frankenstein, Lobisomem e, de quebra - embora este, na realidade, tenha sido originalmente da Paramount - Mr. Hyde, o monstro de O Médico e o Monstro.
A idéia do roteirista e diretor Stephen Sommers de juntar o triunvirato de monstros clássicos do estúdio em um grande épico de aventura se mostra ao mesmo tempo boa e má.
Os objetivos dos filmes originais, que carregam na ambientação sinistra, se distorcem no esforço feito para envolver todos os monstros numa história digna de crédito.
E as facilidades da era digital levam Sommers a saltar de uma sequência elaborada para outra sem sequer fazer uma pausa para um pequeno cálice de sangue entre uma e outra. Mesmo assim, o filme é divertidíssimo, uma exploração bem feita e até mesmo engraçada do passado do próprio cinema.
O Pântano só transmite insatisfação e intranqüilidade
O Pântano é um filme argentino que se afunda em um atoleiro de personagens e situações, sem se propor a qualquer outra coisa senão transmitir uma sensação vaga de insatisfação e intranquilidade.
Suas perspectivas comerciais, fora do circuito de festivais de cinema, são nulas. Foi um dos participantes da competição oficial do Festival de Berlim 2001.
A roteirista e diretora Lucrécia Martel, que em 1999 recebeu o prêmio Sundance/NHK Filmmakers pelo roteiro, diz que optou propositadamente por não seguir a "forma clássica" de estrutura narrativa.
No lugar disso, por meio de um acúmulo de incidentes, ela procura criar um quadro de alienação de classe média, um ambiente no qual ninguém está certo quanto ao papel que deve representar na vida.
Xuxu diverte com estereótipos sexuais
Xuxu, o filme com o extravagante personagem criado no teatro pelo ator francês Gad Elmaleh, chegou ao Brasil depois de ser visto por 4 milhões de franceses.
Um milhão de espectadores foram arrebatados apenas na semana de estréia. A comédia entra no clima de A Gaiola das Loucas ao contar as aventuras de um gay marroquino que se apresenta num show de cabaré em Paris, travestido de mulher, e vive sob a proteção de um padre católico nada conservador.
Gad Elmaleh assina o roteiro em parceria com o diretor Merzak Allouache, inspirado em seu show La Vie Normale, grande sucesso na noite parisiense, retratando as confusões criadas por seu personagem Xuxu, interpretado por ele próprio, com direito a muita maquiagem, peruca e esvoaçantes roupas femininas.
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