Estréias da semana nas telonas
Cazuza retrata o mito de uma geração
Há duas abordagens sobre a vida e o trabalho do compositor e poeta Cazuza no longa Cazuza - O Tempo Não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho. Durante a maior parte do tempo o filme apresenta o mito, que vive poesia o tempo todo. Outras vezes, ele é o rapaz de classe média-alta carioca dos anos 1980, quando a ditadura militar estava ruindo, com seus sonhos e fantasias.
Vestido de palhaço, o jovem Cazuza (Daniel de Oliveira) canta uma música em inglês. Na platéia, sua mãe, Lucinha (Marieta Severo), o aplaude maravilhada. Nesse momento ele ainda é apenas mais uma pessoa tentando o sucesso, que chegaria mais tarde graças ao seu talento e coragem.
Quando se une a um grupo de músicos e forma uma banda chamada Barão Vermelho, Cazuza sabe que não falta muito para conquistar o coração dos jovens do Brasil.
Quem realmente acredita no talento da banda é o produtor musical Zeca (Emílio de Mello) que consegue lançar os jovens rumo ao estrelato.
Mas como todas as mentes geniais e inquietas, Cazuza nunca está tranquilo. Vivendo da maneira que quer, leva uma vida desregrada, cercado de drogas e romances passageiros.
A Marca faz retrato bizarro de departamento de polícia
A Marca é um thriller que mistura distorção com detalhes francamente absurdos, tudo para fazer com que os cadáveres não parem de se empilhar e que as pistas apontem em todas as direções possíveis.
O filme também é um dos retratos mais estranhos já traçados de um departamento de polícia em um filme de Hollywood. O Departamento de Polícia de San Francisco, segundo A Marca, é povoado por psicóticos e bêbados de pavio curto que vivem em busca de brigas ou gratificação sexual, sendo que pelo menos um deles é um serial killer. Mesmo com um elenco sólido, o filme não consegue conferir credibilidade à história absurda.
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