Cinema: Homenagem

Por: Ronaldo Hung

ADEUS AO PODEROSO CHEFÃO
O cinema perdeu ontem uma lenda. Seu nome: Marlon Brando. Para muitos, o eterno “Poderoso Chefão” Vito Corleone. Ele estava com 80 anos.

Com uma extensa carreira, Brando esteve em clássicos como "Um Bonde Chamado Desejo", "Sindicato de Ladrões", "O Selvagem" e “Apocalipse Now”. Sempre foi um rebelde, ator de gênio forte e atitudes ousadas. Costumava dizer que atuar era algo simples, que todos podiam ser atores. Mas seu talento era inigualável.

Nascido em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de abril de 1924, estudou no famoso Actors Studio. Brando parecia estar sempre contra o sistema (recusou o Oscar que ganhou em “O Poderoso Chefão”, protestando contra a maneira como Hollywood tratava os índios). Nas telas viveu vários papéis, todos com maestria e carisma.

O mafioso que interpretou em ''O Poderoso Chefão'' foi considerado o maior personagem cinematográfico de todos os tempos, segundo críticos americanos, em pesquisa realizada neste ano. E sua presença em “Um Bonde Chamado Desejo” será sempre lembrada pelos fãs de cinema, em um papel que moldou sua presença sexy e envolvente, o rebelde Stanley Kowalski. Sem esquecer ainda “O Último Tango em Paris”, um cult estranho que marcou época. O ator teve ainda uma única experiência como diretor, em “A Face Oculta”, de 1961.

Talvez a nova geração só o conheça o Brando velho, o pai do Superman (no primeiro filme da série), ou em “Dom Juan de Marco” (onde dividia a tela com Johnny Depp). Mas deveria conhecer o Brando jovem, cheio de vigor e intérprete de primeira linha, indicado sete vezes ao Oscar de melhor ator - por "Uma Rua Chamada Pecado" (51); "Viva Zapata!" (52); "Júlio César" (53); "Sindicato de Ladrões" (54); "Sayonara" (57); "O Poderoso Chefão" (72) e "O Último Tango em Paris" (73). Marlon Brando venceu o Oscar em 1954 e 1972.