Por: Ronaldo Hung
Semana com a estréia do comentado “Super Size Me”, além da comédia “De Repente 30”. Mas o destaque fica mesmo com a produção nacional “Olga”.
DE REPENTE 30 (13 Going on 30, EUA/2004)
Comédia com Jennifer Garner, conhecida pelo seriado “Alias”, já exibido pelo SBT, e pela sua participação no filme “Demolidor” (a adaptação dos quadrinhos), onde ela quase roubou o filme do herói, vivendo a sexy e letal Elektra. Tanto que até ganhará um filme só dela em breve.
A atriz inicialmente prevista para este filme era Renée Zellweger (de “Diário de Bridget Jones”). Sorte de Jennifer, que está simpática vivendo uma adolescente inconformada com a sua idade, infeliz com tudo e todos. São as velhas crises de identidade de sempre (escola, amigos, namorados e coisa e tal). E quando resolve comemorar o seu 13º aniversário em grande estilo, tudo dá errado. Temos então o toque mágico de Hollywood: ela faz um pedido para ter 30 anos e, bingo, acorda na época presente, adulta (daí o título). Mas deste fato decorrem outros problemas (o antigo namorado agora vai casar), tudo empacotado com competência, canções e piadinhas. Ou seja, o resultado agrada e distrai. Chega a lembrar um pouco as velhas produções dos anos 80, onde fitas assim eram moda, que parecem estar voltando (até bem pouco tempo foi lançado “Sexta-feira Muito Louca”, em que uma filha trocava de corpo com a mãe e vice-versa). No elenco, Mark Ruffalo (de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”) faz o interesse romântico. Não se exigindo muito, é um bom programa.
SUPER SIZE ME - A DIETA DO PALHAÇO (Super Size Me, EUA/2004)
Aguardada estréia nos circuitos alternativos, essa fita já tem o boca-a-boca garantido. Difícil classificá-la apenas como documentário. Poderia ser uma comédia de costumes, por exemplo, pois a idéia é, no mínimo, engraçada (ou maluca): um cara que resolve comer apenas fast-food durante um mês (no caso, lanches da rede McDonald's).
Diz a lenda que o diretor (Morgan Spurlock) teve a idéia quando soube que duas jovens estavam processando a rede de lanchonetes (culpando-a pela obesidade). O título (super size) seria uma classificação de lanche (algo como “incrementar” o pedido). A produção ganhou o prêmio de Melhor Diretor (Documentário), no Sundance Film Festival, e o próprio Morgan esteve no Brasil, quando da exibição no Festival Internacional de Cinema de Brasília.
Debates à parte, o filme tem a seu favor a curiosidade do tema (e deve atingir um público maior do que os apreciadores de documentários). Morgan declarou que engordou, teve problemas no fígado, depressão, disfunção sexual e outros problemas. O McDonald´s se defendeu dizendo que coloca à disposição de todos tabelas nutricionais. As opiniões são muitas (seriam os lanches um mal necessário dos tempos atuais?) e não cabe aqui apontar o culpado; mesmo porque, ninguém vai sair comendo só fast-food todo santo dia (ou pelo menos não deveria). Para assistir, talvez até rir (de nós mesmos?) e comentar. Rende um bom debate para mesa de bar, ou numa roda de amigos, comendo hambúrger (com fritas, molho extra e tudo mais...).
OLGA (Idem, Brasil/2004)
Estréia no cinema do diretor Jayme Monjardim, “Olga” é uma produção nacional de peso, com roteiro de Rita Buzzar (baseado no famoso livro de Fernando Morais). Quem nunca leu, pelo menos já ouviu falar desta obra, que agora ganha sua versão para o cinema, trazendo no elenco grandes nomes, como Camila Morgado, Caco Ciocler, Fernanda Montenegro, Osmar Prado, José Dumont, entre outros.
A fita fez sucesso no 32º Festival de Gramado, teve pré-estréias comentadas e agora ganha o circuitão. Ambientada na época da chamada Intentona Comunista, em 1935, o filme recria (com orçamento generoso) a época de Luís Carlos Prestes e o seu envolvimento com a personagem principal de Camila Morgado, uma militante comunista. Acompanha-se todo o período, até a prisão e o período em um campo de concentração da Alemanha. Com interpretação marcante da protagonista, reconstituição de época e produção competentes, o filme tem bilheteria garantida, seja pelo tema, seja pelo marketing envolvido. Não é um programa leve, muito pelo contrário. Mas tem público certo.
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