Festival de Cinema de Berlim terá sexo e pornografia

O Festival de Cinema de Berlim, que começa na próxima semana, dará destaque ao sexo e à indústria da pornografia, depois de no ano passado a atriz principal do filme que recebeu o Urso de Ouro ter sido criticada publicamente por ter trabalhado anteriormente em produções pornô.

O diretor do Berlinale, Dieter Kosslick, disse que o destaque ao sexo e à pornografia não é tanto um reconhecimento da polêmica que envolveu "Head-On", estrelado por Sibel Kekilli, quanto uma homenagem ao pioneiro das pesquisas sexuais Alfred Kinsey e também ao sucesso comercial dos filmes pornô.

"O fato é que simplesmente há muitos filmes sobre sexo e pornografia no mercado", disse Kosslick, cujo evento é frequentemente classificado entre os mais importantes festivais de cinema do mundo, depois dos de Cannes e de Veneza.

"Achamos que é hora de lançar um olhar sobre a era que vivemos 30 anos atrás", disse ele. "Foi uma época de repressão sexual, mas, mesmo assim, em que muito dinheiro foi ganho com filmes sobre sexo."

Kekilli tinha ocultado seu passado no cinema pornô e acabou sendo alvo do escrutínio dos tablóides em função disso. Mas o público alemão não se preocupou e, mesmo assim, aplaudiu sua atuação em "Head-On".

Em coletiva de imprensa concedida na terça-feira, Dieter Kosslick disse que o festival, que acontecerá entre 10 e 20 de fevereiro, será maior do que nunca, com 343 filmes de 52 países, incluindo 21 que vão competir pelos Ursos de Ouro e de Prata.