Por: Ronaldo Hung
Mesmo após o Oscar, o circuito continua com bastantes atrações chegando, com filmes para todos os gostos: ação, aventura, comédia, drama. Confira as estréias.
LADRÃO DE DIAMANTESAventura típica que tem tudo para agradar os fãs do gênero: boas cenas de ação, locações, atores conhecidos, enfim, um tiro certo. Pierce Brosnan (o mais recente ex-007) está à vontade como um famoso ladrão de jóias, que decide se aposentar ao lado das curvas da sua namorada (a bela Salma Hayek). Como era de se esperar, um intrometido agente do FBI (sempre tem um) decide persegui-lo.
Nada de novo, como deu para perceber. Mas vale a empatia de Brosnan com a platéia e a sua química com Salma (uma pena que ele esteja abandonando Bond, agora que a figura do personagem já estava se encaixando como uma luva em seu perfil). Ainda no elenco, Woody Harrelson e Don Cheadle (que concorreu ao Oscar de melhor ator pelo filme “Hotel Rwanda”). Dirigido por Brett Ratner (de “A Hora do Rush”), é uma agradável opção.
ESPANGLÊSComédia do mesmo diretor de “Laços de Ternura” e “Melhor É Impossível” (James L. Brooks, que há 6 anos não lançava nada novo), que mostra uma situação característica dos EUA: a relação entre os americanos e os latinos. Aqui o assunto serve de pano de fundo para um filme típico de sessão da tarde.
A história: a mexicana Paz Vega vai trabalhar com a filhinha como doméstica para um rico casal de americanos (Adam Sandler e Tea Leoni). Daí, já dá para imaginar o que vem pela frente, principalmente pelo choque de culturas e costumes. O diretor tem mão para este tipo de filme, resta saber se Sandler dá conta do recado (nem sempre ele acerta o tom).
O VÔO DA FÊNIXDaqueles filmes onde a situação limite obriga um grupo de estranhos a trabalharem juntos. Já foram feitas várias fitas assim, mas sempre dá para reaproveitar alguma coisa. Dennis Quaid interpreta um aviador que, durante uma tempestade, cai com tripulação e tudo no meio do nada (ou melhor, na Mongólia, em pleno deserto). A questão é como sobreviver e sair dali.
A idéia, ao que parece, é desmontar o avião e construir um menor. De quebra, os problemas tradicionais, um herói fora de seu habitat, etc. e tal. Refilmagem de uma fita de 1965, de mesmo nome, que curiosamente foi dirigida pelo pai (Robert Aldrich) do produtor desta versão (William Aldrich). O original contava com James Stewart (Quaid não faz sombra, mas quando quer, dá conta do recado, como em “Alta Freqüência”).
OUTROS FILMES
CONFIDÊNCIAS MUITO ÍNTIMASDrama francês. Não é para todos os públicos, mas deve agradar quem gosta do gênero. Uma mulher amargurada, com uma crise no casamento, resolve procurar um analista. Até ai, nada demais, senão que ela entra no local errado e acaba conversando com um senhor que trabalha na área financeira.
O problema é maior quando ele acaba se interessando por esta mulher e não tem coragem de desfazer o mal-entendido. Dirigido por Patrice Leconte, como Sandrine Bonnaire e Fabrice Luchini no elenco.
O LENHADORDrama com tema bem atual, principalmente com o espalhafatoso julgamento do astro Michael Jackson: um preso condenado por pedofilia sai da prisão para recomeçar a vida em sua cidade natal.
Kevin Bacon tem elogiada interpretação no personagem, que enfrenta preconceitos de alguns moradores locais e de um detetive. Dirigido por Nicole Kassell (em sua estréia).
A PEQUENA LILIProdução francesa, onde uma família sai em busca de sossego na casa de praia. Mas, para quem vive correndo, calmaria demais não cheira bem. E já disseram que a ociosidade é inimiga de coisas boas, então... Como a tal família é da área do cinema (a mãe é uma famosa atriz), o filho tem pretensões a cineasta, com mania de gravar tudo em vídeo, exibe uma produção caseira estrelada pela sua namorada local (a tal Lili, vivida pela bela Ludivine Sagnier).
Não é preciso muita imaginação para perceber que foi uma péssima idéia, que vai gerar muitas críticas. A fita tem no currículo 2 prêmios Cesar (Atriz Coadjuvante para Julie Depardieu e Revelação Feminina para Julie Depardieu.
FEMINICESO veterano Domingos Oliveira de volta às telas, dirigindo uma adaptação de uma peça (“Confissões das Mulheres de 40”, de Clarice Niskier) , que na verdade é um filme tratando de uma peça. Confuso? Nas mãos competetentes do diretor (do clássico “Todas as Mulheres do Mundo”, com Leila Diniz e Paulo José, disponível em dvd), torna-se uma agradável visão do universo feminino, que Domingos sabe muito bem como conduzir. São quatro atrizes discutindo seus problemas, preocupações, neuroses e tudo mais que chega com a idade dos 40. Realizado em clima de documentário, é uma produção interessante, bem produzida e com tema sempre atraente. No elenco, Priscilla Rozenbaum, Dedina Bernardelli, Clarice Niskier, Cacá Mourthé e o próprio Domingos Oliveira.
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