Papa será sepultado no Vaticano, na sexta-feira

O Papa João Paulo II será sepultado na manhã de sexta-feira (dia 8), no Vaticano. A despedida popular, porém, começa na noite de hoje. Às 17h (meio-dia em Brasília), o corpo do Sumo Pontífice será levado da Sala Clementina, onde está exposto desde domingo para visitação restrita. O corpo cruzará a Praça de São Pedro e a entrada principal do templo e, por volta das 18h (13h), os fiéis - que já fazem fila - poderão começar a passar diante dele, para prestar suas últimas homenagens.

- A basílica ficará aberta todo o dia, a noite e a madrugada, dependendo do número de pessoas - disse o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls, explicando, porém, que, das 2h às 5h, se fará uma pausa para manutenção do templo.

A expectativa das autoridades é de que 2 milhões de pessoas compareçam a Roma para tentar participar do velório e mais de 200 chefes de Estado e Governo estejam nos funerais.

João Paulo II não deixou qualquer instrução a respeito de onde deveria ser sepultado, o que, pela regras do Vaticano, obriga a um sepultamento na cripta sob a Basílica de São Pedro. Ali estão os corpos de vários antecessores de Karol Wojtyla - inclusive o do apóstolo Pedro, que a Igreja Católica Romana considera o primeiro Papa.

A missa fúnebre será presidida pelo cardeal alemão Joseph Ratizinger, que foi responsável pela Congregação da Doutrina da Fé durante o pontificado de João Paulo II.

As decisões foram tomadas nas primeiras congregações de cardeais, nesta segunda-feira, relatou o porta-voz Joaquín Navarro Valls, numa entrevista coletiva. Na primeira reunião, os cardeais prestaram um juramento previsto nas regras do Vaticano. Na segunda, abordaram os detalhes mais urgentes sobre os funerais do Papa, morto no sábado. Estavam convocados 184 cardeais, dos quais 65 puderam comparecer. Uma nova congregação será realizada nesta terça-feira.

Os cardeais também começariam a discutir detalhes do Conclave, a reunião que decidirá o sucessor de João Paulo II, que está prevista para começar entre os dias 17 e 22 - 15 a 20 dias depois da morte do Pontífice, como determinam as regras do Vaticano. Mas, segundo Navarro Valls, a data não foi acertada nas primeiras reuniões. A próxima congregação é nesta terça-feira.


Sucessão: Veja os principais nomes