Por: Ronaldo Hung





Entre os destaques da semana, chega mais uma produção chinesa (“O Clã das Adagas Voadoras”), além de fitas policiais e de ficção. Confira as estréias:

O CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS
Demorou mas chegou mais uma produção com a assinatura do chinês Zhang Yimou (o mesmo de “Herói”, com Jet Li). Com o formatão oriental conhecido (com cuidados na fotografia que merecem ser conferidos em tela grande), essa fita conta a saga de dois soldados do governo cuja missão é encontrar e eliminar a líder de um grupo de rebeldes. No caso, ela é Zhang Ziyi (a mocinha de “O Tigre e o Dragão”).

Dá para imaginar que os dois vão cair de amores pela menina. Curioso notar que a história é simples, mas a embalagem e o toque oriental remetem a algo mais. Não é por acaso que a fita lembra uma opereta. O filme chegou a ser indicado ao Oscar de fotografia e ao Globor de Ouro de filme estrangeiro.

ASSALTO À 13A. DP
Em 1976 o diretor John Carpenter filmou esta fita policial que ganha nova versão, nas mãos do diretor Jean-François Richet (o original existe em dvd no Brasil). O filme é uma situação-limite envolvendo policiais e bandidos em uma delegacia, em plena noite de ano novo. O local estaria sendo desativado. E também está acontecendo a complicada transferência de um grande criminoso (Laurence Fishburne).

Cabe ao policial (Ethan Hawke) encarar uma perigosa turma que decide invadir o local. Não traz nada de novo, mas funciona como passatempo. Uma velha temática dos anos 70 embalada com formatão atual. Curiosidade: o personagem principal chegou a ser oferecido a Mark Wahlberg, que recusou. No elenco, o rapper Ja Rule, Brian Dennehy, Gabriel Byrne e Maria Bello (a namorada de Mel Gibson em “O Troco”).

MARIA CHEIA DE GRAÇA
Produção vencedora do último Festival BR de Cinema, este filme traz Catalina Sandino Moreno (que concorreu ao Oscar de melhor atriz) como uma jovem desajustada colombiana que, desempregada e sem rumo na vida, acaba aceitando uma oferta para ganhar dinheiro fácil: levar drogas em seu estômago para Nova Iorque.

Bem realizado e com público certo, a fita vem tendo uma carreira bem-sucedida (ganhou prêmios no Urso de Prata, no Festival Sundance).

VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE
Esta ficção do diretor Omar Naim (também responsável pelo roteiro), traz Robin Williams como uma espécie de “editor de imagens” do futuro. A idéia é que, um dia, será possível controlar as memórias das pessoas através de chips. Obviamente, ele vai acabar se deparando com uma situação delicada ao tratar de um caso envolvendo um grande executivo.

Na verdade, o trailer da fita já não empolga muito (Robin aparenta estar meio no “piloto automático”). Posso estar enganado, mas parece mais um bom livro do que um bom filme. Mas o tema sempre interessa. No elenco, Mira Sorvino (de nariz novo) e James Caviezel (do polêmico “A Paixão de Cristo”)..

VOZES INOCENTES
Drama de guerra ambientado em El Salvador, trazendo a visão do conflito a partir de um menino, que sobrevive ao lado da mãe diante do conflito entre o exército e a guerrilha local.


A guerra espelhada pelos olhos infantis sempre rendeu bons filmes (pelo menos para quem gosta do assunto). Este não é diferente.