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Brasil não proíbe venda de armas
A esmagadora maioria dos brasileiros votou "não" à proibição da comercialização de armas e munição. Com 94,47 das urnas apuradas, o "não" vencia por 63,99% (56.152.544 votos) a 36,01% (31.604.443) do "sim", segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O porcentual de abstenção era de 21,47% - o presidente do tribunal, Carlos Velloso, estimava esse índice em 15%. Votos nulos representaram 1.515.806 (1,67%) e os em branco, 1.268.768 (1,40%).

O "não" venceu em todos os Estados por larga margem. A maior vantagem ocorreu no Rio Grande do Sul, com 86,82% dos gaúchos favoráveis à venda de armas. O Estado de Pernambuco tem o maior percentual de votos no "sim": 45,47%

Segundo o presidente do TSE, o referendo custou R$ 250 milhões e transcorreu sem problemas. Das 323.368 urnas usadas em todo o País, 2.800 foram substituídas, ou 0,87% do total. A votação manual foi realizada em 263 seções, ou 0,08%

O referendo transcorreu tranquilo, sem registro de violência. Praticamente não houve panfletagem de boca-de-urna nem incidentes. Com a vitória do "não", fica mantido o comércio de armas e munição no País. Mas o estatuto tem normas rigorosas para a concessão do direito à posse de arma e ainda mais duras para o porte, que continuam valendo.

As frentes parlamentares criadas para defender o "sim" e o "não" querem agora usar o interesse despertado pelo referendo para fazer uma campanha de esclarecimento sobre o estatuto.

O referendo recebeu elogios do ponto de vista institucional. Autoridades defenderam a realização periódica de consultas populares. Velloso, por exemplo, propôs um referendo sobre a liberação ou não do aborto em casos de fetos sem cérebro. "Deveríamos ter referendos de quatro em quatro anos no Brasil, quando das eleições municipais", disse.