Copa delira: o palco-trenzinho dos Stones desliza até a galera
Show no Rio teve seu grande momento quando a banda avançou na direção da platéia, de 1 milhão de pessoas
As explosões que vieram do telão no início do show demonstravam a tese do big bang roqueiro. Era um passeio por grandes centros urbanos: Nova York, Paris, Londres, São Paulo, Rio. Os Stones começaram com Jumping Jack Flash, uma novidade, uma vez que a turnê costuma abrir com Start Me Up. Mick Jagger vestia um Spencer prateado, jeans preto, tênis preto e cinto cintilante.
Keith Richards, com um terno bordado nas costas em dourado, estava eloqüente com suas guitarras Fender e depois Gibson pretas, mostrando disposição em uma noite já muito escaldante em Copacabana.
Em dado momento, Jagger endereçou um recado para o público que estava fora das áreas confortáveis de vips e convidados - cheias de globais, como Malu Mader e Dado Dolabella. 'Todo mundo lá atrás', disse, pedindo apoio. Logo a seguir, com uma camisa azul por cima da camiseta preta, emendou Wild Horses, uma das mais belas baladas do rock.
Ele também falou, demonstrando que é um bom homem de negócios, sobre a audiência que a transmissão do show estava alcançando. O sucesso no Brasil se estendia aos Estados Unidos e ao México. E sem direito a errar nenhuma canção: na bateria de Charlie Watts, em ambos os lados, havia dois painéis acrílicos onde estava descrito todo o repertório. Da passarela em diante, foi só petardo: Rough Justice, Honky Tonk Women,
Simpathy for the Devil, Start Me Up, Brown Suggar. Para finalizar, aquela que todo mundo esperava: Satisfaction.
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