Serra deixa cargo hoje para se candidatar
Depois de reunião com secretariado, quando anunciará alterações, prefeito dará justificativa pública para seu lançamento ao governo do EstadoO prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), reúne hoje sua equipe para se despedir e apresentar as alterações em seu secretariado. Nela, ele deverá transmitir o cargo ao vice-prefeito, Gilberto Kassab (PFL).
Depois do encontro, programado para a tarde, o prefeito deverá conceder uma entrevista em que justificará a decisão de concorrer ao governo do Estado. A expectativa é que ele envie sua carta de renúncia à Câmara Municipal depois da reunião.
Segundo tucanos, o prefeito se esforça para minimizar o impacto da renúncia sobre sua candidatura ao governo. Daí, a decisão de manter o secretário de Governo, Aloysio Nunes Ferreira, no cargo. O secretário pretendia se candidatar à Câmara dos Deputados, mas cedeu à pressão. Além de atuar como ponte entre Serra e os políticos locais, Aloysio funciona como avalista do acordo que garantiu ao PFL a prefeitura.
Outro fiador é o futuro secretário de Subprefeituras, Andrea Matarazzo. Como os dois são muito ligados ao prefeito, sua presença em cargos de relevância serviria para neutralizar a idéia de abandono, dando maior segurança a Serra. Os dois têm bom relacionamento com Kassab. O vice-prefeito chegou a defender a permanência de Aloysio no cargo.
Também para passar a imagem de que a prefeitura está sob comando do PSDB, o subprefeito de Pinheiros, Antônio Marsiglia Neto, assumirá a pasta de Serviços, hoje a cargo de Matarazzo. O secretário-adjunto de Aloysio, Alexandre Schneider, deverá ser anunciado para a Educação. Ontem, Serra reuniu-se com a executiva estadual do PSDB para traçar a forma de sua saída. Os tucanos chegaram a propor que ele concedesse uma entrevista na sede do partido, a exemplo do anúncio da candidatura Alckmin, mas ele não quer nenhum ato público, prefere uma saída discreta.
Também foi dito pela executiva estadual que na segunda-feira haverá uma reunião com todos os pré-candidatos do partido ao governo de São Paulo para comunicar que não haverá prévia.
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