Por: Ronaldo Hung
Semana em que o grande destaque é “As Crônicas de Nárdia”, aventura em ritmo de fantasia baseada em obra de C.S. Lewis. Confira todas as estréias.
AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA Com efeitos especiais a cargo da ILM de George Lucas, chega às telas esta fantasia que promete fazer a festa dos fãs do gênero. Baseado em livro de C.S. Lewis, parece ser a primeira tentativa de se adaptar para as telonas a série de romances (são 7 no total). Já houve produções anteriores com os personagens, mas em fitas para a tevê. Filmado na Nova Zelândia, é o primeiro trabalho com atores do diretor Andrew Adamson (responsável pelos dois “Shrek”). E o resultado é de encher os olhos, como o próprio trailer já deixava transparecer.
A história é clássica: quatro crianças inglesas que descobrem uma passagem mágica dentro de um guarda-roupa. Assim, eles conhecem um mundo onde existem seres fantásticos e onde o rei é um leão, que está lutando para salvar os habitantes locais da tirania de uma bruxa malvada. Pela sinopse, pode parecer uma fita simplória, mas está longe disso. Uma produção digna do cinema atual, com uma boa união de forma e conteúdo.
REIS E RAINHADrama francês indicado a vários prêmios Cesar (o Oscar de lá), nas categorias filme, direção, atriz, roteiro. A história acompanha a vida de um ex-casal e “o que foi feito da vida deles”, como dizia uma antiga canção. Entre encontros e desencontros, os dois parecem sempre destinados a se encontrar nas situações mais adversas. Nada de muito novo, embora pareça que a produção seja bem cuidada. Mas suspeito ser um “dramalhão” daqueles.
FAMÍLIA RODANTEComédia latino-americana, co-produção da Espanha, Argentina, Brasil e Inglaterra. No seu aniversário, uma matriarca de grande família recebe convite da irmã para um casamento em Buenos Aires. Como uma típica família do interior, todos vão juntos (daí o título). Detalhe: todos numa só camionete. A sinopse sugere uma comédia de costumes.
MISTÉRIOS DA CARNEDrama co-produzido pela Holanda com os Estados Unidos, sobre um garoto que desde a infância tem constantes pesadelos. Quando criança ele teria passado por uma experiência traumática e tem um bloqueio, não se lembrando de nada. O que teria acontecido? Abdução por alienígenas??? Não fica muito claro, mas parece que a idéia é mais para drama do que para mistérios ufológicos. No elenco, a sumida Elisabeth Shue (de “Despedida em Las Vegas”). E a fita foi premiada no Festival de Seattle (direção e ator).
VOCAÇÃO DO PODERDocumentário nacional, outro com temática política, o que sempre é bom conhecer, caso você já não esteja cansado das comissões parlamentares que andam assolando nossas vidas. São retratados alguns candidatos a vereadores, em sua primeira incursão na política.
BENS CONFISCADOSProdução nacional, um drama pelo que a sinopse anuncia. O tema é bem atual: um senador é acusado de ser corrupto pela esposa (a história parece conhecida?). Para complicar, a amante comete suicídio. Ou seja, escândalos não faltam no roteiro. A direção é de Carlos Reichenbach, dos recentes “Garotas do ABC” e “Dois córregos” (que também é co-roteirista). No elenco, Betty Faria, Eduardo Dusek e a participação de Marina Person (a VJ da MTV).
TAPASDocumentário espanhol onde histórias correm paralelas em um bairro de uma grande cidade. Pessoas diferentes que trazem à tona diferentes emoções e visões de vida. A fita levou o prêmio de melhor roteiro no Festival de Montreal. O tema não chega a ser novidade, mas parece interessante.
MENSAGEIRAS DA LUZ - PARTEIRAS DA AMAZÔNIAEste documentário apresenta o cotidiano de mulheres do Amapá, pessoas simples que fazem o trabalho de parteiras nos locais afastados da região, onde não há atendimento médico. São relatos interessantes, de uma realidade social brasileira. Curioso pela temática, embora seja para públicos específicos.
Avião derrapa para fora da pista e atinge dois carros
Uma criança de seis anos morreu e ao menos outras 12 pessoas ficaram feridas em conseqüência do choque de um Boeing 737 da Southwest Airlines com dois veículos no aeroporto de Midway, em Chicago, informaram autoridades da cidade, na madrugada desta sexta-feira.A rede de TV americana CNN indicou que o Centro Médico Christ confirmou a morte de um menino que aparentemente estava junto a outras quatro pessoas em um dos dois veículos atingidos pelo aparelho, às 19h15 desta quinta-feira (23h15 desta quinta-feira, no horário de Brasília). Entre os passageiros do avião, não há informação de nenhum ferido, de acordo com um porta-voz do Corpo de Bombeiros de Chicago, Larry Langford.
Em depoimento à TV, a passageira Katie Duda afirmou que ouviu um grande barulho e que, quando se deu conta, o avião tinha passado os limites do aeroporto e invadido a rua. "Todos [os passageiros] estavam calmos. Todos ao meu redor pareciam estar bem, não houve caos", afirmou.
Em uma sucessão de coletivas de imprensa e perante a situação na cena do acidente, tanto as autoridades locais como membros da companhia aérea tentaram explicar o sucedido e concordaram que o mau tempo contribuiu para o acidente.
Nevasca
Agentes da Junta Nacional para a Segurança no Transporte (NTSB, sigla em inglês) e de outras dependências federais foram para a cena do acidente para começarem as investigações. O avião, que fazia a rota entre Baltimore (Maryland) e Chicago (Illinois), permanecerá na intersecção divisória do aeroporto nesta sexta-feira, para que a investigação seja realizada.
Chicago, da mesma forma que o resto da zona central dos Estados Unidos, enfrenta uma forte nevasca, e havia pouca visibilidade no aeroporto quando o aparelho realizou a aterrissagem.
Imagem do dia...
Banda contratada pela Associação Paulista Viva
percorreu toda a Avenida Paulista, das 11 às 14 horas,
para comemorar o dia em que a via completa 114 anos
Mais uma de advogado...
O sujeito lembra-se que é aniversário de sua filha e que ainda não havia comprado seu presente.
Ele pára seu carro diante de uma loja de brinquedos, entra e pergunta à vendedora:
Quanto custa a Barbie que está na vitrine?
De uma forma educada a vendedora responde:
Qual Barbie? Pois nós temos:
* Barbie vai a academia por R$ 19,95
* Barbie joga volley por R$ 19,95
* Barbie vai as compras por R$ 19,95
* Barbie vai a praia por R$ 19,95
* Barbie vai dançar por R$ 19,95
* Barbie advogada divorciada por R$ 265,95.
O cara, intrigado, pergunta:
Por que a Barbie advogada divorciada custa R$ 265,95,enquanto as outras custam apenas R$ 19,95?
A vendedora responde:
Senhor, a Barbie advogada divorciada vem com:
* O carro do Bob,
* A casa do Bob,
* A Lancha do Bob,
* O trailler do Bob,
* Os móveis do Bob...
Londrinos se despedem com tristeza do "Routemaster"
Os londrinos se despedem, com tristeza, dos pequenos ônibus vermelhos de dois andares, um símbolo de Londres e que, a partir de amanhã, deixarão de circular pelas ruas da capital inglesa, habituada a eles desde 1954.Os lendários "Routemaster", como são conhecidos estes ônibus adorados pelos turistas, eternizados em camisetas, bonés e cartões postais, serão substituídos por uma nova frota de ônibus modernos, também pintados de vermelho e de dois andares, mas muito mais altos e maiores.
A grande vantagem dos "Routemasters", o que explica sua imensa popularidade e o vazio emocional que deixarão, é que os passageiros podiam subir e descer por uma pequena porta traseira, sempre que o veículo parava ou ficava preso em engarrafamentos. Ao contrário, as portas da nova frota de ônibus ficarão fechadas durante todo o trajeto e os passageiros só poderão embarcar e desembarcar nas paradas.
A despedida será celebrada com dois dias de comemorações, que começarão nesta quinta-feira, quando uma dúzia dos "Routemasters" originais voltarão às ruas pela última vez e pararão para os passageiros como de costume. O dinheiro arrecadado com as passagens neste dia será doado a uma organização de caridade.
Na sexta-feira, milhares de londrinos assistirão à última viagem do "Routemaster" pela rota 159, saindo de Marble Arch, centro de Londres, perto da movimentada rua comercial Oxford Street, ao meio-dia. Apenas 77 pessoas viajarão a bordo deste ônibus, que passará por Picadilly Circus e pela Trafalgar Square, cruzará a ponte de Westminster e chegará à garagem em Brixton, sul de Londres.
A explicação do prefeito de Londres, Ken Livingstone, para retirar os populares ônibus das ruas é que pessoas em cadeiras de rodas não podem embarcar neles, o que não é permitido pela regulamentação da União Européia. Além disso, segundo o Departamento de Transportes de Londres, encarregado da administração dos transportes públicos na capital britânica, entre duas e três pessoas morriam anualmente debaixo dos pneus destes ônibus.
Depois de sexta-feira, os únicos "Routemasters" que continuarão em atividade pelas ruas de Londres ficarão reservados a turistas, fazendo o trajeto entre o Royal Albert Hall, a oeste, e a Tower Hill, ao leste.
DE BONNER PARA HOMER
O editor-chefe considera o obtuso pai dos Simpsons como o espectador padrão do Jornal Nacional
Por Laurindo Lalo Leal Filho*
Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira, 23 de novembro.Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem discussão.
Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações da empresa no Rio de Janeiro. São nove, de diferentes faculdades e foram convidados por terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP. Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os levou ao Jardim Botânico.
A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café. E sua primeira informação viria a se tornar referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático “bom-dia”, Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.
A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. “Essa o Homer não vai entender”, diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.
Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos – atender ao Homer –, passa-se à reunião para discutir a pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas responsáveis por determinadas editorias e pela produção do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com os seus representantes. Outras cidades também suprem o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência diária, acompanhada de perto pelos visitantes.Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas oferecidos pelas “praças” (cidades onde se produzem reportagens para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião, cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não vão muito além do que está no papel. Ninguém contraria o chefe.
A primeira reportagem oferecida pela “praça” de Nova York trata da venda de óleo para calefação a baixo custo feita por uma empresa de petróleo da Venezuela para famílias pobres do estado de Massachusetts. O resumo da “oferta” jornalística informa que a empresa venezuelana, “que tem 14 mil postos de gasolina nos Estados Unidos, separou 45 milhões de litros de combustível” para serem “vendidos em parcerias com ONGs locais a preços 40% mais baixos do que os praticados no mercado americano”. Uma notícia de impacto social e político.
O editor-chefe do Jornal Nacional apenas pergunta se os jornalistas têm a posição do governo dos Estados Unidos antes de, rapidamente, dizer que considera a notícia imprópria para o jornal. E segue em frente.
Na seqüência, entre uma imitação do presidente Lula e da fala de um argentino, passa a defender com grande empolgação uma matéria oferecida pela “praça” de Belo Horizonte. Em Contagem, um juiz estava determinando a soltura de presos por falta de condições carcerárias. A argumentação do editor-chefe é sobre o perigo de criminosos voltarem às ruas. “Esse juiz é um louco”, chega a dizer, indignado. Nenhuma palavra sobre os motivos que levaram o magistrado a tomar essa medida e, muito menos, sobre a situação dos presídios no Brasil. A defesa da matéria é em cima do medo, sentimento que se espalha pelo País e rende preciosos pontos de audiência.
Sobre a greve dos peritos do INSS, que completava um mês – matéria oferecida por São Paulo –, o comentário gira em torno dos prejuízos causados ao órgão. “Quantos segurados já poderiam ter voltado ao trabalho e, sem perícia, continuam onerando o INSS”, ouve-se. E sobre os grevistas? Nada.
De Brasília é oferecida uma reportagem sobre “a importância do superávit fiscal para reduzir a dívida pública”. Um dos visitantes, o professor Gilson Schwartz, observou como a argumentação da proponente obedecia aos cânones econômicos ortodoxos e ressaltou a falta de visões alternativas no noticiário global.
Encerrada a reunião segue-se um tour pelas áreas técnica e jornalística, com a inevitável parada em torno da bancada onde o editor-chefe senta-se diariamente ao lado da esposa para falar ao Brasil. A visita inclui a passagem diante da tela do computador em que os índices de audiência chegam em tempo real. Líder eterna, a Globo pela manhã é assediada pelo Chaves mexicano, transmitido pelo SBT. Pelo menos é o que dizem os números do Ibope.
E no almoço, antes da sobremesa, chega o espelho do Jornal Nacional daquela noite (no jargão, espelho é a previsão das reportagens a serem transmitidas, relacionadas pela ordem de entrada e com a respectiva duração). Nenhuma grande novidade. A matéria dos presos libertados pelo juiz de Contagem abriria o jornal. E o óleo barato do Chávez venezuelano foi para o limbo.
Diante de saborosas tortas e antes de seguirem para o Projac – o centro de produções de novelas, seriados e programas de auditório da Globo em Jacarepaguá – os professores continuam ouvindo inúmeras referências ao Homer. A mesa é comprida e em torno dela notam-se alguns olhares constrangidos.
* Sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP
Fonte: Carta Capital - Ed. 371
Árbitras agora usarão saiasAs árbitras de futebol passarão a vestir saias em 2006. A inovação faz parte do lançamento de uma linha específica para as mulheres que atuam na arbitragem. Desenvolvida pela Penalty, fabricante do uniforme dos árbitros dos principais campeonatos do país (entre eles o Campeonato Brasileiro), o produto foi criado após reclamação das mulheres.
O modelo está previsto para estrear no Campeonato Paulista de 2006 e terá, além da saia (que terá vedação), uma camisa mais justa, com mangas mais curtas. Segundo a fabricante, a idéia de usar a saia, que é semelhante à usada pelas tenistas, é para “garantir a feminilidade das profissionais”.
As saias terão bolsos laterais e traseiros para que se coloquem os cartões. Segundo a Penalty, o produto foi desenvolvido após pesquisa com as árbitras. Em comunicado divulgado pela empresa, a assistente Ana Paula Oliveira, considerada a musa da arbitragem, defendeu a inovação.
“Não podemos ter um modelo que seja masculinizado, nem um que chame muita atenção, já que temos de preservar a nossa imagem”, afirmou Oliveira, que pertence ao quadro da Fifa.
Chris Cornell leva Audioslave a CubaVisitar Cuba nos áureos tempos da União Soviética, que sustentava financeiramente a ilha, e do sonho socialista era, mais que turismo, um atestado ideológico. Mas a visita que a banda norte-americana de rock Audioslave fez à ilha em junho passado, para gravar seu primeiro DVD ao vivo (Universal, R$ 55, em média), não teve o objetivo de ser uma pregação política pró-regime cubano, afirma o vocalista Chris Cornell em entrevista à Folha. De qualquer modo, uma viagem de um grupo dos EUA ao país governado por Fidel Castro nunca é um simples passeio turístico.
Na conversa abaixo, o vocalista fala da viagem à ilha, dos problemas criados pelo governo norte-americano e da carreira do Audioslave.
Folha - Como surgiu a idéia do Audioslave tocar em Cuba?
Chris Cornell - Dez anos antes do Audioslave surgir, ainda no começo do Rage Against the Machine, os rapazes tiveram essa idéia, eles fizeram os contatos preliminares para ir, mas no último momento acabou não acontecendo, acho que Zack [de la Rocha, vocalista do Rage] não quis ir. Quando formamos o Audioslave, uma das coisas que discutimos foi que deveríamos tocar mais na América Latina, porque o Soundgarden não tocou, o Rage não tocou muito, queríamos tocar mais em toda a América Latina, é algo que ainda vamos fazer, e Cuba foi a primeira idéia.
Folha - E o show precisou da aprovação do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos?
Cornell - Eles implicaram com a questão dos gastos para o show na ilha, para onde iria o dinheiro, com o fato de tirar dinheiro dos EUA para Cuba --o que é proibido--, com o fato de um vídeo feito em Cuba ser vendido comercialmente... tudo era um problema, não podíamos gastar mais do que US$ 70 ou algo assim, uma quantia que mal dava para comer, porque eles não queriam que deixássemos dinheiro americano lá. O governo cubano também pôs alguns empecilhos, por exemplo, encontramos na ilha um homem que ficava atrás de nós o tempo todo, desenhando caricaturas nossas. Não pareciam nada conosco, mas eram ótimas, divertidas, ele captou alguma coisa. Pensamos em contratá-lo para fazer ilustrações da nossa passagem pela ilha, para usar no DVD, mas o governo cubano acabou vetando, não sei bem por que, certamente não foi por medo de que iríamos explorar o trabalho dele.Folha - Com tantos problemas, vocês conseguiram se divertir?
Cornell - Sim, ignoramos tudo isso. A viagem foi tão boa, fomos tratados tão bem pelos cubanos e por todos que encontramos lá que foi algo relaxante, e quando saímos dos EUA achávamos que seria tudo menos relaxante. O Departamento de Estado norte-americano nos disse que os cubanos iriam nos vigiar, que haveria câmeras em nossos quartos, nossas conversas seriam gravadas, seríamos seguidos e nossas malas revistadas, e nada disso aconteceu. Chegamos ao aeroporto, olharam nossos passaportes e disseram "bem-vindos à Cuba", e foi tudo. Daí por diante tivemos uma experiência maravilhosa.
Folha - E onde foi o show?
Cornell - Num lugar ao ar livre, acho que se chama praça Anti-Imperialista de Havana, parece que é um lugar onde as pessoas se reúnem para gritar contra os Estados Unidos. Mas as 75 mil pessoas que estavam lá não estavam representando nenhuma postura política ou uma raiva contra os EUA. Nossa ida ao país teve a ver com a música, pagamos para ir tocar em um lugar que não tem a chance de ver uma banda de rock como a nossa, basicamente porque nosso país não deixa ninguém ir para lá. Conseguimos romper isso e acho que fomos recebidos não como pessoas que concordam com a política cubana ou como representantes da política norte-americana, mas como músicos que foram lá mostrar suas obras.
Folha - Vocês chegaram a conhecer Fidel Castro?
Cornell - Não, mas o vi na televisão, gritando alguma coisa sobre os Estados Unidos.
Folha - O que você conhecia do país?
Cornell - Nada. Sendo um cidadão norte-americano criado nos Estados Unidos, você não aprende nada sobre os cubanos ou sobre Cuba. Só vê as matérias de telejornais em que eles mostram famílias cubanas em barcos precários, desesperadas para entrar nos EUA, para você ficar com a impressão de que Cuba é um lugar horrível. E essa é a atitude que o governo quer que os cidadãos americanos tenham. Quando chegamos lá, foi uma experiência que abriu nossos olhos, um lugar muito diferente do que eu esperava. Nem acho que o DVD vá fazer dinheiro, não acho que foi nosso melhor desempenho ao vivo, mas é um evento, você vê nossa banda fazendo uma viagem fantástica que nenhuma outra de rock moderno fez. Para o público americano, é a chance de ver o que realmente acontece por lá, sem uma visão tendenciosa, o diretor apenas apontou a câmera e gravou o que aparecia.Folha - Vocês tocaram algumas músicas de suas bandas anteriores. É algo que fazem normalmente ou foi combinado para aquele show?
Cornell - É algo que temos feito bastante, se tornou uma das nossas partes favoritas dos shows. Primeiro porque é completamente diferente de tudo que eu já fiz e, depois, porque nos permite cobrir várias sonoridades do rock. Por exemplo, tocamos músicas do Audioslave como "Like a Stone" ou "Cochise", aí eu faço uma versão acústica de "Black Hole Sun" [do Soundgarden] em que o público canta, depois passamos para "Bulls on Parade", "Testify" ou "Sleep Now in the Fire" [do Rage Against the Machine], e cada vez que tocamos cada uma dessas músicas é para valer, é uma ampla variedade de rocks tocados tão bem quanto podem ser. Não imagino outra banda que possa fazer isso. Nós provamos que éramos uma nova banda e que não precisávamos de nossos hits anteriores fazendo a turnê do primeiro álbum só com músicas do Audioslave, e a platéia não ficava gritando por músicas do Rage ou do Soundgarden.
Aí, quando saímos na turnê do segundo disco, decidimos abraçar nosso passado e tocar algumas das músicas. Tom [Morello, guitarrista] define muito bem quando diz que nós poderíamos ser uma banda nova como o Coldplay, com poucos discos e um bom repertório, ou poderíamos ser como o Led Zeppelin, com um catálogo de 15 anos de músicas, o que é bem melhor, e é o que temos feito nessa última turnê.
Folha - Quando vocês formaram o Audioslave, muitos críticos acreditavam que a banda, como muitos outros supergrupos, não duraria mais do que um disco. Agora vocês lançaram um segundo álbum, um DVD ao vivo e estão em nova turnê. Você acredita que ainda têm um longo caminho pela frente?
Cornell - Não sei bem o que você quer dizer com "longo caminho". Acabamos de terminar a pré-produção e vamos começar a gravar nosso terceiro disco. E estamos nos divertindo muito fazendo turnês e sendo o Audioslave. A banda não está preocupada em provar nada. Até estávamos um pouco, na época do primeiro disco, mas, uma vez que o lançamos e fomos fazer shows, pronto, acabaram-se as dúvidas. Acho que essa dúvida sobre o fato do Audioslave ser ou não uma banda de verdade já acabou. Somos um grupo muito mais unido do que várias bandas por aí. A maioria das bandas é centrada em um único cara, que compõe todas as músicas e diz a todos os outros o que fazer. Algumas vezes isso funciona - o Smashing Pumpkins era uma banda assim, o Nirvana também. Mas nós compomos juntos, nós quatro numa sala, fazendo música.Folha - Suas letras, no Soundgarden e em sua carreira solo, têm um enfoque bem pessoal, são diferentes das letras mais politizadas que o Rage Against the Machine fazia. No Audioslave, você faz as letras, e continua com seu estilo pessoal. Isso não gerou conflitos com os ex-membros do Rage?
Cornell - Não. Essa banda não é o Rage Against the Machine e, de qualquer modo, as letras políticas do Zack eram o estilo pessoal dele.
Folha - Vocês tem planos para vir ao Brasil?
Cornell - Sim, acho que em algum momento do primeiro semestre de 2006 iremos aí, com certeza.
Folha - Última pergunta: o que você tem ouvido recentemente?
Cornell - O novo disco do Sigur Rós. Eles são ótimos.
Fonte: Folha de S.Paulo
Frase do dia...
"O Corinthians queria tanto um título internacional, que eu tirei do Internacional e dei para eles." (Márcio Rezendes de Freitas)
Corinthians perde, mas, sub judice, conquista título do Brasileiro
Leandro Konrad Konflanz cancelou neste domingo a anulação das 11 partidas apitadas pelo árbitro paulista Edílson Pereira de Carvalho, que participou de um esquema de manipulação de resultados. Se esta decisão for confirmada, o Corinthians perderá os quatro pontos que conquistou na reedição das partidas e ficará um ponto atrás do Internacional, que terminou na segunda colocação.
A polêmica fora de campo, porém, não chegou ao estádio Serra Dourada. Com superioridade nas arquibancadas, a torcida do Corinthians ignorou a decisão dos tribunais gaúchos, comemorou e gritou o nome de todos os jogadores do elenco.
O comportamento da torcida foi repetido pelos jogadores do Corinthians, que deram a volta olímpica e comemoraram a conquista nacional. "Podem chorar, reclamar ou falar o que quiserem. O importante é que nos somos campeões", vibrou o zagueiro Betão, que estava suspenso e não atuou neste domingo.
O sentimento de Betão foi repetido por todos os outros atletas. "O importante é que nós conquistamos o Campeonato Brasileiro. É um presente para essa torcida, que não vai embora hoje [domingo] e vai ficar aqui para participar da festa. Vamos esquecer os tribunais e comemorar o que nós fizemos em campo", avisou o meia Carlos Alberto.
Com a festa no Serra Dourada, o Corinthians consegue o primeiro título após ter assinado sua parceria com a MSI, no final do ano passado. Além disso, a vitoriosa campanha alvinegra ratifica a condição de ídolo do argentino Carlitos Tevez, autor de 20 gols e grande destaque da equipe em toda a competição.
"Não é um título meu, mas um título nosso. Brigamos muito para chegar até aqui. Foi um ano muito sofrido, muito disputado, e nós terminamos com esse título tão importante. Estou feliz demais e essa derrota não abala o brilho da nossa campanha", disse o atacante Tevez.
O Goiás encerra o Campeonato Brasileiro com uma campanha histórica. O time esmeraldino chega a 74 pontos e ratifica a terceira colocação, a melhor do time na competição nacional.
Casa desmorona e 4 são interditadas em Pinheiros devido a obras do metrôUma casa desmoronou e pelo menos quatro foram interditadas pelo Defesa Civil nesta madrugada no bairro de Pinheiros, em São Paulo, devido a obras no metrô na região. O acidente aconteceu na rua Amaro Cavalheiro, 157, e não envolveu vítimas. Inicialmente, a notícia era de que três casas tiveram de ser evacuadas.
Os moradores foram encaminhados para um hotel da região por funcionários do Metrô. Engenheiros civis encontram-se neste momento no local para avaliar a situação. Procurado pela reportagem, o Corpo de Bombeiros ainda não tem mais informações sobre o acidente.
Pearl Jam homenageia Johnny Ramone em São PauloO ano de 2005 vai terminando, mas alguns momentos ficarão agradavelmente marcados na história do rock’n’roll no País: o White Stripes no Teatro Amazonas, Iggy Pop na Chácara do Jockey. Na noite desta sexta-feira, no Pacaembu, o Pearl Jam definiu mais alguns desses momentos. Foi fantástico ver o público se esgoelando nos versos das canções épicas do grupo, como Once e Black. Mas foi particularmente tocante quando ele tocou, de forma semi-acústica, Man of the Hour, dedicando-a a um amigo que se foi, Johnny Ramone.
Man of the Hour é a belíssima canção que fecha o filme Peixe Grande e Outras Histórias, de Tim Burton, quando morre o pai loroteiro que conta histórias mirabolantes para o filho. “Essa música é sobre um bom amigo que faleceu ano passado. O nome dele era Johnny Ramone. Eu ainda sinto muita saudade dele”, disse o cantor Eddie Vedder.
Em duas horas cronometradas de show, o Pearl Jam deixou para sempre boa impressão nos seus fãs brasileiros. “Durante anos, nos nossos shows, sempre ficamos impressionados com as bandeiras do Brasil na platéia. Sempre havia brasileiros. É maravilhoso finalmente tocar para todos os brasileiros”, disse o cantor, em português. Depois, celebrou os anfitriões cantando Save You.O grupo fez um show mais acelerado do que de costume, nitidamente preocupado em mostrar o maior número possível de canções no tempo que lhe foi permitido tocar. Fecharam com 25 músicas, às 21h30, hora fixada pela Prefeitura para tudo acabar.
No início do concerto, o cantor viu semelhança climática entre São Paulo e Seattle, de onde veio o grupo: chuva fina e nuvens encobrindo o céu eram a marca da tarde no Pacaembu. Capa plástica de chuva transparente era o uniforme oficial. Mas Vedder desmentiu-se ao final, dizendo que na verdade as cidades não eram tão parecidas assim. “São Paulo é melhor.”
O show teve a capacidade máxima de público, 40 mil pessoas. A banda entrou pouco antes das 19h30 no palco, tocando Don’t Go, depois Hail Hail e Animal. A claridade do dia ainda não deixava que as imagens no telão fossem visíveis. Em português, com um pequeno tropeção (esqueceu-se da frase que decorara), Vedder se dirigiu à platéia: “Esperamos para ver todos vocês... com uma cara fantástica.”
O som, que começou fraco, foi melhorando e já na terceira música estava mais digno de um show de arena, mas com pequenos deslizes técnicos. Nessa altura, Vedder já vestira aquele que ficou convencionado como o “uniforme” do grunge de Seattle: uma camisa xadrez de flanela vermelha. No final, fez um pequeno “cooper” no meio do corredor de seguranças plantado no meio da pista do Pacaembu. Também tomou uma garrafa de vinho no gargalo durante o concerto, repetindo um gesto que fez desde que iniciou sua turnê latino-americana, no Chile, no dia 22.
O público saiu satisfeito, mas não completamente convencido das novas exigências de shows no Pacaembu. O prefeito José Serra foi “homenageado” com um corinho das arquibancadas quando Vedder saiu do palco.
Revista britânica elege disco do Coldplay o melhor do ano"X&Y", o terceiro disco do grupo Coldplay, foi escolhido como melhor álbum do ano pela revista britânica Q.
O álbum liderou as paradas em 28 países, apesar de ter tido seu lançamento adiado porque o grupo não ficou satisfeito com os resultados das primeiras sessões de gravação.
Quando afinal foi lançado, em junho, "X&Y" entrou diretamente no topo das paradas americana e britânica.
Por: Ronaldo Hung
O EXORCISMO DE EMILY ROSEEssa história de ser “baseado num fato real” é quase sempre usado como chamariz nos cinemas. E fitas sobre exorcismo já foram moda há tempos atrás. Parece que estão tentando retomar o assunto. De qualquer forma, o assunto desperta curiosidade do público. Dessa vez, diz o release que o filme é baseado num fato ocorrido na Alemanha, nos anos 70.
Uma advogada defende um padre da acusação de ter matado uma jovem durante um ritual de exorcismo. O enfoque parece sério. O trailer é interessante. A atriz é competente (Laura Linney, de “Simplesmente Amor”). E a mistura de fita de tribunal (outro tipo de filme que existia muito) e produção de suspense parece render um bom programa. Desde, é claro, que você goste do assunto.
EM SEU LUGARDrama da Fox com toques de comédia estrelado por Cameron Diaz. O diretor Curtis Hanson é o mesmo do premiado “L.A. – Cidade Proibida”, “Rua das Ilusões” e “Garotos Incríveis”. Ou seja, é considerado um expert do assunto. E o filme parece não decepcionar ao contar a história de duas irmãs (Cameron e Toni Collette, de “Connie & Carla”, que engordou bastante para o papel) de gênio diferentes, que brigam, brigam, mas não conseguem ficar longe uma da outra. É meio clichê (a irmã bonitona e a irmã gordinha), mas deve render um bom programa. Ainda no elenco, destaque para a ótima Shirley MacLaine (que recentemente fez a sogra Endora, no novo “A Feiticeira”).
BEIJOS E TIROSO ator Robert Downey Jr., que teve problemas com drogas e está retomando a carreira, está nesta fita policial com toques de comédia, ao lado de Val Kilmer. Robert faz um trambiqueiro que não acerta uma. Até que um dia acaba entrando num teste para um seriado policial, onde conhece policial vivido por Kilmer. Durante o tal “laboratório”, eles acabam envolvidos num caso onde a antiga paixão de Robert surge, para complicar mais a história.
Daí pra frente, é fácil adivinhar. Não há grandes novidades, e fitas assim já foram feitas aos montes (Eddie Murphy viveu algo parecido com Robert De Niro, em Showtime). Como curiosidade, o diretor Shane Black é o mesmo roteirista da série “Máquina Mortífera”. E o título original (Kiss kiss, bang bang) é uma referência direta aos filmes do agente 007. O bom elenco recomenda uma espiada.
QUERIDA WENDYAntes de mais nada: a tal Wendy do título não é nenhuma garota. Este drama, co-produzido pela Alemanha, França e Dinamarca, conta a história de um jovem pacifista que de repente descobre estar fascinado por uma pequena pistola (a tal do título). Ele acaba descobrindo conflitos entre suas convicções e a descoberta do pequeno objeto. Em tempos de desarmamento e discussões filosóficas sobre o assunto, não deixa de ter o seu interesse. Mas é para públicos específicos.
CELESTE E ESTRELADrama nacional, ao que parece com bastante metalinguagem. No caso, o cinema falando do cinema. É a história de um crítico de cinema, que narra como conheceu seu grande amor, uma diretora consagrada de curtas.
O ponto de partida é interessante. A conferir.
Câmara julga a si ao me julgar, diz DirceuNo discurso para tentar salvar seu mandato, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou diante de um plenário lotado e em completo silêncio que foi submetido a um processo de "linchamento público" nos últimos cinco meses, que "tem as mãos limpas" e, em tom de alerta, disse aos deputados que eles também estavam julgando a si próprios.
"Fui submetido a um processo de linchamento público, de prejulgamento. Mas eu tenho, como cidadão, o direito da presunção da inocência, e não da culpa", afirmou o deputado.
Em 41 minutos de discurso, nove a menos do que tinha direito, o petista disse que travou um "combate de peito aberto" e usou a própria biografia, de líder estudantil, de preso político e de exilado, para tentar convencer o plenário a absolvê-lo.
"Depois de 40 anos de vida pública, do dia para a noite, fui transformado no chefe do "mensalão", em bandido, no maior corrupto desse país", disse. Na seqüência, foi aplaudido ao avisar que, "qualquer que seja o resultado", "continuará lutando até provar sua inocência".Foi aplaudido ainda outras duas vezes durante sua fala por apoiadores que ocupavam as galerias e terminou sua fala dizendo ser "um sobrevivente". "Não quero misericórdia nem clemência, quero justiça", afirmou.
Falando aos deputados, desafiou-os a provarem que houve processo de compra de votos pelo governo. "A Câmara sabe que eu não sou chefe do "mensalão". Cada deputado e cada deputada sabe. Jamais propus para cada deputado e cada deputada compra de votos. Esta Casa, aliás, está me julgando mas também está se colocando em julgamento", declarou. Arrematou com um apelo: "Coloquem-se no meu lugar. Como é possível cassar sem provas?"
Erros
Ele voltou a dizer que não sabia das irregularidades cometidas pelo PT e que assumiria os erros se os tivesse cometidos. "Se eu tivesse participado de alguma coisa, eu teria assumido no primeiro dia. Sempre fiz isso na minha vida, mesmo quando estava ameaçado de morte. Não sou cidadão de negar o que pratiquei."Uma a uma, Dirceu rebateu as acusações que pesam contra ele. Disse que nunca tratou com o publicitário Marcos Valério do financiamento do PT e negou que um assessor seu tenha sido beneficiado pelo "valerioduto". "Não é verdade que houve compra de votos. O país sabe o que houve: repasses de recursos para pagamento de dívidas de campanha eleitoral. O PT já assumiu seus erros e pediu desculpas."
Também rechaçou críticas sobre suas manobras na Justiça, afirmando "não ter pedido impunidade nem ter feito chicana", e rebateu denúncias de favorecimento à ex-mulher, Angela Saragoça, e ao filho, Zeca Dirceu, prefeito de Cruzeiro D'Oeste (PR).
Dirceu classificou sua saída da Casa Civil "como a pior coisa da sua vida", disse reconhecer erros políticos e pediu para ser investigado, embora considerasse uma "ignomínia" ser acusado de arquitetar o caixa dois petista. "Não vou assumir aquilo que não fiz. Não vou. Não fiz e não assumo."
"Não tenho valor pessoal próprio e qualidades pessoais próprias. Por razões da vida cheguei até aqui. Por razões da vida não caí em combate", declarou.
O ex-ministro definiu o período desde sua saída do ministério como "uma agonia, um inferno, um fuzilamento". Ele também soltou farpas à imprensa, dizendo que a "opinião publicada criou uma opinião pública" pela sua cassação. "Muitas das denúncias que foram investigadas eram vazias e foram promovidas por setores da imprensa."
Coisa de japa...É cada vez maior o número de fabricantes japoneses que apostam na tecnologia para aprimorar aparelhos focados no prazer sexual. A última investida trata-se de um masturbador mecânico para homens com um design, digamos, bastante familiar para o público masculino: o formato de uma mão fechada (ver imagem ao lado). Além da aparência "simpática" ao usuário, o novo aparelho se encarrega de todos os movimentos. Ou seja, não é necessário segurar e nem manusear o masturbador. Tanta versatilidade já está à venda no Japão por 34.500 ienes (o equivalente a R$ 646).
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Vale lembrar que, como o produto é japonês, a foto acima está em tamanho real, ok?
Varig inicia hoje tarifas promocionais a partir de R$ 49
A partir desta quarta-feira, a Varig terá novas tarifas promocionais para vôos domésticos, que incluem passagens de R$ 49, a mais barata, a R$ 489, a mais cara da lista. Serão 48 trajetos de ida e volta entre 17 cidades brasileiras, incluindo aquelas de grande demanda de passageiros, como Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Fortaleza e Brasília, contempladas com as tarifas mais econômicas da empresa. Passagens para a ligação entre João Pessoa e Recife, por exemplo, sairão por R$ 49, enquanto o passageiro que for de Belém ao Rio de Janeiro terá de desembolsar R$ 489.
Confira trechos e tarifas:
Belém/São Paulo - R$ 399,00
Belém/Rio - R$ 489,00
Belo Horizonte/São Paulo - R$ 159,00
Brasília/São Paulo - R$ 169,00
Brasília/Fortaleza - R$ 388,00
Brasília/Goiânia - R$ 59,00
Brasília/São Luiz - R$ 329,00
Curitiba/Porto Alegre - R$ 109,00
Fortaleza/Recife - R$ 140,00
Fortaleza/Salvador - R$ 220,00
João Pessoa/Recife - R$ 49,00
Maceió/Rio - R$ 320,00
Recife/Rio - R$ 319,00
Recife/Salvador - R$ 129,00
Rio /Salvador - R$ 199,00
São Paulo/Curitiba - R$ 99,00
São Paulo/Goiânia - R$ 199,00
São Paulo/João Pessoa - R$ 410,00
São Paulo/Maceió - R$ 329,00
São Paulo/Recife - R$ 349,00
São Paulo (Guarulhos)/Rio (Galeão) - R$ 99,00
São Paulo/Salvador - R$ 239,00
São Paulo/Porto Alegre - R$ 196,00
Teresina/Brasília - R$ 279,00
SABATINA FOLHA
Autran não perdoa ninguém e agrada a todos
Ator com 60 anos de carreira nos palcos dispara contra diretores, o governo Lula, a Rede Globo, críticos teatrais e jornalistasPaulo Autran não perdoou ninguém e agradou a todos. Este é o saldo da 9ª Sabatina Folha, que ocorreu no último dia 28/11/05, no Teatro Folha, em São Paulo, e tinha o melhor ator brasileiro vivo de sua geração em atividade como centro das atenções. Aos 83 anos e 60 anos de carreira, o carioca formado em direito falou elegantemente mal de tudo e de todos e, ao final, uma hora e 49 minutos depois, foi ovacionado de pé, aos gritos de "Bravo!".Além de José Celso Martinez Corrêa, Antunes Filho e Gerald Thomas, a santíssima trindade de diretores teatrais brasileiros, sobrou para Lula, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, o jornalista Paulo Francis (1933-1997) e a crítica teatral. Leia a seguir os principais momentos da conversa, em que Autran respondeu a perguntas da platéia e da mesa, composta por Lígia Cortez, atriz e diretora de escola de teatro, o diretor e dramaturgo Aimar Labaki, o crítico da Folha Sergio Salvia Coelho e Nelson de Sá, titular da coluna "Toda Mídia", da Folha.
CRÍTICA - O crítico, hoje em dia, é capaz de julgar um espetáculo, mas não sabe o que é uma inflexão absolutamente original, que leve a platéia a uma gargalhada ou a um auge de emoção, dado por um tom. Tenho impressão de que eles não têm mais ouvidos para isso. Às vezes, leio elogios a interpretações monocórdicas, unilaterais. Os críticos não percebem a riqueza que a interpretação de um papel pode ter. Vocês me desculpem falar isso na frente de vocês. A crítica não se interessa, não se importa mais por certas coisas do teatro que continuam sendo essenciais para um espetáculo.
CRISE POLÍTICA - Atualmente, chama-se democracia no Brasil uma coisa tão terrível, não é? Tão vergonhosa para a gente, tão terrível. A gente vê os políticos brasileiros envolvidos em escândalos do tamanho que nenhum brasileiro jamais pensou que pudesse atingir. A democracia brasileira, no momento, está muito por baixo. Vamos ver se a próxima eleição resolve alguma coisa, porque a última foi uma decepção total (aplausos).
GILBERTO GIL - O Gil está ganhando muito dinheiro, tem cantado no mundo inteiro, tem encantado multidões, mas, no Brasil, não consegui saber o que ele fez, não. Acho que ninguém da classe teatral sabe o que ele fez. (aplausos). [Sobre o governo Lula] Vocês já viram o que penso e acho, é o que a maioria de vocês pensa e acha também.
PUBLICIDADE NA TV - Não faço porque não me convidam, pagam muito bem, é ótimo. Vejo esses anúncios aí dos bambambãs da TV atualmente, digo: "Puxa, ganhou dinheiro, ficou rico com esse comercialzinho". Fernanda Montenegro ganha uma fábula com cada comercial que faz. Não sei, não querem velho fazendo anúncio, não têm me convidado. Quando convidam, peço uma importância tal, não pagam.
PAULO FRANCIS - O Paulo Francis era muito amigo da Tonia Carrero, do marido dela, o Adolfo Celi (1922-1986), de mim. De repente, nas críticas, começou a escrever: "Tonia Carrero, muito sexy". Noutra: "Tonia Carrero continua sexy". Os críticos elogiavam, ela ganhou prêmios. Para Francis, ela era uma atriz sexy. Certa vez, ela foi entrevistada na TV e lhe perguntaram sua opinião sobre o crítico Paulo Francis. E ela: "É o crítico mais sexy do Brasil". Os atores são vaidosos, mas os críticos são mais. O Francis ficou tão irritado que escreveu um artigo contra a Tonia, intitulado: "Tonia Carrero sem peruca". Dizia barbaridades. Inclusive: "Não dormi com Tonia porque não durmo com mulheres da idade de minha mãe". O Celi mandou avisar que ia quebrar a cara do Francis. Eu fui com ele a um teatro onde o Francis ensaiava uma peça. De repente, o Celi chega com a mão sangrando. "O que foi isso?", perguntei. "Eu arranquei os óculos do Francis e quebrei, cortei a mão." Então, mandei recado a ele que, quando o encontrasse, iria cuspir na cara dele. Um belo dia, eu fazia uma peça em que entrava só na cena final. Vi o Francis na platéia, ao lado do [ator] Ítalo Rossi. Esperei, fiz a minha cena e, quando o público saía, cheguei junto do Francis, chamei e, quando virou, dei-lhe uma cusparada. Ele estava de óculos, e o cuspe escorria. Cuspi com prazer.
PRÓXIMOS PLANOS - A minha próxima peça, que vou começar a ensaiar em julho, é "O Avarento", de Molière, um texto divertido, com aquela crítica deslumbrante que faz às pessoas comuns e aos burgueses, como se diz hoje. Além de continuar fazendo o programa de rádio, escrevi um livro, atuei num filme... Ando saracoteando um pouco demais para a minha idade.
A DIREÇÃO TEATRAL
Autran solta o verbo sobre encenadores contemporâneos.
ANTUNES FILHO - Eu tinha visto uma montagem do Antunes ["A Megera Domada", 1965] em que uma das grandes inovações dele foi colocar uma garrafa de Coca-Cola em cena. Imaginem, um Shakespeare com Coca-Cola. E a imprensa de São Paulo dizia "que ousadia maravilhosa", "que concepção nova" [risos]. GERALD THOMAS - Ontem [domingo], no restaurante, o Gerald me convidou pela enésima vez para trabalhar com ele. Na festa dos meus 80 anos, ele já havia me convidado para fazer "Édipo Rei" [tragédia de Sófocles]. Eu disse: "Não dá, eu já fiz" [em 1967]. Ele respondeu: "Eu sei, não tem importância". Aí eu disse: "A Henriqueta Brieba já morreu, qual a atriz que será a minha mãe?" [risos].
JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA - Foi a grande revelação de direção teatral no Brasil. Quando ele começou, era um diretor extraordinário, com espetáculos deslumbrantes. "Pequenos Burgueses" [de Górki, 1963] foi um dos melhores espetáculos que já vi na minha vida, no mundo inteiro. "Roda Viva" [de Chico Buarque, 1968] foi memorável. Depois, teve uma fase muito ruim. E agora ele faz um teatro muito específico. Sei que tem muita gente que vai, fica encantada, mas, para mim, não interessa muito. Entrar no teatro para ver dois rapazes se masturbando, não me interessa absolutamente. Mas muita gente gosta. Masturbação parece que atrai público.
ANTÔNIO ARAÚJO - Ele vai estrear um espetáculo dentro de um barco no Tietê. Não sei como vai ser isso, mas deve ser fascinante. Antônio Araújo é um grande diretor [do Teatro da Vertigem], tem uma noção pessoal do teatro, mas tudo que faz é bem feito, é bonito, é inteligente. Quem tiver coragem de navegar no Tietê deve ver esse espetáculo.
DENISE STOKLOS - Ela é um gênio, uma criadora extraordinária, uma artista na maior acepção do termo. Só não é escritora. Li uma entrevista dela, ontem [domingo], mas não entendi uma palavra do que escreveu. No palco, é um fenômeno, uma coisa eletrizante, inteligente, um ser humano extraordinário. Pouquíssimas atrizes, no Brasil, chegaram ao nível de criação da Denise.
MÁRIO BORTOLOTTO - Conheço pelo nome, mas nunca vi uma peça dele.
GRUPOS - Trabalhar vários anos com as mesmas pessoas ajuda a desenvolver com mais facilidade o seu talento. Em geral, os grupos se formam ou em torno de uma pessoa ou de uma idéia. No caso do TBC, foi em torno de uma idéia, que era fazer o melhor teatro que pudesse haver no Brasil. E, naquela altura, realmente se conseguiu isso. Entre os atuais grupos, a [cia. do] Latão é ótima. O Marco Antonio Rodrigues tem um grupo [Folias d'Arte] que se formou em torno da personalidade dele, que é um bom diretor. Torço para que o Latão, o Teatro da Vertigem e o Folias continuem por muitos e muitos anos porque são úteis para o teatro brasileiro.
O OFÍCIO TEATRAL
A seguir, Paulo Autran pondera sobre o ofício que escolheu.
TALENTO - Talento é a característica de um artista. Se o artista não tem talento, nunca vai ser um bom artista. Por outro lado, é impossível dizer a alguém que você não tem talento. Acabei de ver isso. Fiz uma entrevista no "Dois a Um", a Mônica Waldvogel entrevistou a mim e ao Paulo Vilhena, que era um galãzinho da Globo, que não conseguia responder a uma pergunta, não entendia nada de nada. Foi uma entrevista lamentável. Sinceramente, pensei: "Este jamais vai ser um ator".A partir dessa entrevista, esse rapaz começou a estudar. Ensaiou um peça, era o mais disciplinado, decorou o texto antes dos colegas, fez todos os exercícios, estreou e tem sido elogiado por todo mundo. Fui ver o espetáculo ["Essa Nossa Juventude", dirigido por Laís Bodanzky] e fiquei fascinado. Ele, que é um rapaz bonito, nem está bonito no palco; está exercendo a sua capacidade de ator. Eu me enganei completamente e fiquei felicíssimo com ele. EXPERIMENTAÇÕES - Até entendo que alguém faça um teatro como o que [o diretor polonês Jerzy] Grotowski [1934-1999, criador do "teatro pobre"] fez, que era um teatro de exploração de todas as possibilidades físicas do ator, da voz, do gesto, porém, ele fazia espetáculo para 45 pessoas. Teatro é uma idéia transmitida por um ator ao público. São três elementos: público, ator e idéia. Se você suprime um, deixa de ser teatro. Se você suprime o público, então o teatro o que é? Uma masturbação para os atores gozarem, só? Para mim não é.
ESCOLAS DE TEATRO - Atualmente, existem várias escolas, a maioria é arapuca. Pessoas que prometem que vão conseguir emprego na Globo, no SBT. É tudo forjado, é mentira. Nenhum dono de escola tem esse poder. Na Globo, só trabalha quem for amigo de alguém, quem for muito bonitinho ou muito bonitinha consegue emprego lá. Mas não é com diploma de escolinha vagabunda que eles vão conseguir.
TELEVISÃO - Fiz três novelas, deixei espaço de quatro anos entre uma e outra. E, quando me perguntavam por que não queria fazer novela, eu dizia: "Para eu não enjoar de fazer televisão, e para o telespectador não enjoar de ver minha cara todo santo dia dentro de casa". Na terceira, enjoei. É muito chato.
APLAUSOS E VAIAS - Tem umas peças em que o aplauso é diferente. Tive dois tipos na minha carreira: um, totalmente diferente do outro, foi o do "Édipo Rei". Na última sílaba da peça, a platéia aplaudia em uníssono. Outro foi em "Rei Lear", que a maioria dos críticos não gostou, Bárbara Heliodora odiou. Foi a peça em que fui ovacionado em todas as sessões. É claro que os críticos vêem esse ou aquele defeito, mas o público passa por cima disso e recebe o impacto daquele texto extraordinário do Shakespeare. Normalmente, felizmente, tenho sido bastante aplaudido. Nunca recebi uma vaia na minha vida. Não sei o que é ser vaiado. Aliás, me ufano muito disso.
Militares americanos investem em games
A Aeronáutica dos Estados Unidos desenvolve um projeto de US$ 750 mil, que permitirá a seus instrutores criar conteúdo para games de guerra
Os games estão na ordem do dia da Forças Armadas norte-americanas. O exército saiu na frente com o "America´s Army", jogo de ação em primeira pessoa. A Marinha lançou o "Navy Training Exercise: Strike & Retrieve", que faz sucesso na internet.
Agora, a Aeronáutica desenvolve um projeto de US$ 750 mil, chamado “Warcon”, que permitirá a seus instrutores criar conteúdo para games de guerra. Para isso, contratou a Stottler Henke, especialista em inteligência artificial.
"Games do gênero são componentes vitais para a educação militar. Então, ter meios para cria-los rápida e consistentemente é crítico para a preparação da tropa", diz Richard Stottler, presidente da Henke.
Firefox 1.5 é lançado! Foi lançada nesta terça-feira (29/11) a versão 1.5 do browser Firefox.
O software pode ser baixado nos endereços www.getfirefox.com e www.mozilla.com.
A nova versão do browser traz um sistema de atualização melhorado, navegação mais rápida pelos botões de avanço e retrocesso e uma janela redesenhada de favoritos.
O Firefox 1.5 também acrescenta suporte a SVG (Scalable Vector Graphics), JavaScript 1.6 e nova versões de CSS (Cascading Style Sheets).
A atualização do navegador também oferece melhor bloqueio a pop-up e recursos aprimorados de segurança, além do Answers.com, lista de ferramentas de busca, e uma função chamada Clear Private Data, que permite remover facilmente dados pessoais por meio do menu ou de um atalho no teclado.
Morre Pat Morita, o Sr. Miyagi de Karatê KidO ator Pat Morita, que interpretou Sr. Miyagi em Karatê Kid, morreu de causa natural, nesta quinta-feira (24/11), aos 73 anos. Ele estava em sua casa, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Sua esposa Evelyn Pat Morita, com quem era casado há 12 anos, divulgou a notícia hoje, disse em Los Angeles.
Além do sucesso nas quatro séries de Karatê Kid, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1984, Pat Morita estrelou outros filmes como O Grande Dragão Branco 2 (1995), Lembranças de Abril (1999) e Inferno (1999).
Por: Ronaldo Hung
Não tem para ninguém. A semana é do bruxo Harry Potter, em sua quarta aventura no cinema. Mas além dele, há boas opções, como o novo trabalho de Bill Murray. Confira todas as estréias.
HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGONuma boa estratégia de marketing, a quarta aventura de Harry Potter chega junto com o lançamento da versão nacional do novo livro de J. K. Howling (o sexto), “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”. E se há algo que ninguém pode tirar do personagem, é o mérito de fazer uma nova geração conhecer e gostar de livros. Como em qualquer blockbuster, fica difícil dizer algo que já não tenha sido anunciado. Quem gosta vai ver e quem não gosta acaba indo (nem que seja para falar mal). Curiosamente, este é o primeiro longa dirigido por um britânico (Mike Newell).
De resto, é preciso ter visto as aventuras anteriores (não que seja obrigatório, dá para ver sem sustos) do aprendiz Potter, que desta vez é escolhido para representar a sua escola de magia em uma espécie de copa do mundo de bruxos. E, é claro, forças do mal irão interferir no caminho do herói, sempre acompanhado pelos fiéis amigos Rony e Herminone. Parece que há um novo interesse romântico e até a morte de um importante personagem deste mundo de magia. Mas magia mesmo vai ser você conseguir ver a fita sem enfrentar longas filas no cinema...
FLORES PARTIDASComédia dramática premiada no Festival de Cannes (e que fez sucesso na Mostra de Cinema), dirigida e escrita por Jim Jarmusch. Bill Murray (cuja carreira teve uma retomada recentemente, após “Encontros e Desencontros”) deita e rola no papel principal, um solteirão convicto, que passa por um momento melancólico (aquelas crises de sempre). Ele recebe uma carta de uma antiga namorada, dizendo que tem uma filha adolescente. O problema: quais das namoradas escreveu a carta? A fita tem um humor adulto, bons momentos, boas atrizes (Sharon Stone e Jessica Lange) e roteiro inspirado. O diretor e Murray já trabalharam juntos no curta “Sobre Café e Cigarros”. Na semana dominada pelo bruxo Harry Potter, é a opção recomendada.
O MUNDO DE JACK & ROSEDrama que também fez parte da Mostra de Cinema, estrelado por Daniel Day-Lewis (que era casado com a diretora, Rebecca Miller). Ele faz um daqueles pais super-protetores, cujo maior desafio da vida é manter sua filha protegida de tudo e todos, vivendo isolados numa tranqüila ilha. Tarefa nada fácil, principalmente por ela estar na adolescência. Para piorar, ele leva a sua nova namorada para morar no local. E por ai vai... Trilha sonora inspirada, com músicas de Bob Dylan.
EM MINHA TERRADrama americano co-produzido pela África do Sul (dirigido por John Boorman, que fez “Excalibur” e, mais recentemente, “O Alfaiate do Panamá”, com Pierce Brosnan). A fita foi exibida na Mostra de Cinema e traz Samuel L. Jackson como um jornalista do Washington Post que é enviado à África do Sul, incumbido de recolher dados e depoimentos envolvendo crimes de racismo (é plena época do apartheid no país). Ele acaba se envolvendo com uma repórter de TV (Juliette Binoche), que tem opiniões diferentes da sua. E volta a velha história de que os opostos se atraem. A produção e o elenco recomendam uma espiada.
QUASE UM SEGREDODrama com grupos de adolescentes não chega a ser novidade no cinema. Sempre há um ou outro título sobre o assunto. Ambientado no Oregon, tem cara de ser um drama meio “jovens sem rumo”, onde o destaque é a presença de Rory Culkin (irmão de MaCaulay). Cansados de serem importunados e perseguidos por um valentão do bairro, jovens se unem para ensinar uma lição ao cara. Alguém arrisca?
AS VIDAS DE MARIADrama nacional estrelado pela bela Ingra Liberato, a Maria do título. A fita acompanha a vida da protagonista, fazendo paralelo com a inauguração de Brasília e os acontecimentos políticos que irão ocorrer durante toda a vida dela (é um painel de quarenta anos da capital do país).
RAINHASComédia espanhola, cuja premissa parece promissora. Acompanha o primeiro casamento gay realizado no país. Na verdade, são três casamentos, numa cerimônia coletiva. O humor está presente desde os preparativos, ansiedades dos participantes, e por ai vai. Dê uma espiada e arrisque.
SOLDADO DE DEUSDocumentário nacional cuja temática é Plínio Salgado, líder do movimento do integralismo no país. Como deu para perceber, é para quem gosta do assunto. De qualquer forma, a fita foi premiada nos Festivais do Rio, Paraty e Bahia.
O ÁGUIAEsta comédia romântica de 1925 estrelada por Rodolfo Valentino vai marcar a reinauguração do Cine HSBC Belas Artes, que passou por uma nova repaginação das suas instalalões. Diz a lenda que é um dos bons trabalhos do ator, que antigamente era sinônimo de figura romântica (mas que hoje é praticamente um desconhecido). A história se passa na Rússia. Valentino é um soldado que, depois de sofrer uma desilusão amorosa, vira um aventureiro (que fica conhecido como “o águia” do título). Vale uma espiada.