Por: Ronaldo Hung
Agosto começa com 3 boas opções nas telas: um drama romântico, uma comédia e a fita de ação “Eu Robô”:
DIÁRIO DE UMA PAIXÃO (The Notebook, EUA/2004)
Este é proibido para “diabéticos”. É um romance no melhor sentido da palavra, ambientado nos anos 40, dirigido por Nick Cassavetes (filho do famoso diretor John Cassavetes) e estrelado pela sua mãe, a grande atriz Gena Rowlands. A estória é convencional e resume-se a uma linha: garota rica se apaixona por rapaz pobre e empreendedor. Rachel McAdams (uma das “Meninas Malvadas”) e Ryan Gosling formam o par romântico. Ou seja, você já viu isso antes.
Mas a fita é narrada em flash-backs, com James Garner (sempre competente) contando o romance, através de um diário, para Gena Rowlands. O trailer já deixava claro o segredo do tal diário (o que não é nenhuma novidade). Mas o casal de atores Garner & Rowlands dão um show, com uma dignidade e sinceridade de arrepiar. Para quem curte um bom romance, esse é o filme.
AS GAROTAS DO CALENDÁRIO (Calendar Girls, Inglaterra/2003)
Produção da Touchstone (a Disney para adultos), uma comédia estrelada por senhoras atrizes (nos dois sentidos da palavra), bastante agradável e que é baseada num fato real, ocorrido na Inglaterra em 1999. Um grupo de velhinhas, buscando arrecadar fundos para financiar um hospital, resolvem promover a publicação de um calendário, onde elas seriam as modelos nuas. E o sucesso é enorme!
As situações são humanas, engraçadas e rendem bons momentos. É um filme de adultos para adultos. Uma receita que já provou dar certo (como em “Alguém Tem Que Ceder”, com Jack Nicholson e Diane Keaton) e merece ser conhecida. No elenco, Helen Mirrern (que fazia professora de “Tentação Fatal”, com Katie Holmes), que chegou a concorrer ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Atriz de Comédia por este papel. Dirigido por Nigel Cole (de “O Barato de Grace”), tem ainda uma ponta do apresentador de talk-show Jay Leno.
EU, ROBÔ (I, Robot, EUA/2004)
Este filme é o “homens de preto com roteiro”, inspirado em estória de Isaac Asimov e estrelado por Will Smith. Mas, basicamente, é um filme policial ambientado no futuro, quando os robôs já farão parte do cotidiano das pessoas (o ano é 2035). Smith faz um detetive que, ao investigar um caso, descobre trama de assassinato, onde o principal suspeito é um robô. A questão: pelas leis básicas da robótica, máquinas não podem machucar os humanos.
Talvez se fosse realizado com outro ator, o filme rendesse uma discussão mais profunda no roteiro. Mas com Smith e para justificar o investimento (e garantir a bilheteria), fica mais voltado à ação e à produção. O que não é ruim, pois o resultado é uma fita bem embalada, barulhenta e fácil de consumir. Os efeitos são bons (o robô suspeito é interpretado por Alan Tudyk, o amigo maluco de Heath Ledger em “Coração de Cavaleiro”) e é um passatempo interessante, na direção de Alex Proyas (de “O Corvo”). No elenco, a interessante Bridget Monayhan, a barwoman de cabelos escuros das “Coyote Ugly” (ou “Showbar”, no Brasil). É a estréia-pipoca da semana.
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