Outras estréias da semana nas telonas

A Dona da História traz ótima química entre atrizes
O passado e o presente literalmente dialogam na comédia A Dona da História, dirigida por Daniel Filho e adaptada da peça homônima de João Falcão. O bom momento do cinema nacional, aliado a um filme de gosto popular e com uma dupla de protagonistas inspiradíssimas, deve garantir bom retorno de bilheteria para essa comédia que tem tudo para seduzir não só os românticos.

A vida de Carolina (na versão 2004 vivida por Marieta Severo; nos idos de 1968, por Débora Falabella) é bem diferente do que ela esperava. Isso fica bem claro durante os créditos iniciais, quando é mostrada a jovem tomando delicadas aulas de balé, intercaladas com imagens dela própria mais madura, malhando em uma academia, alucinadamente, para manter a forma.

A Carolina do passado é mais sonhadora. Para ela, sua vida é um filme, e ao invés de ser uma simples atriz ela quer ser a protagonista mesmo. Aos 18 anos, a menina é fruto de sua época. Apesar de ser alienada, como ela mesma confessa, vai a passeatas - e numa delas conhece Luiz Cláudio (Rodrigo Santoro), aquele que será o grande amor de sua vida. Ou não.

Billabong Odyssey vai em busca da onda perfeita
Entusiastas do surfe e atletas de sofá sem dúvida formarão o público mais receptivo para o documentário Billabong Odyssey. Embora o filme pareça mais um comercial do que um trabalho de cinema coerente, suas imagens espetaculares de atletas em perfeita forma física enfrentando as maiores ondas do mundo devem encontrar um público interessado.

Rodado tanto em filme 35 milímetros quanto em vídeo de alta definição, o documentário dirigido por Phillip Boston começa de maneira espetacular, com uma tomada espantosa do surfista Mike Parsons parecendo minúsculo diante de uma onda de 21 metros de altura.

Taiwanês Passagem Azul retrata triângulo amoroso teen
Passagem Azul, filme taiwanês do diretor Chih-Yen Yee, retrata um triângulo amoroso entre colegiais teens, uma das quais pode ser lésbica. A maneira delicada como o cineasta trata o material o leva para muito longe do tipo de terreno coberto por seriados importados.

Sensível e reflexivo, Passagem Azul é um filme que não provoca um impacto muito forte. Mas a impressão que causa é bela, com seu estilo visual bem composto e a maneira sensível em que trata de emoções ao mesmo tempo doces e dilacerantes. Lembrando mais um conto do que um longa-metragem narrativo, o filme relata sua história enxuta de maneira tranqüila, apoiando-se mais no clima e em atmosferas do que nos diálogos ou no desenvolvimento dos personagens.