Serra promete "privatizar" o carnaval de São Paulo
O prefeito de São Paulo, José Serra, visitou nesta quinta-feira o sambódromo para conferir os preparativos para o desfile de abertura do carnaval 2005, sexta-feira, e anunciou que a meta para os próximos anos é deixar o financiamento da festa com a iniciativa privada. Neste ano, cerca de 70% dos gastos com o carnaval serão bancados por patrocinadores. "Este ano a Prefeitura fez um trabalho de mobilização de recursos, mas no futuro as escolas, junto conosco, vão trabalhar nessa direção", afirmou.
O prefeito aproveitou o evento para criticar a ex-prefeita Marta Suplicy, que havia prometido na campanha antecipar a maior parte da verba de R$ 18 milhões para as escolas e blocos carnavalescos. Apenas R$ 1 milhão foi repassado. Ao assumir, Serra afirmou que não havia dinheiro e que teria de buscar recursos com a iniciativa privada. Segundo ele, o dinheiro que tinha na Prefeitura era de "mentirinha".
De acordo com um balanço parcial feito pelo presidente da Anhembi, Caio Luiz de Carvalho, os patrocinadores já contribuíram com R$ 10 milhões. Há previsão de entrada de mais R$ 2,5 milhões. A Prefeitura gastou R$ 4,4 milhões e a Anhembi, R$ 2,8 milhões em infra-estrutura e mão-de-obra.
Durante a inspeção no sambódromo, o prefeito arriscou alguns passos depois de pedidos de sambistas e mulatas, mas, constrangido, desistiu logo. O primeiro sinal da pouca intimidade com o carnaval veio no início da visita. Ao elogiar os carros alegóricos na concentração, referiu-se a eles como "bonecos e esculturas".
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