Navio egípcio com mais de 1.400 pessoas afunda no mar Vermelho
Autoridades egípcias informaram nesta sexta-feira que o navio Salam 98, com o qual tinha perdido contato, afundou no mar Vermelho. O navio levava 1.310 passageiros e 104 tripulantes. Entre 300 e 400 pessoas já foram resgatadas. Muitas embarcaram no catamarã Eleonora, de resgate. Informações não-confirmadas dão conta de mais de cem mortos.Conseguimos localizá-los e os fizemos subir a bordo de um de nossos navios enviados para ajudar" nas tarefas de resgate, explicou Mohammed Helmi, um responsável da companhia proprietária do barco, a Salam Maritime Transport.
Segundo a agência oficial Mena, a embarcação, que devia ter chegado ao Egito logo após a 0h desta sexta, afundou a 96 quilômetros do porto de Hurgada, 400 quilômetros a sudeste do Cairo. "Dezenas de corpos foram tirados do mar. Eles estavam no navio", disse um policial no porto de Safaga. Um avião egípcio tinha visto os corpos boiando na água, afirmou uma outra autoridade das forças de segurança.
O navio, construído em 1970, fazia o trajeto entre o porto saudita de Duba e Safaga, ambos no norte do mar Vermelho. A embarcação originalmente saiu de Jidá. A maioria dos passageiros era formada por trabalhadores egípcios que voltavam para casa neste fim de semana após sua jornada semanal em empresas na Arábia Saudita, de onde partiu a embarcação ontem. Muitos passageiros, de Egito (1.158), Arábia Saudita (99), Síria (6), territórios palestinos palestinos (4), Canadá (1), Iêmen (1), Omã (1), Sudão (1) e Emirados Árabes Unidos (1), voltavam para suas casas após o término do Hajj, a peregrinação a Meca que todo muçulmano apto financeira e fisicamente deve realizar pelo menos uma vez na vida.
O governador da província do mar Vermelho, Bakr Al Rashidi, decidiu formar um grupo de operações no porto de Safaga, aonde o Salam 98 deveria chegar, e declarar emergência nos centros de saúde da província, assim que recebeu a notícia sobre o afundamento do navio. Os parentes das pessoas que viajavam no Salam 98 começaram a chegar ao porto de Safaga e a áreas próximas do litoral egípcio.
Causas do acidente Não há pistas sobre a causa do naufrágio da embarcação, que pertencia à companhia marítima Al-Salam Maritime Transport, com sede no Cairo. "O Al-Salam 98 estava dentro das normas de segurança internacionais", afirmou Andrea Odone, representante da companhia. Com 118 metros de comprimento e construído em 1970, o navio tinha bandeira panamenha.
Segundo Odone, o número de passageiros era inferior ao máximo permitido. "Enviamos para o local três de nossos navios que atravessavam o Mar Vermelho", informou. A Marinha britânica também enviou o navio HMS Bulwark para a área do naufrágio, anunciou o Ministério da Defesa em Londres.
Estações costeiras não receberam nenhum pedido de socorro da tripulação, disse Adel Shukri, da empresa proprietária do navio.
Resgate
Estados Unidos e Reino Unido já enviaram navios à região para ajudar no resgate. Fontes do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido disseram hoje que, por enquanto, não há informações sobre a presença de britânicos na embarcação que naufragou.
Embarcações egípcias foram enviadas para ajudar no resgate, segundo o ministro egípcio dos Transportes. "A Guarda Costeira está fazendo todo o possível para resgatar as pessoas", afirmou Mansour.
Questionado a respeito da segurança do navio, Mansour afirmou que a embarcação "possuía os requerimentos de segurança necessários." Segundo ele, o número de passageiros a bordo estava abaixo do máximo permitido.
0 Responses to
Something to say?