Essa é antiga, mas muito boa!!!
Novidade nos palcos de São Paulo
ARENA CONTA DANTON Texto: Georg Büchner. Direção: Cibele Forjaz. A adaptação da peça "A Morte de Danton"para um teatro de arena conta com vários artifícios: em cena, o elenco conduz a história de uma luta política por meio de um jogo de azar, com atores que sorteiam os papéis a serem representados. Daí o nome "Arena Conta Danton". A peça relê técnicas que Augusto Boal aplicava no teatro de Arena, já nos anos 50, como o uso de um curinga, intérprete que além de narrar trechos da peça podia fazer vários papéis. teatro de Arena Eugênio Kusnet (r. Teodoro Baima, 94, República, região central, tel. 3256-9463). 120 lugares. Qui. e sáb.: 21h. Dom.: 19h. Até 19/12. 150 min. 14 anos. Contribuição voluntária, sem valor definido. Ar-condicionado Aceita cheque Acesso a deficientes
O COLECIONADOR Texto: Juca de Oliveira. Direção: Marcos Loureiro. Com: Paula Arruda e Pedro Guilherme. Adaptação da obra de John Fowles sobre um colecionador de borboletas que aprisiona uma mulher. www.sescsp.org.br. Sesc Belenzinho -galpão (av. Álvaro Ramos, 915, Quarta Parada, região leste, tel. 6602-3700). 99 lugares. Sáb. e dom.: 19h. Até 3/10. 60 min. 12 anos. Ingr.: R$ 5 a R$ 10. CC: todos. Ar-condicionado Aceita cheque Acesso a deficientes
A COMÉDIA ORDINÁRIA Texto e direção: Marcela Leal. Com: Delurdes Moraes e Fabio Glingane. Comédia composta de esquetes que retratam o cotidiano das cidades. N.Ex.T. - Núcleo Experimental de Teatro (r. Rego Freitas, 454, República, região central, tel. 3106-9636). 70 lugares. Qui.: 21h. Até 25/11. 70 min. 16 anos. Ingr.: R$ 15. Estac. c/ manob. (R$ 5). Ar-condicionado Aceita cheque Acesso a deficientes Aceita reserva
AS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM Texto: Marcelo Rubens Paiva. Direção: Darson Ribeiro. Com: Mário Gomes, Gabriela Alves, Bruno Sciuto e outros. Baseado no livro homônimo de Luis Fernando Veríssimo, é uma comédia sobre pequenas mentiras que os homens contam para suas mulheres. Ruth Escobar - sala Dina Sfat (r. dos Ingleses, 209, Morro dos Ingleses, região central, tel. 289-2358). 70 lugares. Sex.: 21h30. Sáb.: 21h. Dom.: 19h. Até 21/11. 14 anos. Ingr.: R$ 30 a R$ 40. CC: D e M. Manob. (R$ 10). Ar-condicionado Aceita cheque Acesso a deficientes
RECÉM-SEPARADOS Texto e direção: Ângela Dip. Com: Camila Raffanti, Dudu Coelho e Flávia Garrafa. Vários casais se reúnem para uma terapia em grupo e expõem seus problemas e sentimentos. Crowne Plaza (r. Frei Caneca, 1.360, Consolação, região central, tel. 289-0985). 153 lugares. Sex. e sáb.: 24h. Até 27/11. 75 min. 14 anos. Ingr.: R$ 15. Estac. c/ manob. (R$ 7). Ar-condicionado Aceita cheque Acesso a deficientes
SALVE-SE QUEM PUDER Texto: Luís Alberto de Abreu. Direção: Nívio Diegues. Com: grupo Lux et Movimentum. Um narrador conta para a platéia a história de vários personagens urbanos. teatro Popular do Sesi -A.E. Carvalho (r. Deodato Saraiva da Silva, 110, Cidade A.E. Carvalho, região leste, tel. 6280-2366). 150 lugares. Sex. e sáb.: 20h. Dom.: 19h. Até 3/10. 90 min. Estac. grátis. Acesso a deficientes
Por: Ronaldo Hung
Semana com boas estréias, destacando-se o novo Spielberg, “O Terminal”, e a produção nacional “Redentor”.
O TERMINAL (The Terminal, EUAl/2004)
Steven Spielberg de volta ao circuitão, dessa vez dirigindo (e não apenas produzindo). O astro é Tom Hanks, que volta a atuar sob as asas de Spielberg (a dupla já fez “O Resgate do Soldado Ryan”, de 1998, e “Prenda-me Se For Capaz”, de 2002). A estória é praticamente toda passada em um aeroporto. No caso, o JFK, em Nova York, que foi todo reconstruído em estúdio, num trabalho de encher os olhos. Hanks é um imigrante, Viktor, que descobre que uma guerra acabou com sua pátria e, portanto, seu visto expirou. A inusitada situação gera outra, tão estranha quanto: ele passa a viver no terminal, ficando amigo de todo mundo e vivenciando o estranho “ecossistema” que é toda aquela multidão que vem e vai (pelo que consta, a inspiração vem de um fato real: um iraniano que vive em um aeroporto francês.
Tom Hanks está bem na sua composição, emprestando uma humanidade necessária ao personagem. Como estrangeiro, ele precisa enriquecer o seu vocabulário, gerando boas piadas, nesta fábula sobre a vida. E entre as figuras do aeroporto, eis que surge Catherine Zeta-Jones de comissária de bordo (e por falar em fantasias...). Enfim, a fita é um pequeno “ensaio hollywoodiano” de como encarar adversidades e enfrentar a vida. Se não chega a fazer pensar muito, o que talvez nem seja a sua proposta, “O Terminal” diverte e tem a marca Spielberg, que sabe como poucos contar uma boa história (Prenda-me se For Capaz, por exemplo). O que já justifica um ingresso.
IRMÃOS DE FÉ (Idem, Brasil/2004)
Falem bem, falem mal, o padre Marcelo Rossi sabe o poder que o cinema tem enquanto veículo de comunicação, podendo entreter e também influenciar as pessoas (ou pelo menos, convidar à reflexão). E ele, aliado a um time de estrelas, parece que descobriu a fórmula para unir religião e comunicação. Junto com o diretor Moacyr Góes, realizou “Maria, Mãe do Filho de Deus” no ano passado, com boa recepção. A dupla retorna com os mesmo ingredientes. Desta vez, o foco da estória é na vida do apóstolo São Paulo, judeu convertido pela fé, vivido por Thiago Lacerda. Não cabe aqui discutir a fé de ninguém. E o filme não chega a ser polêmico. Ele é o que se propõe enquanto entretenimento; uma espécie de cartilha cinematográfica que tem como tema a Bíblia. Para um público específico, já fiel seguidor do padre Marcelo e do seu “estilo” de amar a Deus.
O AGENTE TEEN 2 (Agent Cody Banks 2: Destination London, EUA/2004)
Seqüência de “O Agente Teen”, de 2003, já disponível em dvd. O personagem Cody Banks é um 007 adolescente, que faz parte de uma ramificação teen da CIA. Não parece muita coisa, mas diverte e serve como passatempo. Agora, a missão é recuperar um aparelho que controla mentes (de novo?) e enfrentar um ex-agente. Detalhe: a estória agora é ambientada em Londres (nada mais apropriado para um filme de espionagem). Quem curte séries cômicas da TV, conhece o ator principal, Frankie Muniz, da série Malcom (exibida pela Record). Com boa produção, ritmo de comédia, uma bela garota (Hannah Sperarritt, do grupo “S Club 7”), é uma produção extremamente pipoca. Daquelas que até funcionam melhor depois em casa, no vídeo. Mas não chega a incomodar, nem decepcionar. Desde que não se espere grandes lances.
REDENTOR (Idem, Brasil/2004)
Produção nacional dirigida por Claudio Torres, filho de dois ícones (Fernanda Montenegro e Fernando Torres) e sócio da Conspiração Filmes, uma das mais bem-sucedidas produtoras do país. E os nomes famosos não páram por ai: o roteiro foi escrito pelo diretor e sua irmã, Fernanda Torres, e Elena Soárez. Mas o filme tem personalidade forte, principalmente na produção e na sua formatação, que imprime uma fotografia trabalhada e efeitos especiais competentes.
Claudio Torres, também diretor de comerciais, cria uma fábula ao contar a estória da amizade entre um jornalista (Pedro Cardoso) e um empresário (Miguel Falabella), tendo como pano de fundo a corrupção envolvendo a construção de um grande prédio residencial (a construtora faliu e a obra ficou inacabada). O tom místico vem ainda na figura do jornalista, que está convencido de que ouve o próprio Deus. Isso sem contar o fato de que os moradores de uma favela invadiram o edifício. O trailer da fita impressionava e, ao que consta, não foi alarme falso. Segundo o próprio diretor, a idéia não era fazer uma fita panfletária. Daí o toque exagerado em algumas seqüências. Mas o filme se sustenta enquanto crônica urbana fantástica e tem, como atrativo ao grande público, vários nomes conhecidos em seu elenco (José Wilker, Lúcio Mauro, Tony Tornado, Stênio Garcia e a sempre exuberante Camila Pitanga).
Chama dos Jogos Paraolímpicos é acesa na Grécia
A chama que será utilizada nos Jogos Paraolímpicos de Atenas foi acesa na tarde desta quinta-feira, em cerimônia realizada na capital da Grécia. O nadador grego Konstantinos Fykas, campeão paraolímpico nos 50 m e 100 m livres em Sydney-2000, iniciou o revezamento da tocha, que percorrerá Atenas até a abertura dos Jogos, no dia 17.
A cerimônia aconteceu no Templo de Hephaestus, localizado numa colina perto de Acrópoles, no centro de Atenas. Agora, a chama vai percorrer a cidade num trajeto de 410 quilômetros, contando com a participação de 680 atletas paraolímpicos.
O revezamento da tocha paraolímpica será bem mais modesto do que o visto com a tocha olímpica, que passou por 26 países, entre eles o Brasil. As Paraolimpíadas de Atenas vão acontecer do dia 17 a 28 de setembro, com a disputa de 19 modalidades. O Brasil terá uma representação recorde, com 98 atletas. As instalações serão as mesmas usadas na Olimpíada, que acabou no último dia 29.
TV Cultura vai lançar o canal Rá Tim Bum
A TV Cultura vai anunciar oficialmente nesta sexta-feira (10/9) o lançamento da TV Rá Tim Bum, primeiro canal infantil da TV por assinatura inteiramente produzido no Brasil. Ainda sem data de estréia definida, a previsão é de que o canal entre no ar em 12 de dezembro, a TV Rá Tim Bum terá em sua programação produções nacionais inéditas e também programas já exibidos pela TV Cultura. O canal ficará no ar 24 horas por dia na TV a cabo.
À frente da TV Rá Tim Bum está Mauro Garcia, ex-presidente da TVE do Rio de Janeiro, que assume a direção de programação. Com esta iniciativa, a mantenedora da TV Cultura pretende fortalecer ainda mais a marca Rá Tim Bum, que surgiu pela primeira vez em 1989 para batizar um programa infantil de televisão.
Tá sobrando dinheiro???
Príncipe herdeiro de Brunei casa com uma adolescente
O príncipe herdeiro do sultanato petroleiro de Brunei, Al-Muhtadee Billah Bolkiah, 30 anos, um dos homens mais ricos do mundo, se casou hoje com uma adolescente, respeitando uma tradição centenária da dinastia do sudeste asiático, na presença de várias autoridades estrangeiras.
Al-Muhtadee Billah Bolkiah se casou com Sarah Salleh, 17 anos, na sala do trono do palácio real, um edifício de 1.700 quartos, diante de uma platéia de presidentes, primeiros-ministros e membros de famílias reais.
O príncipe, amante do bilhar, é o herdeiro da coroa do sultão Hassanal Bolkiah, um dos homens mais ricos do planeta graças aos lucros que o petróleo proporciona ao reino, situado na ilha de Bornéu.
Sua esposa é a filha de um cidadão de Brunei com uma enfermeira suíça, Suzanne Aeby, e se conheceram quando eram estudantes em Londres nos anos 70. Seguindo a tradição, os noivos começaram a cerimônia vestidos de azul, sentados em tronos amarelos e dourados, as cores da monarquia de Brunei. Após a declaração da união, os dois beijaram as mãos do sultão para obter sua bênção. A cerimônia desta quinta-feira encerrou duas semanas de rituais e será seguida por um banquete gigantesco na sexta-feira, oferecido a milhares de hóspedes da monarquia.
Sex Machines
As novas máquinas que prometem revolucionar o prazer das mulheres
Quem assistiu a Blade Runner, mesmo antes de o filme ter virado cult, saiu do cinema perplexo. Principalmente pela imagem de um futuro obscuro e confuso. Nove anos depois, o atual governador da Califórnia ficou famoso ao tomar conta das telas para lutar contra máquinas que queriam destruir um menino que um dia salvaria o mundo. Mais 8 anos se passaram e homens e máquinas voltaram a se enfrentar em Matrix.
Amigos homens, preocupem-se! Esse futuro sombrio já chegou e atende pelo nome de Sex Machine. Uma empresa dedicada a fabricar máquinas de sexo. Detalhe: para mulheres! De US$ 100 a US$ 10 mil, você leva uma original pra casa. São verdadeiras obras de engenharia ergométrica. Metal e carne interagindo, literalmente. RPMs diretamente proporcionais à velocidade do prazer feminino.
O proprietário garante que o negócio vai muito bem, sobretudo na Europa e no Oriente. A empresa fabrica mais de uma dúzia de máquinas diferentes. Algumas são bem simples, como a furadeira que vem com uma broca adaptada para colocar um pinto de borracha. Outras são totalmente high-techs — caso da chamada “twinserter”, em português algo como “inserção gêmea”, onde duas moças ocupam a mesma máquina ao mesmo tempo. Selecionei as mais interessantes para você ficar inteirado. Mas fique ligado porque elas ainda podem tirar a gente da jogada.
THE INTRUDER
Pró: uma trepada macia, com ajuste para velocidade e profundidade.
Contra: se for usada na velocidade máxima, a Intruder trepida além da conta.
THE MONSTER
Pró: pode ser usada em qualquer ângulo, até na vertical. E funciona com controle remoto.
Contra: é meio complicada de usar porque a vagina precisa ser penetrada com a máquina já em funcionamento. Não se pode colocar o pinto de borracha antes e depois ligar.
THE PROBE
Pró: ótima para sexo anal.
Contra: só vibra.
THE GOATMILKER
Pró: substitui qualquer língua e nunca cansa.
Contra: suga apenas mamilos, não pode ser usada no clitóris.
THE CONCRETE VIBRATOR
Pró: boas vibrações.
Contra: forte demais, pode quebrar ossos de moças frágeis.
THE FUCKING CHAIR
Pró: é a única ecologicamente correta, funciona sem eletricidade. Basta sentar nela e balançar para a frente e para trás que o pinto de borracha emerge do assento repetindo o movimento até você parar de balançar.
Contra: não vibra.
Se interessou? Quer conhecer mais a fundo estas engenhocas do sexo. Vá ver...
Mascando loiras
Conheça o artista que retrata beldades apenas com chicletes mascados
Temos uma coleção de chicletes que funciona mais ou menos assim: vamos comprando e acumulando diferentes tipos de goma de mascar, e, quando parece que temos uma coleção decente, vamos lá e consumimos tudo. Isso nos coloca na categoria de colecionadores fracassados, mas satisfeitos.
Em nossa trajetória de chicleteiros nos deparamos com um artista esquisito. Jason Kronenwald, 30, é tão fã das gomas de mascar que criou uma série de quadros feitos só com chiclete velho. Batizada de Gum Blondes, a coleção é uma crítica à cultura das celebridades. “Uso um material barato, extremamente disponível, mastigável e ‘cuspível’ para criar retratos sem valor real de loiras célebres.” Britney Spears, Pamela Anderson, Marilyn Monroe e Brigitte Bardot já foram retratadas por Jay.
As cores são obtidas de acordo com o tempo de mastigação de cada goma, mas não pense que ele sai catando chiclete velho na rua. Como usa aproximadamente 500 unidades para completar um retrato de 24cm x 32cm, Jay contratou um time de mastigadores para fazer o serviço. “Encorajo meus empregados a colocarem o máximo possível de chicletes na boca de uma só vez para conseguir uma escala de cores. Os tons mais difíceis são rosa-shocking e roxo claro.” Expert na arte da mastigação, Jay dá preferência a duas marcas – Trident e Bubble Tape – na hora de pintar seus quadros.
Para obter uma loira perfeita, a receita é mesclar dois pedaços do sabor citrus fruit, dois de peppermint e um de pêra. Duvida? Se quiser, pode testar com seu cabeleireiro.
Confira as outras loiras mascadas...
Os Três Patetas voltam à TV aberta
O seriado de comédia de maior sucesso de todos os tempos estará de volta à TV brasileira pela Bandeirantes, a partir do dia 20 de setembro. O horário ainda não foi definido, mas deve ser de segunda a sexta, a partir das 13h. A série Os Três Patetas estreou em 1934 com o episódio “Woman Haters” e durou até 1959, tendo vários atores que se revezaram no lugar de Curly. Várias emissoras já exibiram o seriado, sendo a última a Fox Kids, que passava a comédia de madrugada. Para os fãs, a boa notícia é que está sendo preparado um projeto de um longa-metragem para cinema, que deve ser produzido em breve.
Derretendo o asfalto!!!
São Paulo registra a segunda maior temperatura do ano
A temperatura máxima registrada hoje na capital paulistana foi de 32,6ºC, segundo registro do Instituto Nacional de Meteorologia, no Mirante de Santana. Esta é a segunda maior temperatura do ano. O recorde foi atingido ontem, quando o Instituto registrou 32,8ºC, também no Mirante de Santana.
Até então, a maior temperatura do ano na cidade era de 32,5ºC, marcada em 18 de fevereiro.
Por: Ronaldo Hung
Feriadão na cidade significa lançamentos pipoca no cinema. Mantendo a tradição, duas grandes estréias no circuito: “Alien Vs. Predador” e “A Vila” (nova produção de M. Night Shyamalan), além da animação “Yu-Gi-Oh”.
ALIEN VS. PREDADOR (Alien Vs. Predator, EUA/2004)
Reunir dois personagens conhecidos já é uma rotina nos quadrinhos. E o cinema descobriu o filão e costuma investir nele (como quando Freddy Krueger enfrentou Jason, da série Sexta-Feira 13). Essa produção já era muito esperada, por reunir dois dos monstros espaciais mais lucrativos do cinema atual: Alien e o Predador (já existem games com os dois). A barata gosmenta Alien já rendeu 4 filmes (todos com Sigourney Weaver), enquanto o Predador teve 2 produções (a primeira com Arnold Schwarzenegger, enquanto Danny Glover estava na segunda).
Aliás, já no segundo filme da série Predador havia uma sugestiva cena, que mostrava uma espécie de sala de troféus do personagem, com um close em um crânio de alien. O que criou toda uma expectativa de um possível embate entre as duas criaturas. O novo filme tem na direção Paul W.S. Anderson (de “Resident Evil”, baseado no famoso game), que não perde tempo com explicações. Supõe-se que o espectador conheça toda a mitologia dos personagens.
E parece que a idéia seria que a estória aconteceria antes da série Alien (que do elenco original traz o ator Lance Henriksen, mas em outro papel), quando uma equipe de cientistas descobre uma pirâmide na Antártida. Entrar no lugar é mexer no vespeiro e eles se vêem justamente no meio da guerra entre aliens e predadores. Muitos efeitos especiais, barulho e ação na receita básica de filme-pipoca, que é seguida pelo diretor e pela produção. Um bom programa para uma tarde de feriado. Ah, sim: quem ganha o duelo? Isso, meu caro, só vendo o filme...
A VILA (The Village, EUA/2004)
Novo suspense do diretor indiano M. Night Shyamalan, de “Corpo Fechado” e “O Sexto Sentido” (ambos com Bruce Willis) e “Sinais” (com Mel Gibson). Há quem aprecie suas produções e há quem considere uma perda de tempo. Para o primeiro público, “A Vila” é um prato cheio. Mal comparando, é como um “Woody Allen do suspense” (todos os filmes acabam se parecendo; a fórmula só é reciclada, o que não tira o mérito do produto final). Quem gosta já sabe o que vai encontrar na sala escura do cinema (ou seja, no caso de Shyamalan, nada é o que aparenta ser...).
Esta produção, que não foi lá muito bem de crítica, traz novamente o ator Joaquin Phoenix (que fazia o irmão de Mel Gibson em “Sinais”).
Basicamente, a estória é ambientada em uma comunidade fechada da Pennsylvania, onde os moradores convivem com uma espécie de “criaturas” antigas (há todo um ritual para manter a harmonia com os seres). A mocinha (Bryce Dallas Howard, filha do diretor Ron Howard, em papel previsto para Kirsten Dunst, a namoradinha do Homem-Aranha) é cega e vai se casar com Phoenix. Quando ele é atacado na aldeia por um outro rapaz apaixonado por ela, é preciso buscar ajuda na cidade. E existe todo um suspense quando são descobertas marcas vermelhas nas portas das casas. Com um bom clima, a fita prende a atenção e é competente. No elenco, presença de Sigourney Weaver (como a mãe do herói) e William Hurt.
YU-GI-OH! - O FILME (Yûgiô: Gekijô-ban, EUA/Japão/Coréia/2004)
Após o sucesso de Pokemón, a Warner investe novamente no gênero animação, desta vez trazendo a série de televisão "Yu-Gi-Oh!". Essa animação, naturalmente, tem público certo: os leitores de mangás, de onde surgiu o desenho. Quem não conhece o universo do seriado pode até consumir essa produção como passatempo, mas não vai entender muito bem a estória do garoto que gosta de cards, que na verdade tem poderes místicos, etc. e tal. A fita dá continuidade aos episódios da tv, enfocando o torneio de Battle City, quando um vilão (Anubis) aparece para se vingar do herói. Mas é sempre é bom ver um desenho nos cinemas. Detalhe: a dublagem original da tv foi mantida, para alegria dos fãs. E por falar em animes, neste final de semana acontece o “Anime Fantasy - Cavaleiros do Zodíaco”, evento a ser realizado no Colégio Santa Amália (Estação Saúde do Metrô).
Outras estréias da semana nas telonas
O Agente da Estação cativa com amizades improváveis
Um anão herda uma estação de trem em Nova Jersey e faz amizade com uma artista e um vendedor de cachorro-quente. Você vai sair correndo de casa para ver esse filme? Provavelmente não, mas é essa toda a magia dos longas exibidos em festivais de cinema. Trabalhos que jamais caberiam em formatos comerciais ou que se baseiam em argumentos solitários constituem pedras preciosas que só poderiam ser garimpadas em lugares como Sundance.
O Agente da Estação transcende qualquer sinopse. A história gira em torno do baixinho Finbar McBride (Peter Dinklage), mais conhecido pelas poucas pessoas que lhe são mais próximas como Fin. Ele é alguém que resguarda sua privacidade a todo custo mas que, por conta de seu tamanho, constantemente se vê atraindo atenções indesejadas.
Diariamente Fin suporta as observações e piadas cruéis de estranhos. Na realidade, essas crueldades impessoais o levaram a isolar-se por trás de uma espécie de muralha de proteção, que o mantém a salvo do mundo externo.
Irmãs Gêmeas mostra destino diferente de duas mulheres
De Tweeling (Irmãs Gêmeas) é um romance de Tessa de Loo, já conhecido de mais de 3,5 milhões de leitores alemães e holandeses, sobre os caminhos muito diferentes seguidos por duas gêmeas que são separadas ainda na infância. Sob a direção competente de Bem Sombogaart, a história foi transformada num filme respeitável e bem representado.
Partindo de uma adaptação bem construída por Marieke van der Pol, o diretor Sombogaart começa fazendo o relógio voltar até 1925, quando Anna e Lotte, gêmeas de 6 anos de idade, são separadas por seus parentes, após a morte de seus pais.
A inacreditável alegoria brasileira de João Carlos Martins
Na mesma linha de Nelson Freire, de João Moreira Salles, A Paixão Segundo Martins, da documentarista alemã Irene Langemann, mostra o homem por trás do artista. No caso, o pianista brasileiro João Carlos Martins, um dos mais renomados intérpretes de Bach, reconhecido em todo o mundo.
Muitas vezes comparado ao pianista Glen Gould, Martins começou sua carreira nos anos 1960. Pouco tempo depois, enquanto jogava futebol no Central Park, em Nova York, sofreu um acidente que afetou os movimentos do braço e da mão direita. Essas dificuldades o obrigaram a suspender temporariamente a carreira e investir na atividade empresarial.
Mas a paixão de Martins por seu piano e por Bach foi tão grande que ele superou os maiores obstáculos físicos em nome da música - chegando a tocar apenas com a mão esquerda. Mas o documentário não se detém apenas na carreira do consagrado pianista.
A Jornada de James para Jerusalém" alia humanismo a humor
Israel é um país complexo, mas reduzido a vilão pelos maniqueístas de plantão. A crescente exibição de filmes israelenses no Brasil serve um pouco como "outro lado" à demonização do país em muitos círculos.
Não que sejam filmes ufanistas e patrióticos. Pelo contrário. De obras como "Kadosh" e "Kipur" (de Amos Gitai), "Yossi & Jagger, Delicada Relação" (Eytan Fox) e "Promessas de um Novo Mundo" (B.Z. Goldberg, Justine Shapiro e Carlos Bolado) partem visões críticas do país fundado em 1948.
Mas ver o israelense nesses filmes --sua eventual compaixão pelos palestinos, seu drama pessoal de travar uma guerra que parece perpétua ou sua luta contra a opressão de mulheres e homossexuais-- esclarece um público acostumado a vê-lo apontando fuzis para crianças com pedras.
Este "A Jornada de James para Jerusalém", de Ra'anan Alexandrowicz, usa o humor para mostrar como Israel, apesar de todas as suas particularidades, parece cada vez mais com o planeta --excetuando-se, e põe exceção nisso, o conflito com os árabes, que quase não aparece no filme.
Amor é a bandeira em filme político-juvenil
"Para Sempre na Minha Vida" é um filme a ser entendido na tríade temática "ambiente escolar, alunos e autoridade". Curiosamente, o tempo atual vem mostrando versões de certo modo simpáticas à autoridade.
Se pensarmos neste filme e em "Ser e Ter", documentário que disseca o equilíbrio natural de uma escola, a idéia procede. Se "Ser e Ter" louva ordem e o carinho duro existente na figura passadista de um professor, o filme italiano conclui que a excitação política de esquerda é febre tão radiante quanto bobinha, aos 16 anos. Artefatos poderosos seriam mesmo a descoberta do amor e a compreensão da mocidade como ciclo de pequenos eventos especiais que se reeditam.
Alunos lutam contra a privatização de sua escola. Conquistam fisicamente a instituição, vivem enredos românticos e se deslocam de moto por Roma, onde o filme rabisca um painel colorido do que é ser jovem. Discursos são diluídos em superficialismo que assusta, mas a forma com que Muccino conduz a história denuncia um romantismo de quem é casado com a primeira namorada, ou coisa do tipo.
Morre nos EUA, aos 37, o produtor brasileiro Tom Capone, em acidente de moto
Morreu na tarde desta quinta-feira, o produtor brasileiro Tom Capone, aos 37 anos, em Los Angeles, EUA, em um acidente de motocicleta. Capone, cujo nome verdadeiro era Luiz Antônio Ferreira Gonçalves, estava na cidade para participar do Grammy Latino, em que concorria a cinco prêmios, o maior número de indicações que um brasileiro já recebera na premiação.
Dois discos produzidos por Capone foram premiados no evento, que aconteceu ontem à noite, o disco de estréia de Maria Rita e "Cosmotron" do grupo Skank. Segundo informação de amigos do produtor, Capone havia alugado uma motocicleta nesta manhã e saiu para dar uma volta quando aconteceu o acidente. Capone era diretor artístico da gravadora Warner no Brasil e produziu artistas de diversos estilos como Gilberto Gil, Maria Rita, O Rappa, Kelly Key, Pavilhão 9, Raimundos, Natiruts e Skank.